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Na ponta do pé

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

20/09/2020 | 10:08


É apenas no mundo do ‘faz de conta’ que sonhos se tornam realidade num passe de mágica. Na vida real, conquistar algo que o coração deseja exige muita determinação. É preciso abrir mão de de momentos com a família e amigos em troca de estudar muito. Assim é a rotina de quem vive da arte, da dança, por exemplo. Ser bailarina exige muito do corpo, da mente e da alma. Para realizar o movimento perfeito e se manter por horas nas pontas dos pés é preciso ter paixão.

Foi por sonhar com os palcos e não se imaginar fazendo outra coisa, que Gabriela Vitória Henrique da Silva, 12 anos, de São Bernardo, se propôs a viver uma linda aventura a partir deste ano. Após ser aprovada na seleção da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, instalada em Joinville, em Santa Catarina, a estudante começou a sua jornada longe de seus pais e da irmã. A menina se mudou para o Sul e vive a dura rotina que a dança lhe exige diariamente.

Devido a pandemia causada pelo novo coronavírus, Gabi, como é chamada, está de volta a São Bernardo, mas mantém os ensaios como em Santa Catarina. “As aulas agora são feitas por vídeo e mesmo assim, desde fevereiro, quando ingressei na escola, até agora, consigo ver toda minha evolução”, conta a garota. 

As aulas de balé começaram cedo, quanto tinha apenas 4 anos. A aptidão pela arte surgiu em casa, já que a mãe também é bailarina e a irmã mais velha, ginasta. Certa vez, Gabi invadiu o palco com a mãe se apresentando. “Foi natural eu gostar de balé e com o passar do tempo fui querendo ir além. Hoje desejo isso para minha vida”, afirma a garota.

Gabi conta que foi preciso ter persistência para alcançar o que sonhou. “Não entrei no Bolshoi na primeira seletiva. quando fui aprovada nas duas primeiras fases e reprovei na terceira. Mas, o importante foi que não desisti.”

Assim que a pandemia der trégua e as aulas presenciais forem retomadas, Gabi volta para Santa Catarina. Lá, ela mora com o que chama de ‘mãe social’, pessoa que cuida dela. A rotina começa cedo: às 8h já está na escola de balé, onde permanece até às 12h30, aproximadamente. “Almoço no Bolshoi e vou direto para a escola (regular), onde fico até às 18h30. Quando chego é hora de tomar banho, jantar e ligar para minha mãe. Depois a regra é dormir, porque preciso descansar bem para estar pronta para o dia seguinte.”

Para se formar bailarina, são necessários oito anos na Escola Bolshoi do Brasil.“Estou fazendo o que sempre sonhei. Quando fecho os olhos me vejo dançando nos palcos da Rússia e do Japão.”

O importante para quem quer dançar

Quem também sonha em ‘rodopiar’ pelos palcos deve começar muito cedo. A partir de dois anos de idade as escolas de dança já começam a introdução à arte, com um trabalho específico para essa idade. Aos 7 anos dão início às técnicas clássicas especificamente, mas não existe a idade ideal. 

O único pré-requisito que os bailarinos precisam ter é vontade, já que é um trabalho que exige muita garra e dedicação, afinal de contas o corpo é o instrumento de trabalho. O balé é uma arte completa, oferece atividade física, ritmo musical , tem beleza estética, traz desafios e desenvolve a cognição, além de outras áreas. Além disso é uma arte democrática, para crianças, jovens, adultos e idosos. <EM>O caminho para quem deseja seguir a dança como profissão é o estudo. Para a carreira de bailarino é primordial dominar a técnica e ter disciplina. É importante ressaltar que os processos de audição são muito importantes para a construção do bailarino, não só pelo potencial em ingressar nas escolas oficiais, mas por ser avaliado por diferentes pessoas em processos, trazendo experiência e vivência para que o aluno se torne um profissional mais confiante frente a novos desafios. 

Quem deseja começar essa aventura, além de procurar uma escola com seu perfil, precisa levar na mochila alguns itens bem característicos do balé: recomenda-se meninas com coque, collant (espécie de maiô), meia-calça e sapatilha que pode ser de pontas para as idades mais avançadas ou meia ponta para as menores e para os meninos, camiseta regata, bermuda ou calça justa e sapatilha de meia ponta. 

Unidade do Bolshoi no País forma alunos de diferentes Estados

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil funciona desde 15 de março de 2000, na cidade catarinense de Joinville. É a única filial do famoso Teatro Bolshoi da Rússia no País. A unidade forma artistas da dança, ensinando a técnica de balé segundo a metodologia Vaganova, dança contemporânea e disciplinas complementares. 

Na escola há alunos vindos de diferentes Estados e do Exterior. Uma seleção acontece todos os anos para o ingresso de novos bailarinos. Interessados podem acompanhar pelo site www.escolabolshoi.com.br.

Consultoria de Virginia Marchi, coordenadora pedagógica, de Alan de Camargo, diretor executivo, ambos do Studio Giselle Danças, de São Caetano; e da diretora da Escola de Ballet Márcia Helena Toneto Moretti, Márcia Helena. 



