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Moradores cobram solução para terreno no Jd.Paraíso

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Área, que já abrigou favela da Gamboa, segue vazia há cinco anos; Prefeitura promete pet park


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

24/10/2019 | 07:00


Em janeiro de 2015, a última casa da antiga comunidade da Gamboa, no bairro Paraíso, foi demolida pela Prefeitura de Santo André. As mais de 700 famílias que lá residiam foram atendidas em programas habitacionais e a área, onde existe uma torre e linhas de transmissão da Enel, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em São Paulo, desocupada. Quase cinco anos depois, os moradores do entorno cobram uma solução para o terreno, que está ao lado do Parque Central e conta com uma lagoa.

O carpinteiro aposentado Dionísio Machado dos Santos, 82 anos, mora na Rua Juquiá desde 1979. Chegou ao endereço três anos depois do início da ocupação, que data de 1975. O munícipe relatou que nunca houve problemas na convivência com a vizinhança, mas que uma parte do muro dos fundos da sua casa caiu, devido às recorrentes colocações de estruturas para varais de moradores da comunidade. “A Prefeitura chegou a se comprometer com o conserto, mas até agora não fizeram nada”, reclamou.

Moradora da mesma rua há 40 anos, a dona de casa Helena Silva, 68, afirmou que, após a remoção das famílias, a vizinhança ficou mais tranquila. “Tinha gente muito boa por lá, mas também tinham umas tranqueiras”, declarou. Para a moradora, uma boa opção para o terreno seria a abertura de uma via, para desafogar o trânsito da Juquiá, que tem sido cada vez mais intenso. “Também é preciso evitar uma nova ocupação. Quando tinha a comunidade, a cada amanhecer apareciam mais dez barracos.”

Na ocasião da desocupação da área, o prefeito Paulo Serra (PSDB) era secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos e afirmou que era certa a ampliação do Parque Central, mas que não seria possível precisar a data. O então prefeito Carlos Grana (PT) destacou que como parte do terreno pertence à Enel (que ainda se chamava AES Eletropaulo), era preciso estabelecer diálogo com a empresa.

Questionada, a Enel informou que não recebeu nenhuma solicitação do município para o endereço em questão. Já a Prefeitura de Santo André relatou que a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária cumpriu as ações com a remoção das famílias e atendimento em unidades habitacionais. “A área será destinada à construção de um pet park, portanto será anexada ao Parque Central. Nas próximas semanas será aberta licitação para definir empresa que realizará obras em áreas verdes da cidade, o que contemplará o pet park”, informou em nota. Sobre a queixa do morador que teve o muro danificado, a administração alegou que não encontrou nenhuma solicitação em aberto. 



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Moradores cobram solução para terreno no Jd.Paraíso

Área, que já abrigou favela da Gamboa, segue vazia há cinco anos; Prefeitura promete pet park

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

24/10/2019 | 07:00


Em janeiro de 2015, a última casa da antiga comunidade da Gamboa, no bairro Paraíso, foi demolida pela Prefeitura de Santo André. As mais de 700 famílias que lá residiam foram atendidas em programas habitacionais e a área, onde existe uma torre e linhas de transmissão da Enel, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em São Paulo, desocupada. Quase cinco anos depois, os moradores do entorno cobram uma solução para o terreno, que está ao lado do Parque Central e conta com uma lagoa.

O carpinteiro aposentado Dionísio Machado dos Santos, 82 anos, mora na Rua Juquiá desde 1979. Chegou ao endereço três anos depois do início da ocupação, que data de 1975. O munícipe relatou que nunca houve problemas na convivência com a vizinhança, mas que uma parte do muro dos fundos da sua casa caiu, devido às recorrentes colocações de estruturas para varais de moradores da comunidade. “A Prefeitura chegou a se comprometer com o conserto, mas até agora não fizeram nada”, reclamou.

Moradora da mesma rua há 40 anos, a dona de casa Helena Silva, 68, afirmou que, após a remoção das famílias, a vizinhança ficou mais tranquila. “Tinha gente muito boa por lá, mas também tinham umas tranqueiras”, declarou. Para a moradora, uma boa opção para o terreno seria a abertura de uma via, para desafogar o trânsito da Juquiá, que tem sido cada vez mais intenso. “Também é preciso evitar uma nova ocupação. Quando tinha a comunidade, a cada amanhecer apareciam mais dez barracos.”

Na ocasião da desocupação da área, o prefeito Paulo Serra (PSDB) era secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos e afirmou que era certa a ampliação do Parque Central, mas que não seria possível precisar a data. O então prefeito Carlos Grana (PT) destacou que como parte do terreno pertence à Enel (que ainda se chamava AES Eletropaulo), era preciso estabelecer diálogo com a empresa.

Questionada, a Enel informou que não recebeu nenhuma solicitação do município para o endereço em questão. Já a Prefeitura de Santo André relatou que a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária cumpriu as ações com a remoção das famílias e atendimento em unidades habitacionais. “A área será destinada à construção de um pet park, portanto será anexada ao Parque Central. Nas próximas semanas será aberta licitação para definir empresa que realizará obras em áreas verdes da cidade, o que contemplará o pet park”, informou em nota. Sobre a queixa do morador que teve o muro danificado, a administração alegou que não encontrou nenhuma solicitação em aberto. 

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