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Delegados da PF são contra norma que autoriza polícia do Senado a abrir inquérito



04/02/2017 | 07:26


A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) ajuizou no Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5649, com pedido de liminar, contra dispositivos do Regulamento Administrativo do Senado que tratam das atribuições da Polícia Legislativa da Casa para instaurar e conduzir inquéritos policiais. Segundo a entidade dos delegados de PF, ?as normas são inconstitucionais, pois apenas as autoridades policiais expressamente identificadas na Constituição Federal têm competência para promover a apuração de infrações penais?.

As informações foram divulgadas no site do Supremo. O relator da ADI 5649 é Celso de Mello, o decano da Corte.

A associação dos delegados destaca que, de acordo com a Constituição, compete à Polícia Federal, exclusivamente, o exercício das funções de polícia judiciária da União. Aponta, ainda, que a única exceção prevista no texto constitucional se refere às infrações militares.

"Quisesse o constituinte autorizar a ?apuração de infrações penais? pelos órgãos de Polícia Legislativa, teria feito constar expressamente no referido dispositivo idêntica ressalva, mas assim não o fez", argumenta a ADI dos federais.

A associação observa que a Polícia Legislativa ?não é órgão de segurança pública e que a Constituição, ao prever a competência do Senado para dispor sobre sua polícia, não autoriza interpretação que lhe confira o poder de criação de uma categoria de Polícia Judiciária?. Assinala que, sempre que a Constituição atribuiu ?poderes de investigação? próprios a outros órgãos, como as comissões parlamentares de inquérito, por exemplo, a autorização se deu de forma expressa.

"A investigação criminal foi reservada, pela Constituição Federal, aos órgãos de Polícia Judiciária, no âmbito da União, exclusivamente à Polícia Federal, sendo ilegítimo e inconstitucional o desempenho de tal atividade pelos membros da Polícia Legislativa, sob pena de manifesta usurpação das atribuições conferidas pelo texto constitucional", sustenta.

A Associação dos Delegados de Polícia Federal afirma que ?o indiciamento em inquérito policial é ato privativo de delegado e que a Polícia Legislativa não detém poderes para efetuar diligências em busca de elementos de convencimento para a conclusão pelo indiciamento ou não?.

A entidade ressalta que os policiais legislativos do Senado ?não estão legalmente habilitados a requerer autorização judicial para interceptação de comunicações telefônicas ou prisão preventiva e nem para determinar a condução coercitiva de testemunhas ou de investigado?.

Em caráter liminar, a associação pede ?a suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados, pois entende que, mantida sua vigência podem ocorrer situações de impunidade quanto a crimes praticados nas dependências sob a responsabilidade do Senado Federal?.

No mérito, o grupo dos delegados pede a declaração de inconstitucionalidade total dos artigos 206 e 315 e parcial do artigo 266, parágrafo 3.º, inciso VIII, do Regulamento Administrativo do Senado, na versão constante da Resolução 20/2015/SF.



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Delegados da PF são contra norma que autoriza polícia do Senado a abrir inquérito


04/02/2017 | 07:26


A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) ajuizou no Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5649, com pedido de liminar, contra dispositivos do Regulamento Administrativo do Senado que tratam das atribuições da Polícia Legislativa da Casa para instaurar e conduzir inquéritos policiais. Segundo a entidade dos delegados de PF, ?as normas são inconstitucionais, pois apenas as autoridades policiais expressamente identificadas na Constituição Federal têm competência para promover a apuração de infrações penais?.

As informações foram divulgadas no site do Supremo. O relator da ADI 5649 é Celso de Mello, o decano da Corte.

A associação dos delegados destaca que, de acordo com a Constituição, compete à Polícia Federal, exclusivamente, o exercício das funções de polícia judiciária da União. Aponta, ainda, que a única exceção prevista no texto constitucional se refere às infrações militares.

"Quisesse o constituinte autorizar a ?apuração de infrações penais? pelos órgãos de Polícia Legislativa, teria feito constar expressamente no referido dispositivo idêntica ressalva, mas assim não o fez", argumenta a ADI dos federais.

A associação observa que a Polícia Legislativa ?não é órgão de segurança pública e que a Constituição, ao prever a competência do Senado para dispor sobre sua polícia, não autoriza interpretação que lhe confira o poder de criação de uma categoria de Polícia Judiciária?. Assinala que, sempre que a Constituição atribuiu ?poderes de investigação? próprios a outros órgãos, como as comissões parlamentares de inquérito, por exemplo, a autorização se deu de forma expressa.

"A investigação criminal foi reservada, pela Constituição Federal, aos órgãos de Polícia Judiciária, no âmbito da União, exclusivamente à Polícia Federal, sendo ilegítimo e inconstitucional o desempenho de tal atividade pelos membros da Polícia Legislativa, sob pena de manifesta usurpação das atribuições conferidas pelo texto constitucional", sustenta.

A Associação dos Delegados de Polícia Federal afirma que ?o indiciamento em inquérito policial é ato privativo de delegado e que a Polícia Legislativa não detém poderes para efetuar diligências em busca de elementos de convencimento para a conclusão pelo indiciamento ou não?.

A entidade ressalta que os policiais legislativos do Senado ?não estão legalmente habilitados a requerer autorização judicial para interceptação de comunicações telefônicas ou prisão preventiva e nem para determinar a condução coercitiva de testemunhas ou de investigado?.

Em caráter liminar, a associação pede ?a suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados, pois entende que, mantida sua vigência podem ocorrer situações de impunidade quanto a crimes praticados nas dependências sob a responsabilidade do Senado Federal?.

No mérito, o grupo dos delegados pede a declaração de inconstitucionalidade total dos artigos 206 e 315 e parcial do artigo 266, parágrafo 3.º, inciso VIII, do Regulamento Administrativo do Senado, na versão constante da Resolução 20/2015/SF.

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