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Arnaldo Antunes mostra seu 'pop cabeça' em Mauá


Mauro Fernando
Do Diário do Grande ABC

07/12/2002 | 17:34


O cantor, compositor e poeta Arnaldo Antunes, nome já consagrado no cenário musical brasileiro, traz sua banda neste domingo para o Grande ABC, em show gratuito. Antunes, que ficou conhecido como vocalista da banda de rock Titãs, é uma das atrações dos festejos do 48º aniversário de Mauá, e se apresenta a partir das 21h no Paço Municipal.

Com cinco álbuns solo no currículo – Antunes deixou os Titãs, com quem gravou sete discos, em 1992 –, ele mostra, principalmente, músicas de Paradeiro, CD de 2001. O show não conta com canções do álbum recém-lançado Tribalistas, que divide com Carlinhos Brown e Marisa Monte. Antunes toca também músicas dos discos Um Som (1998), O Silêncio (1996), Ninguém (1995) e Nome (1993).

Se no início da carreira Antunes firmou-se como roqueiro, ao longo dela passou a diluir essa vertente musical, numa aposta no pop de qualidade, aquele que tem algo de inteligente a dizer. O flerte com a música popular brasileira tornou-se mais evidente a cada CD lançado. Nos shows, entretanto, Antunes mantém a postura roqueira que o tornou famoso.

Elementos percussivos permeiam Paradeiro, disco produzido por Carlinhos Brown e Alê Siqueira e gravado em Salvador. A faixa-título, que conta com participação de Marisa Monte, Atenção, Essa Mulher, Lembrança Vó, O Mosquito e uma versão para Exagerado, sucesso de Cazuza, constituem o filé do álbum.

A diversidade é uma das características da música de Antunes. Uma prova disso são as parcerias que ele ostenta: Walter Franco, Roberto de Carvalho, Péricles Cavalcanti, Paulo Tatit, Marina Lima, Lenine, Jorge Ben Jor, Frejat (Barão Vermelho), Edvaldo Santana e Edgard Scandurra (Ira!), entre tantos.

Outra prova é a lista de artistas que já gravaram canções de Antunes. Ana Carolina (Agora ou Nunca), Barão Vermelho (Quem me Olha Só, blues em parceria com Frejat), Cássia Eller (Socorro, reggae com Alice Ruiz), Gal Costa (Cabelo, com Jorge Ben Jor), Suzana Salles (Paraíso Eu) e Trovadores Urbanos (Alta Noite), entre outros, já lançaram trabalhos com músicas de Antunes.

O músico compôs a trilha de O Corpo, balé do Grupo Corpo, e tem canções no score do filme Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky. Além disso, participou de discos da banda de rock Golpe de Estado (Golpe de Estado, de 1988, e Zumbi, de 1994), de Tom Zé (Com Defeito de Fabricação, de 1997) e do guitarrista Edgard Scandurra (Benzina, de 1997), entre outros.

A poesia de Antunes, derivada do concretismo dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos e de Décio Pignatari, é premiada. A Câmara Brasileira do Livro entregou o Jabuti, o mais cobiçado prêmio literário do Brasil, a Antunes por As Coisas, editado em 1992. Destacam-se também na obra de Antunes Tudos (1990), Nome (1993) e Palavra Desordem (2002).



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