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Alunos atrasados somam 36,6 mil

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No Grande ABC, 6,8% dos estudantes do Ensino Fundamental e 17,4% do Ensino Médio não estão na série ideal de acordo com a idade


Natália Fernandjes

15/06/2014 | 07:00


Cerca de 36,6 mil estudantes da rede pública do Grande ABC estão atrasados pelo menos dois anos na escola. Levantamento realizado pelo Diário com base nos dados do Censo da Educação Básica de 2013 indica que 6,8% dos alunos matriculados no Ensino Fundamental (1º ao 9º ano) e 17,4% no Ensino Médio da região não estão na série ideal para a idade. Em 2013, as sete cidades contavam com cerca de 374,2 mil matrículas nos dois ciclos de ensino.
 
No geral, são alunos alfabetizados com atraso, que reprovaram ou abandonaram a escola. Conforme a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) – 9.394/1996 – a criança deve ingressar aos 6 anos no 1º ano do Ensino Fundamental e concluir esta etapa aos 14. Já entre os 15 e 17 anos, o jovem deve cursar o Ensino Médio. O MEC (Ministério da Educação) aponta distorção série/idade quando a diferença entre a idade do estudante e a prevista para a série cursada é de dois anos ou mais.
 
No Ensino Fundamental, São Caetano é a cidade com a maior taxa – 15,6% dos matriculados nesta etapa do conhecimento na rede pública. O município é seguido por São Bernardo (7,5%), Santo André e Diadema (6,3% cada), Rio Grande da Serra (5,7), Mauá (5,1%) e Ribeirão Pires (4,4%). Ao todo, cerca de 18,4 mil crianças não estão na série ideal neste ciclo.
 
Os índices são maiores no Ensino Médio, onde 18,2 mil jovens dos 104,2 mil alunos estão atrasados. Em São Caetano, por exemplo, 20,2% dos estudantes matriculados estão nesta situação. Na sequência estão São Bernardo (18,7%), Diadema (18,7%), Santo André (17%), Mauá (14%), Rio Grande da Serra (13,6%) e Ribeirão Pires (12,6%).
 
No Estado, 8,6% dos estudantes matriculados no Ensino Fundamental estão com pelo menos dois anos de atraso nos estudos e 23,7% dos alunos do Ensino Médio estão na mesma situação. Os índices do País são 17,1% e 32,7%, respectivamente. Apesar de as taxas da região estarem abaixo das observadas em nível estadual e federal, os números preocupam e devem ser levados em consideração, de acordo com especialistas.
 

REFLEXOS

“Quando a diferença de idade entre os alunos é muito grande há problemas para aqueles estudantes que estão atrasados, como a possibilidade de sofrer discriminação por parte dos colegas, autoestima baixa, o que acaba refletindo em problemas de aprendizagem”, explica o gestor da Escola de Educação da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e especialista em gestão de políticas públicas, Nonato Assis de Miranda.
 
O tipo de evento mais provável, segundo o especialista, é a reprovação, seja ao fim dos ciclos educacionais ou por falta. Entre as consequências observadas está a ampliação da taxa de retenção, tendo em vista a dificuldade de aprendizado, ou evasão escolar. “A criança ou jovem fica desmotivada e o maior prejuízo certamente é o social”, destaca Miranda.
 

Entre as possíveis soluções apontadas pela professora do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera de São Bernardo, Walkiria Savira Belapetravicius, está a organização na gestão escolar. “É preciso ser feito um acompanhamento, tanto do professor quanto do coordenador, para atender todas as problemáticas que esse aluno traz para a sala de aula”, considera.

Estado e prefeituras dividem responsabilidade pelo índice

As sete prefeituras e a Secretaria Estadual da Educação dividem a responsabilidade pelos números apresentados na região.
 
A Pasta estadual destacou que a rede detém os menores índices de distorção de idade e série do País, segundo o Censo Escolar mais recente, do MEC (Ministério da Educação). No Estado, os estudantes podem repetir de ano ao fim de três etapas no Fundamental: 3º ano, 6º ano e 9º ano.
 
São Caetano destacou que criou a Prova São Caetano para avaliar a média geral dos alunos e a específica daqueles em idade diferente da prevista. Com isso, o desempenho de cada estudante mais velho que o ideal para o ano é avaliado individualmente.
 
Diadema informou que tem centrado esforços para corrigir a distorção idade/série e trabalha pela alfabetização na idade certa. Para isso, a Secretaria de Educação traçou conjunto de ações, tais como: reorganização do atendimento, ampliação das oportunidades educativas, aumento do tempo de permanência das crianças na escola, entre outros.
 

A Prefeitura de São Bernardo limitou-se a informar que o índice de distorção da rede municipal, que inclui apenas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, é de 1,93%. Já Mauá ressaltou que aderiu ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, do MEC, para alfabetizar as crianças até os 8 anos e investe na formação continuada dos professores para melhorar os índices.   



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