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Chapa do PDT da cidade é indeferida e dois vereadores estão sob risco


Raphael Rocha

21/10/2020 | 00:09


A briga no PDT de Rio Grande da Serra gerou indeferimento do registro de candidatura de todos os 19 postulantes do partido a vagas na Câmara da cidade. O juiz Bruno Dello Russo Oliveira, da 382ª Zona Eleitoral, rejeitou os pedidos dos pedetistas por falhas no processo de convenção que a sigla encaminhou à Justiça Eleitoral.

A legenda, inicialmente, tinha planos de lançar um candidato próprio à Prefeitura e o ex-secretário Gilvan Mendonça (PDT) iniciou até a pré-campanha. No meio do caminho, entretanto, retirou o projeto e decidiu declarar apoio ao ex-vereador Claudinho da Geladeira, prefeiturável do Podemos no município.

O movimento desagradou a coordenação regional do PDT, a cargo de Júnior Orosco, que solicitou à direção estadual a dissolução do diretório municipal pedetista, que havia dado suporte a Gilvan. A antiga cúpula do partido, liderada por Sandro Carvalho Ferreira, realizou no dia 5 de setembro convenção dando apoio a Claudinho. No dia anterior, entretando, a presidência estadual dissolveu o diretório rio-grandense, nomeou outra direção, com Mariano Dias do Carmo como presidente, que deliberou pelo suporte à vice-prefeita Marilza de Oliveira (PSD), candidata governista.

Diante do vaivém, Oliveira indeferiu a papelada apresentada pela antiga direção do PDT, com aval à campanha de Claudinho e a inclusão de 19 candidatos a vereador, entre eles os atuais parlamentares Silvio Meneses e Israel Mendonça, irmão de Gilvan. Ou seja, se o recurso ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) não for acatado, a dupla de vereadores do PDT corre risco de não retornar à casa porque seus votos seriam invalidados.

Antigo presidente, Sandro Carvalho Ferreira citou que há dois processos movidos pelo antigo diretório para reverter a situação, uma ação na Justiça comum para cassar a decisão estadual sobre a dissolução do diretório municipal, e um mandado de segurança para validar a documentação apresentada no registro das candidaturas.

“A expectativa é a de que até sexta-feira o TRE responda e analise nossa tese, de que a estadual não provou que tivemos amplo direito à defesa para dissolução do diretório. Fomos à Justiça comum para mostrar que dissolveram o diretório à revelia”, citou. “Vamos concorrer sub júdice. Se o juiz negar os recursos, vamos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).” 



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Chapa do PDT da cidade é indeferida e dois vereadores estão sob risco

Raphael Rocha

21/10/2020 | 00:09


A briga no PDT de Rio Grande da Serra gerou indeferimento do registro de candidatura de todos os 19 postulantes do partido a vagas na Câmara da cidade. O juiz Bruno Dello Russo Oliveira, da 382ª Zona Eleitoral, rejeitou os pedidos dos pedetistas por falhas no processo de convenção que a sigla encaminhou à Justiça Eleitoral.

A legenda, inicialmente, tinha planos de lançar um candidato próprio à Prefeitura e o ex-secretário Gilvan Mendonça (PDT) iniciou até a pré-campanha. No meio do caminho, entretanto, retirou o projeto e decidiu declarar apoio ao ex-vereador Claudinho da Geladeira, prefeiturável do Podemos no município.

O movimento desagradou a coordenação regional do PDT, a cargo de Júnior Orosco, que solicitou à direção estadual a dissolução do diretório municipal pedetista, que havia dado suporte a Gilvan. A antiga cúpula do partido, liderada por Sandro Carvalho Ferreira, realizou no dia 5 de setembro convenção dando apoio a Claudinho. No dia anterior, entretando, a presidência estadual dissolveu o diretório rio-grandense, nomeou outra direção, com Mariano Dias do Carmo como presidente, que deliberou pelo suporte à vice-prefeita Marilza de Oliveira (PSD), candidata governista.

Diante do vaivém, Oliveira indeferiu a papelada apresentada pela antiga direção do PDT, com aval à campanha de Claudinho e a inclusão de 19 candidatos a vereador, entre eles os atuais parlamentares Silvio Meneses e Israel Mendonça, irmão de Gilvan. Ou seja, se o recurso ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) não for acatado, a dupla de vereadores do PDT corre risco de não retornar à casa porque seus votos seriam invalidados.

Antigo presidente, Sandro Carvalho Ferreira citou que há dois processos movidos pelo antigo diretório para reverter a situação, uma ação na Justiça comum para cassar a decisão estadual sobre a dissolução do diretório municipal, e um mandado de segurança para validar a documentação apresentada no registro das candidaturas.

“A expectativa é a de que até sexta-feira o TRE responda e analise nossa tese, de que a estadual não provou que tivemos amplo direito à defesa para dissolução do diretório. Fomos à Justiça comum para mostrar que dissolveram o diretório à revelia”, citou. “Vamos concorrer sub júdice. Se o juiz negar os recursos, vamos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).” 

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