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Pequena queda da Selic se deve a riscos


Tauana Marin
Especial para o Diário

10/09/2007 | 07:12


A pequena redução da Selic (taxa básica de juros), adotada na última semana pelo Banco Central, desagradou muitos empresários e sindicalistas, mas foi considerada uma forma de prevenir riscos de que a inflação cresça, segundo especialistas.

Na quarta-feira passada (dia 5) o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anunciou a redução da taxa Selic para 11,25% ao ano, ou seja, uma queda de 0,25 ponto percentual.

Segundo o diretor executivo de Economia, Banking e Finanças da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Carlos Alberto Ercolin, o comitê manteve a linha, adotada no meses anteriores, de promover reduções, pois o País tem a segunda maior taxa de juros do mundo e isso acaba deixando o Brasil menos competitivo.

O especialista afirma que a queda dos juros, ao tonrar o financiamento mais acessível, estimula a empresas investirem na expansão de seus negócios, por exemplo, com contratações e a ampliação de fábricas. “Outro fator importante que justifica a queda da Selic é com relação à dívida interna do País, e também das pessoas que estejam devendo, fizeram empréstimos ou financiamentos. Nesses casos a queda da taxa de juros acaba ajudando a pagar com mais facilidade o que se deve”, explica o diretor.

No entanto, Ercolin afirma que se de um lado há uma pressão popular para que se abaixem as taxas, há também uma pressão contrária. Isso acontece porque os mesmos investidores precisam ter retorno dos seus investimentos e necessitam se sentir atraídos, a fim de não tirarem a renda da aplicação.

Caso isso aconteça podem deixar de aplicar seu dinheiro para gastá-lo com a compra de bens. Com isso a economia gira, mas há grande probabilidade de que a inflação aumente.

Expectativa - Segundo o diretor executivo da Anefac, os analistas esperavam que a taxa fosse baixar 0,5%. Ercolin atribui essa pequena redução como uma medida conservadora, mas ao mesmo tempo, que não gera riscos para o País. “Foi uma queda tímida”, diz.

Marketing - Com relação a algumas instituições financeiras também reduzirem suas taxas após o anúncio do Copom, para o diretor da Anefac isso foi uma jogada de marketing. “As instituições são conservadoras e essas reduções são em doses homeopáticas. Se amanhã a taxa Selic crescer as instituições vão aumentá-las novamente.”

Tendência - Segundo Carlos Alberto Ercolin, até o fim do ano a prerspectiva é que a taxa Selic continue a cair. “Se não houver volatilidade no mercado, não há porque não reduzirem mais. Esperamos que em dezembro ela esteja em 10,75%.”


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