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O Ceará bem pertinho


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

21/05/2009 | 07:00


Uma viagem pela diversidade cultural da região do Cariri, no Ceará. Essa é a proposta do projeto Ser Tão Cariri, que começa hoje no Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822. Tel.: 3340-2000). O público poderá conferir série de atividades que tem como tema as tradições de um dos pontos mais efervescentes da cultura popular cearense.

A primeira atração é a exposição Olhares Sobre o Sertão, que abre às 20h. Por meio de imagens e adereços, é possível conhecer costumes locais, caso da devoção religiosa ao Padre Cícero (1844-1934) e a popularidade da poesia de cordel de Patativa do Assaré (1909-2002). A mostra ocorre até 28 de junho e a entrada é franca.

Outro destaque do projeto são as apresentações musicais. Um dos principais convidados a subir ao palco são Os Cabinha, que vem para São Paulo especialmente para o Ser Tão Cariri. Formado por cinco meninos de idades entre 10 e 12 anos, a banda marca a quarta geração de músicos da Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri, instituição pedagógica gerida por crianças e jovens. O quinteto apresenta repertório que satiriza o rock com instrumentos feitos por eles mesmos. O nome remete ao diminutivo do termo "caba", que quer dizer homem no sertão de Cariri.

Além de estarem ansiosos para se apresentar, a viagem até a Capital paulista tem criado expectativa. "Eles são crianças e ficam perguntando se há piscina no hotel, se poderão visitar museus, andar de metrô. Estão empolgados com a música, mas também têm essa preocupação em se divertir", diz Mariana Fernandes Albanese, produtora da banda.

Os Cabinha fazem show no sábado, às 20h, ao lado de Marcelo Camelo, conhecido por seu trabalho com o grupo Los Hermanos e que agora segue em carreira solo. "Eles não têm noção do que é tocar com alguém como o Marcelo e, talvez, com a fama que isso pode gerar", comenta Mariana, ressaltando que os objetivos da banda são musical e pedagógico. Os meninos voltam ao palco no dia 29, quando se apresentam ao lado da cantora Ceumar.

No dia 30, começa a Oficina de Cordel, comandada pelo escritor César Obeid. Com o tema Como Escrever e Contar a Literatura de Cordel, o curso ensina aos participantes uma das artes sertanejas mais tradicionais.

"É importante que a cultura popular do sertão tenha um grande evento. A pouca divulgação que existe traz uma visão de caricatura e, dessa forma, há mais dignidade", explica Obeid.

O escritor aponta a internet como uma das grandes responsáveis pela revitalização da literatura de cordel. "De uns anos para cá, as pessoas estão dando mais atenção às culturas do povo. A internet foi uma das causadoras dessa difusão, já que as informações estão mais fáceis de serem encontradas."

As atividades - algumas gratuitas e outras pagas - seguem até dia 7. Mais informações no site do Sesc (www.sescsp.org.br).



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O Ceará bem pertinho

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

21/05/2009 | 07:00


Uma viagem pela diversidade cultural da região do Cariri, no Ceará. Essa é a proposta do projeto Ser Tão Cariri, que começa hoje no Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822. Tel.: 3340-2000). O público poderá conferir série de atividades que tem como tema as tradições de um dos pontos mais efervescentes da cultura popular cearense.

A primeira atração é a exposição Olhares Sobre o Sertão, que abre às 20h. Por meio de imagens e adereços, é possível conhecer costumes locais, caso da devoção religiosa ao Padre Cícero (1844-1934) e a popularidade da poesia de cordel de Patativa do Assaré (1909-2002). A mostra ocorre até 28 de junho e a entrada é franca.

Outro destaque do projeto são as apresentações musicais. Um dos principais convidados a subir ao palco são Os Cabinha, que vem para São Paulo especialmente para o Ser Tão Cariri. Formado por cinco meninos de idades entre 10 e 12 anos, a banda marca a quarta geração de músicos da Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri, instituição pedagógica gerida por crianças e jovens. O quinteto apresenta repertório que satiriza o rock com instrumentos feitos por eles mesmos. O nome remete ao diminutivo do termo "caba", que quer dizer homem no sertão de Cariri.

Além de estarem ansiosos para se apresentar, a viagem até a Capital paulista tem criado expectativa. "Eles são crianças e ficam perguntando se há piscina no hotel, se poderão visitar museus, andar de metrô. Estão empolgados com a música, mas também têm essa preocupação em se divertir", diz Mariana Fernandes Albanese, produtora da banda.

Os Cabinha fazem show no sábado, às 20h, ao lado de Marcelo Camelo, conhecido por seu trabalho com o grupo Los Hermanos e que agora segue em carreira solo. "Eles não têm noção do que é tocar com alguém como o Marcelo e, talvez, com a fama que isso pode gerar", comenta Mariana, ressaltando que os objetivos da banda são musical e pedagógico. Os meninos voltam ao palco no dia 29, quando se apresentam ao lado da cantora Ceumar.

No dia 30, começa a Oficina de Cordel, comandada pelo escritor César Obeid. Com o tema Como Escrever e Contar a Literatura de Cordel, o curso ensina aos participantes uma das artes sertanejas mais tradicionais.

"É importante que a cultura popular do sertão tenha um grande evento. A pouca divulgação que existe traz uma visão de caricatura e, dessa forma, há mais dignidade", explica Obeid.

O escritor aponta a internet como uma das grandes responsáveis pela revitalização da literatura de cordel. "De uns anos para cá, as pessoas estão dando mais atenção às culturas do povo. A internet foi uma das causadoras dessa difusão, já que as informações estão mais fáceis de serem encontradas."

As atividades - algumas gratuitas e outras pagas - seguem até dia 7. Mais informações no site do Sesc (www.sescsp.org.br).

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