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Não trabalho com a hipótese de a sentença (de Lula) ser confirmada, diz Haddad



20/08/2018 | 02:00


O candidato a vice-presidente na chapa do PT, Fernando Haddad, afirmou que não trabalha com a hipótese da sentença contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do tríplex do Guarujá (SP), ser confirmada nos tribunais superiores. Por causa disso, o ex-prefeito de São Paulo evitou responder se assinaria um indulto a favor de Lula, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, no início da madrugada desta segunda-feira, 20. Haddad será o substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, caso ele seja considerado inelegível para a disputa ao Planalto.

Haddad citou a carta de Lula, lida no dia do registro da candidatura, no dia 15, na qual o ex-presidente afirma confiar na revogação da sentença. "Lula tem segurança que os tribunais superiores vão reformar a sentença." Ele ainda repetiu a declaração de Lula de que "não troca a dignidade pela liberdade".

O ex-prefeito disse também não ter dúvidas de que o movimento internacional em defesa da liberdade de Lula vai crescer, citando o papa Francisco e o prêmio Nobel Adolfo Pérez Esquivel como personalidades que já demonstraram apoio ao petista. Ele voltou a criticar a condenação, segundo ele sem provas, de Lula. "O juiz Sergio Moro fala em ato indeterminado para falar de ilícito do Lula. Como alguém vai se defender de algo que você nem sabe (o que é)?".

O petista destacou ainda o posicionamento da Comissão de Direitos Humanos da ONU, que solicitou, na semana passada, que Lula possa concorrer até serem esgotadas as possibilidades de recursos em seu processo.

Perguntado sobre quem vai estrelar a campanha do PT no rádio e na televisão, que começa no dia 31, Haddad disse que o PT vai aguardar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a candidatura de Lula.

"O que nós faremos é aguardar a decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que eu espero que seja confirmada (a candidatura). Mas não sei porque tem um direito que vale para todo brasileiro e um direito que vale para o Lula", criticou. "Entendo que essa crise institucional só vai terminar quando Lula subir a rampa do Planalto", completou.



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