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Mortes no trânsito triplicam no Grande ABC em 2009


Tiago Dantas
Do Diário do Grande ABC

02/05/2010 | 07:10


O número de mortes em acidentes de trânsito no Grande ABC em 2009 foi 206,25% maior do que no ano anterior. Enquanto 80 pessoas perderam suas vidas em 2008, 245 morreram depois de batidas de carros, quedas de motos e atropelamentos no ano passado, segundo registros do Corpo de Bombeiros da região.

Falta de educação dos motoristas, problemas na conservação e no projeto das ruas e falta de cuidado com os veículos são alguns dos fatores que contribuem para a ocorrência de acidentes graves, segundo especialistas ouvidos pelo Diário. "Os números em todo o Brasil são muito elevados", afirma Carlos Eide, diretor da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego).

"Isso se deve a várias coisas: o fator humano, a imprudência, a parte mecânica, porque há muitos carros quebrados, e os problemas das pistas e do asfalto", completa Eide. O Grande ABC tem uma média de 11 mortes no trânsito por 100 mil habitantes, enquanto no País a média é de 18 por 100 mil.

Cerca de 30% dos acidentes do Grande ABC envolvem pedestres, segundo os números dos bombeiros. Em 2009, 35 pessoas morreram e 720 ficaram feridas em atropelamentos. "Uma coisa que pode reduzir o número de atropelamentos é a colocação de lombotravessias, quando a faixa de segurança fica sobre uma espécie de lombada mais larga. Outro ponto importante é a sinalização", opina Eduardo José Daros, presidente da Associação Brasileira de Pedestres.

O alto número de acidentes levou entidades do setor a lançar, em setembro, a campanha Chega de Acidentes. "Nossa meta é cobrar do Governo a criação de um plano de segurança viária", afirma José Antônio Oka, supervisor de segurança viária do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária).

Avenida dos Estados tem recorde de batidas
A Avenida dos Estados, em Santo André, registrou o maior número de chamados para o Corpo de Bombeiros em 2009. Foram 87 ligações para atender acidentes de trânsito, uma média de uma batida de carro a cada quatro dias. Motoristas creditam o recorde ao grande fluxo de veículos, os buracos na pista e o excesso de caminhões e motos.

"A gente precisa escapar de um buraco e ir para a esquerda, mas os motoqueiros vêm com tudo. O pessoal exagera e acabam acontecendo as batidas", afirma o caminhoneiro Ernesto Souto, 43 anos, que diz ter presenciado o atropelamento de um motoqueiro próximo ao prédio da UFABC (Universidade Federal do ABC).

A Prefeitura de Santo André informou que a Avenida dos Estados "sempre teve atenção especial da fiscalização, principalmente eletrônica." A avenida faz parte da rota diária de fiscalização dos agentes de trânsito, segundo a Prefeitura, e "há previsão de remanejar alguns radares e habilitar novos pontos." A administração disse, ainda, que fará a sinalização horizontal em breve.

Pedestres reclamam de falta de semáforos
As avenidas Lucas Nogueira Garcez, em São Bernardo, e Fábio Eduardo Ramos Esquivel, em Diadema, foram as vias onde mais aconteceram atropelamentos em 2009. O Corpo de Bombeiros atendeu a 19 chamados em cada uma das vias, segundo levantamento feito a pedido do Diário.

Na Lucas Nogueira Garcez, os pedestres reclamam da ausência de semáforos exclusivos para eles. Na esquina com a Rua Atlântica, por exemplo, quem está a pé tem que olhar a sinalização para os carros antes de atravessar. E precisa tomar cuidado ao passar pela faixa exclusiva de trólebus, que é expressa. "Semana passada teve uma mulher que foi atropelada aqui. Os carros estavam parados, mas ela não viu que vinha uma moto no corredor, que acabou acertando ela", conta a auxiliar de laboratório Fábia Geani, 30 anos, que trabalha na via.

Na altura do número 540 da avenida, próximo a um hospital, os pedestres atravessam entre os carros. As faixas de segurança estão a cerca de 200 metros dali. A Prefeitura de São Bernardo não respondeu aos questionamentos do Diário sobre possíveis melhorias no local.

A Avenida Fábio Eduardo Ramos Esquivel, em Diadema, tem semáforos exclusivos para pedestres, mesmo assim é campeã no número de atropelamentos. O farol na esquina com a Rua Vereador Juarez Rios de Vasconcellos estava apagado quinta-feira. Os pedestres também reclamam da imprudência de motoristas e, principalmente, de motoqueiros.

A Prefeitura de Diadema informou que a "Secretaria de Transportes desenvolve operações preventivas diariamente nas avenidas de maior circulação, com atuação de agentes de trânsito".

Em relação ao semáforo que estava apagado, a Prefeitura afirmou que "procura atender à demanda de manutenção semafórica no mesmo dia da ocorrência."



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