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Preço de combustíveis sobe no Grande ABC

Anderson Silva/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Litro da gasolina tem aumento de R$ 0,12, em
média, após anúncio de reajuste pelas refinarias


Tauana Marin

08/12/2016 | 07:00


Bastou o anúncio da Petrobras no início da semana sobre os reajustes da gasolina e diesel na refinaria que ontem os consumidores já pagaram mais para abastecer seus veículos nos postos da região. Após dois meses com anúncio de queda dos valores na refinaria, a alta foi de 8,1% no preço do litro de gasolina e de 9,5% no diesel. Os novos valores passaram a valer a partir da 0h de terça-feira. Esses reajustes correspondem a R$ 0,12 e R$ 0,17 no litro da gasolina e do diesel, respectivamente. Já o valor do etanol não sofreu alteração.

De acordo com o presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Grande ABC), Wagner de Souza, com essas altas o consumidor passa a pagar R$ 3,59 no litro da gasolina, antes vendido a R$ 3,49, em média; e R$ 3,19 no litro do diesel, antes praticado a R$ 2,99, em média. De acordo com a apuração do Diário, em alguns postos já é possível pagar até R$ 3,69 pelo litro da gasolina, como em unidades de São Bernardo.

“Essa gangorra de preços mensal dificilmente beneficiará o cliente final. Na verdade, só quem ganha com tudo isso são as distribuidoras, que só repassam os aumentos e nunca as reduções. Além disso, elas trabalham com estoque, estipulado inclusive por lei pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), ou seja, não precisariam passar o aumento de imediato”, argumenta o dirigente do Regran.

Souza explica que, segundo a Petrobras, os reajustes no valor do litro dos dois combustíveis são reflexos da variação do dólar e aumento do custo do petróleo. “Outro problema que verificamos é que todos os envolvidos na cadeia do combustível (refinarias, distribuidores e donos de postos) deveriam participar desses processos de alteração dos valores. O consumidor sofreria menos com essas mudanças. Aliás, o que fica parecendo é que são os postos os culpados, e não é bem assim. Eles não vão aumentar o preço da bomba se não gastaram mais ao comprar das distribuidoras.”

Questionado pelo Diário, o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes) afirmou que “não tem conhecimento das políticas de preços das suas associadas”. Na dúvida, vale a pena ao consumidor fazer as contas para saber o que compensa: etanol ou gasolina. Basta dividir o valor do preço do litro do etanol pelo da gasolina. Se o resultado for menor que 0,7, a dica é abastecer com etanol; caso seja maior, escolha a gasolina.



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Preço de combustíveis sobe no Grande ABC

Litro da gasolina tem aumento de R$ 0,12, em
média, após anúncio de reajuste pelas refinarias

Tauana Marin

08/12/2016 | 07:00


Bastou o anúncio da Petrobras no início da semana sobre os reajustes da gasolina e diesel na refinaria que ontem os consumidores já pagaram mais para abastecer seus veículos nos postos da região. Após dois meses com anúncio de queda dos valores na refinaria, a alta foi de 8,1% no preço do litro de gasolina e de 9,5% no diesel. Os novos valores passaram a valer a partir da 0h de terça-feira. Esses reajustes correspondem a R$ 0,12 e R$ 0,17 no litro da gasolina e do diesel, respectivamente. Já o valor do etanol não sofreu alteração.

De acordo com o presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Grande ABC), Wagner de Souza, com essas altas o consumidor passa a pagar R$ 3,59 no litro da gasolina, antes vendido a R$ 3,49, em média; e R$ 3,19 no litro do diesel, antes praticado a R$ 2,99, em média. De acordo com a apuração do Diário, em alguns postos já é possível pagar até R$ 3,69 pelo litro da gasolina, como em unidades de São Bernardo.

“Essa gangorra de preços mensal dificilmente beneficiará o cliente final. Na verdade, só quem ganha com tudo isso são as distribuidoras, que só repassam os aumentos e nunca as reduções. Além disso, elas trabalham com estoque, estipulado inclusive por lei pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), ou seja, não precisariam passar o aumento de imediato”, argumenta o dirigente do Regran.

Souza explica que, segundo a Petrobras, os reajustes no valor do litro dos dois combustíveis são reflexos da variação do dólar e aumento do custo do petróleo. “Outro problema que verificamos é que todos os envolvidos na cadeia do combustível (refinarias, distribuidores e donos de postos) deveriam participar desses processos de alteração dos valores. O consumidor sofreria menos com essas mudanças. Aliás, o que fica parecendo é que são os postos os culpados, e não é bem assim. Eles não vão aumentar o preço da bomba se não gastaram mais ao comprar das distribuidoras.”

Questionado pelo Diário, o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes) afirmou que “não tem conhecimento das políticas de preços das suas associadas”. Na dúvida, vale a pena ao consumidor fazer as contas para saber o que compensa: etanol ou gasolina. Basta dividir o valor do preço do litro do etanol pelo da gasolina. Se o resultado for menor que 0,7, a dica é abastecer com etanol; caso seja maior, escolha a gasolina.

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