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Investimento maior pode ir para o CDB


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

27/06/2010 | 07:03


Entre os investimentos de renda fixa, o CDB (Certificado de Depósito Bancário) é apropriado para os investidores que já acumulam valores altos. "Vale a pena para aquelas pessoas que têm acima de R$ 50 mil para investir. Assim podem negociar melhores taxas de retorno. Quem tem pouco a ser aplicado, de R$ 2.000 a R$ 5.000, pode até ter prejuízo", afirmou presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Andrew Frank Storfer.

Storfer explica que os pequenos investidores são mais beneficiados com a caderneta de poupança, que não tem tributos e a rentabilidade é garantida.

O rendimento do CDB é atrelado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é a taxa de juros que os bancos têm entre suas transações. No ano terminado em maio, o CDI acumulou alta de 8,4%.

De acordo com o professor do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Fernando Nogueira da Costa, alguns bancos pagam até 110% da rentabilidade do CDI, ou seja, 10% a mais. "Mas isso acontece em bancos médios e pequenos, que têm mais dificuldade em captar recursos".

Em contrapartida, as grandes instituições, conhecidas como bancos de varejo por atender maior número de pessoas físicas, normalmente não ultrapassam 90% do CDI. Considerando esse percentual, um CDB básico retornaria 7,5%. Descontando o imposto de renda de aplicações acima de dois anos, o retorno chegaria a 6,3%. A caderneta de poupança rendeu o mesmo percentual em um ano completo no fim de maio.

Tributos - A princípio, o Imposto de Renda leva 15% sobre o rendimento das aplicações em CDB se o investidor deixar o capital aplicado por mais de 720 dias. Se o dinheiro for resgatado entre 361 e 720 dias, o Leão come 17,5% do rendimento. De 181 a 360 dias, são 20%. E de zero a 180 dias, a alíquota fica em 22,5%.

No longo prazo, considerando o período de cinco anos encerrados no fim de maio, o CDI se destacou sobre a poupança e deixou o CDB mais rentável. O CDB - considerando 90% do CDI - retornou 54,3%. Descontando o imposto de renda incidente, o percentual alcançou 46,2%. Enquanto isso, a poupança resultou em 38%.

Como funciona? - O CDB é uma certidão de que o investidor emprestou o dinheiro para o banco por determinado período. E o percentual de CDI, para estipular a rentabilidade, é traçado nas negociações do contrato. Esse é um processo para as instituições financeiras captarem recursos. De acordo com Costa, quando a demanda por crédito está aquecida, os bancos intensificam o trabalho para emitir CDB.

"O interessante é que, para melhorar a negociação, normalmente os bancos oferecem maior rentabilidade para os grandes investimentos. E os pequenos montantes têm menores retornos", diz Costa.

Ele explica que a instituição leva vantagem em captar mais dinheiro de uma só pessoa reduzindo o seu trabalho, então quanto maior o investimento, melhor para o banco.



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Investimento maior pode ir para o CDB

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

27/06/2010 | 07:03


Entre os investimentos de renda fixa, o CDB (Certificado de Depósito Bancário) é apropriado para os investidores que já acumulam valores altos. "Vale a pena para aquelas pessoas que têm acima de R$ 50 mil para investir. Assim podem negociar melhores taxas de retorno. Quem tem pouco a ser aplicado, de R$ 2.000 a R$ 5.000, pode até ter prejuízo", afirmou presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Andrew Frank Storfer.

Storfer explica que os pequenos investidores são mais beneficiados com a caderneta de poupança, que não tem tributos e a rentabilidade é garantida.

O rendimento do CDB é atrelado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é a taxa de juros que os bancos têm entre suas transações. No ano terminado em maio, o CDI acumulou alta de 8,4%.

De acordo com o professor do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Fernando Nogueira da Costa, alguns bancos pagam até 110% da rentabilidade do CDI, ou seja, 10% a mais. "Mas isso acontece em bancos médios e pequenos, que têm mais dificuldade em captar recursos".

Em contrapartida, as grandes instituições, conhecidas como bancos de varejo por atender maior número de pessoas físicas, normalmente não ultrapassam 90% do CDI. Considerando esse percentual, um CDB básico retornaria 7,5%. Descontando o imposto de renda de aplicações acima de dois anos, o retorno chegaria a 6,3%. A caderneta de poupança rendeu o mesmo percentual em um ano completo no fim de maio.

Tributos - A princípio, o Imposto de Renda leva 15% sobre o rendimento das aplicações em CDB se o investidor deixar o capital aplicado por mais de 720 dias. Se o dinheiro for resgatado entre 361 e 720 dias, o Leão come 17,5% do rendimento. De 181 a 360 dias, são 20%. E de zero a 180 dias, a alíquota fica em 22,5%.

No longo prazo, considerando o período de cinco anos encerrados no fim de maio, o CDI se destacou sobre a poupança e deixou o CDB mais rentável. O CDB - considerando 90% do CDI - retornou 54,3%. Descontando o imposto de renda incidente, o percentual alcançou 46,2%. Enquanto isso, a poupança resultou em 38%.

Como funciona? - O CDB é uma certidão de que o investidor emprestou o dinheiro para o banco por determinado período. E o percentual de CDI, para estipular a rentabilidade, é traçado nas negociações do contrato. Esse é um processo para as instituições financeiras captarem recursos. De acordo com Costa, quando a demanda por crédito está aquecida, os bancos intensificam o trabalho para emitir CDB.

"O interessante é que, para melhorar a negociação, normalmente os bancos oferecem maior rentabilidade para os grandes investimentos. E os pequenos montantes têm menores retornos", diz Costa.

Ele explica que a instituição leva vantagem em captar mais dinheiro de uma só pessoa reduzindo o seu trabalho, então quanto maior o investimento, melhor para o banco.

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