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Na ponta do pé

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

20/09/2020 | 10:08


É apenas no mundo do ‘faz de conta’ que sonhos se tornam realidade num passe de mágica. Na vida real, conquistar algo que o coração deseja exige muita determinação. É preciso abrir mão de de momentos com a família e amigos em troca de estudar muito. Assim é a rotina de quem vive da arte, da dança, por exemplo. Ser bailarina exige muito do corpo, da mente e da alma. Para realizar o movimento perfeito e se manter por horas nas pontas dos pés é preciso ter paixão.

Foi por sonhar com os palcos e não se imaginar fazendo outra coisa, que Gabriela Vitória Henrique da Silva, 12 anos, de São Bernardo, se propôs a viver uma linda aventura a partir deste ano. Após ser aprovada na seleção da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, instalada em Joinville, em Santa Catarina, a estudante começou a sua jornada longe de seus pais e da irmã. A menina se mudou para o Sul e vive a dura rotina que a dança lhe exige diariamente.

Devido a pandemia causada pelo novo coronavírus, Gabi, como é chamada, está de volta a São Bernardo, mas mantém os ensaios como em Santa Catarina. “As aulas agora são feitas por vídeo e mesmo assim, desde fevereiro, quando ingressei na escola, até agora, consigo ver toda minha evolução”, conta a garota. 

As aulas de balé começaram cedo, quanto tinha apenas 4 anos. A aptidão pela arte surgiu em casa, já que a mãe também é bailarina e a irmã mais velha, ginasta. Certa vez, Gabi invadiu o palco com a mãe se apresentando. “Foi natural eu gostar de balé e com o passar do tempo fui querendo ir além. Hoje desejo isso para minha vida”, afirma a garota.

Gabi conta que foi preciso ter persistência para alcançar o que sonhou. “Não entrei no Bolshoi na primeira seletiva. quando fui aprovada nas duas primeiras fases e reprovei na terceira. Mas, o importante foi que não desisti.”

Assim que a pandemia der trégua e as aulas presenciais forem retomadas, Gabi volta para Santa Catarina. Lá, ela mora com o que chama de ‘mãe social’, pessoa que cuida dela. A rotina começa cedo: às 8h já está na escola de balé, onde permanece até às 12h30, aproximadamente. “Almoço no Bolshoi e vou direto para a escola (regular), onde fico até às 18h30. Quando chego é hora de tomar banho, jantar e ligar para minha mãe. Depois a regra é dormir, porque preciso descansar bem para estar pronta para o dia seguinte.”

Para se formar bailarina, são necessários oito anos na Escola Bolshoi do Brasil.“Estou fazendo o que sempre sonhei. Quando fecho os olhos me vejo dançando nos palcos da Rússia e do Japão.”

O importante para quem quer dançar

Quem também sonha em ‘rodopiar’ pelos palcos deve começar muito cedo. A partir de dois anos de idade as escolas de dança já começam a introdução à arte, com um trabalho específico para essa idade. Aos 7 anos dão início às técnicas clássicas especificamente, mas não existe a idade ideal. 

O único pré-requisito que os bailarinos precisam ter é vontade, já que é um trabalho que exige muita garra e dedicação, afinal de contas o corpo é o instrumento de trabalho. O balé é uma arte completa, oferece atividade física, ritmo musical , tem beleza estética, traz desafios e desenvolve a cognição, além de outras áreas. Além disso é uma arte democrática, para crianças, jovens, adultos e idosos. <EM>O caminho para quem deseja seguir a dança como profissão é o estudo. Para a carreira de bailarino é primordial dominar a técnica e ter disciplina. É importante ressaltar que os processos de audição são muito importantes para a construção do bailarino, não só pelo potencial em ingressar nas escolas oficiais, mas por ser avaliado por diferentes pessoas em processos, trazendo experiência e vivência para que o aluno se torne um profissional mais confiante frente a novos desafios. 

Quem deseja começar essa aventura, além de procurar uma escola com seu perfil, precisa levar na mochila alguns itens bem característicos do balé: recomenda-se meninas com coque, collant (espécie de maiô), meia-calça e sapatilha que pode ser de pontas para as idades mais avançadas ou meia ponta para as menores e para os meninos, camiseta regata, bermuda ou calça justa e sapatilha de meia ponta. 

Unidade do Bolshoi no País forma alunos de diferentes Estados

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil funciona desde 15 de março de 2000, na cidade catarinense de Joinville. É a única filial do famoso Teatro Bolshoi da Rússia no País. A unidade forma artistas da dança, ensinando a técnica de balé segundo a metodologia Vaganova, dança contemporânea e disciplinas complementares. 

Na escola há alunos vindos de diferentes Estados e do Exterior. Uma seleção acontece todos os anos para o ingresso de novos bailarinos. Interessados podem acompanhar pelo site www.escolabolshoi.com.br.

Consultoria de Virginia Marchi, coordenadora pedagógica, de Alan de Camargo, diretor executivo, ambos do Studio Giselle Danças, de São Caetano; e da diretora da Escola de Ballet Márcia Helena Toneto Moretti, Márcia Helena. 

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