Política

Fora do Consórcio, Gabriel Maranhão rejeita rótulo de ingratidão ao grupo


O prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (sem partido), afirmou que a saída do município do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC não foi falta de coerência ou de gratidão por parte dele, apesar do volume de recursos que o município obteve com articulação regional.

Rio Grande foi uma das cidades que mais receberam aporte por intermédio do Consórcio, em especial as obras de Mobilidade Urbana dentro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Mesmo assim, Maranhão colocou adiante plano de sair do colegiado. Na quarta-feira, a Câmara aprovou projeto de autoria do chefe do Executivo para se desfiliar da entidade.

“Esse foi um debate que ficou no passado e que eu, como presidente do Consórcio, me empenhei muito. É a maior obra da história da cidade. Mas também outro ator foi fundamental para isso: o ex-prefeito Luiz Marinho (PT, de São Bernardo). Ele nos ouviu, dialogou e pudemos construir um plano bom para todos, não só para um”, justificou. “Discordo de falta de coerência. Minha decisão agora é pelo resgate de um modelo de discussão regional que não existe agora.”

Na visão dele, há necessidade de “construção de outro modelo” de debate regional. <EM>“Fui presidente do Consórcio (em 2015) e sou entusiasta da discussão regional. Só que o modelo atual não dá voz a todos os atores do Grande ABC. Hoje, recebemos apenas determinação, não há diálogo. Por isso existe essa vontade de mudança do modelo, missão essa que me comprometo a liderar”, declarou.

Segundo Maranhão, a partir de segunda-feira ele percorrerá gabinetes dos colegas prefeitos para levar adiante ideia de construção de outro sistema de debate dos problemas das sete cidades. “Quero falar com todos, integrar vereadores no debate”. Indagado se o atual presidente do Consórcio, o prefeito Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, estará em sua lista de participantes, Maranhão consentiu, mas sem se alongar na resposta. “Todos.”

Expulso do PSDB por apoio à pré-candidatura à reeleição do governador Márcio França (PSB) em vez de dar suporte ao projeto do prefeito paulistano João Doria (PSDB), Maranhão negou que o componente partidário tenha motivado sua decisão em sair da entidade. “Meu partido é Rio Grande da Serra. Fui eleito para servir ao cidadão de Rio Grande da Serra.”

Rio Grande da Serra pagaria R$ 9.000 por mês para manutenção do bloco de prefeitos – R$ 108 mil ao ano –, após aprovação da redução da alíquota de repasse que os municípios fazem mensalmente ao colegiado.

Secretário executivo do Consórcio, Tunico Vieira (MDB) adiantou que na próxima semana buscará agenda com Maranhão para evitar a saída de Rio Grande do colegiado de prefeitos. Antes de Rio Grande, Diadema se desfiliou da entidade, em 2017.

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