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Soma de artes

1º Encontro Latino-americano de Teatro do Oprimido e Dança Contemporânea acontece a partir de hoje e vai até sábado


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

14/07/2010 | 07:04


Duas novidades têm agitado os trabalhos do Grupo Revolução Teatral, de Santo André. Uma delas, ocorrida em março, a conquista de sede na favela dos Eucaliptos, na região do Cata Preta. Outra é a participação na elaboração do 1º Encontro Latino-americano de Teatro do Oprimido e Dança Contemporânea, que acontece a partir de hoje até sábado, no Instituto de Artes da Unesp (Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271. Tel.: 3393-8605).

Acampados na universidade, interessados nas técnicas do grupo, que funde o Teatro do Oprimido de Augusto Boal ao método Laban de dança, irão discutir seu trabalho. "Já temos 60 participantes, 14 pessoas vindas da Argentina e Uruguai, que se interessaram por nosso trabalho quando fomos nos apresentar nesses países", conta Armindo Rodrigues Pinto, diretor do Revolução Teatral.

"Sem verba nenhuma, apenas com o espaço cedido, será um encontro de voluntários", completa o diretor.

A programação começa hoje às 9h, com apresentação do Grupo de Teatro do Oprimido da Unati e palestra com o professor de Filosofia Anderson Sousa Zanetti.

Em seguida, das 14h30 às 18h30, há fórum entre os grupos e apresentações em sarau.

Nos dias 15 e 16, Flávio Silva apresenta a oficina Paisagem Sonora e Teatro do Oprimido, das 9h às 12h. Nesses mesmos dias, à tarde, das 14h30 às 18h30, Armindo e Jane Vieira ministram a oficina Teatro do Oprimido e Dança.

"Vamos contextualizar nosso trabalho, o teatro do oprimido com a dança. Consideremos nossa ferramenta de trabalho o corpo, nossas apresentações não têm texto." No último dia, sábado, Sérgio Carvalho, diretor da Cia do Latão, de São Paulo, apresenta o debate Teatro Político Hoje, às 9h.

Barracão - A nova sede, denominada Barracão do Campo, espaço construído em madeira e que estava sem uso junto ao campinho de futebol da favela dos Eucaliptos. Logo, por iniciativa de moradores da comunidade - entre eles Valter Silva, o Valtinho, que ministra oficina de técnicas circenses com as crianças locais - o grupo foi convidado a tomar conta do espaço.

"Nossa ideia é transformar o espaço em um miniteatro. No dia 8 de agosto pretendemos fazer uma festa que dê início às oficinas de teatro para crianças e jovens e de dança de salão para adultos", diz. Além disso, o grupo planeja a criação do Clube das Mães, que, segundo Armindo, será espaço para fomentar nos adultos a importância do teatro como ferramenta de discussão social.

"É um trabalho de guerrilha, como chamo. A favela inteira não vai, mas se você pega cinco ou seis pessoas, elas servem como semente para cooptar cada vez mais pessoas no futuro", entende Armindo.



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1º Encontro Latino-americano de Teatro do Oprimido e Dança Contemporânea acontece a partir de hoje e vai até sábado

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

14/07/2010 | 07:04


Duas novidades têm agitado os trabalhos do Grupo Revolução Teatral, de Santo André. Uma delas, ocorrida em março, a conquista de sede na favela dos Eucaliptos, na região do Cata Preta. Outra é a participação na elaboração do 1º Encontro Latino-americano de Teatro do Oprimido e Dança Contemporânea, que acontece a partir de hoje até sábado, no Instituto de Artes da Unesp (Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271. Tel.: 3393-8605).

Acampados na universidade, interessados nas técnicas do grupo, que funde o Teatro do Oprimido de Augusto Boal ao método Laban de dança, irão discutir seu trabalho. "Já temos 60 participantes, 14 pessoas vindas da Argentina e Uruguai, que se interessaram por nosso trabalho quando fomos nos apresentar nesses países", conta Armindo Rodrigues Pinto, diretor do Revolução Teatral.

"Sem verba nenhuma, apenas com o espaço cedido, será um encontro de voluntários", completa o diretor.

A programação começa hoje às 9h, com apresentação do Grupo de Teatro do Oprimido da Unati e palestra com o professor de Filosofia Anderson Sousa Zanetti.

Em seguida, das 14h30 às 18h30, há fórum entre os grupos e apresentações em sarau.

Nos dias 15 e 16, Flávio Silva apresenta a oficina Paisagem Sonora e Teatro do Oprimido, das 9h às 12h. Nesses mesmos dias, à tarde, das 14h30 às 18h30, Armindo e Jane Vieira ministram a oficina Teatro do Oprimido e Dança.

"Vamos contextualizar nosso trabalho, o teatro do oprimido com a dança. Consideremos nossa ferramenta de trabalho o corpo, nossas apresentações não têm texto." No último dia, sábado, Sérgio Carvalho, diretor da Cia do Latão, de São Paulo, apresenta o debate Teatro Político Hoje, às 9h.

Barracão - A nova sede, denominada Barracão do Campo, espaço construído em madeira e que estava sem uso junto ao campinho de futebol da favela dos Eucaliptos. Logo, por iniciativa de moradores da comunidade - entre eles Valter Silva, o Valtinho, que ministra oficina de técnicas circenses com as crianças locais - o grupo foi convidado a tomar conta do espaço.

"Nossa ideia é transformar o espaço em um miniteatro. No dia 8 de agosto pretendemos fazer uma festa que dê início às oficinas de teatro para crianças e jovens e de dança de salão para adultos", diz. Além disso, o grupo planeja a criação do Clube das Mães, que, segundo Armindo, será espaço para fomentar nos adultos a importância do teatro como ferramenta de discussão social.

"É um trabalho de guerrilha, como chamo. A favela inteira não vai, mas se você pega cinco ou seis pessoas, elas servem como semente para cooptar cada vez mais pessoas no futuro", entende Armindo.

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