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Corpo de mauaense
é encontrado no Rio

William da Silva Dias, 22 anos, estava desaparecido
desde o dia 14 após cair no mar na Praia do Arpoador


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

28/04/2012 | 07:00


Os bombeiros do Rio de Janeiro encontraram no dia 17 o corpo do instalador de TV a cabo William da Silva Dias, 22 anos, desaparecido desde o dia 14 após cair no mar na Praia do Arpoador, na cidade. A notícia foi recebida com revolta pelos familiares, já que o reconhecimento foi obtido apenas ontem, dez dias depois.

A mãe de Dias, a diarista Neiliana da Silva Dias, 42, disse que não recebia sinais positivos da corporação fluminense desde que viu pela internet notícia sobre o corpo de um jovem encontrado na cidade vizinha de Niterói. "Minha intuição disse que era ele", apontou.

E era. Apesar de deixar os dados do filho com as autoridades do Rio, ela precisou de ajuda por telefone de funcionários do IML (Instituto Médico-Legal) local, que reconheceram os traços e informações dados, como as duas tatuagens, uma com o nome da mulher, e o aparelho odontológico.

Mesmo depois de o marido, o pedreiro Rubens Willisk Dias, ter viajado para o Rio na quinta-feira e reconhecido o corpo, os bombeiros ainda não confirmavam a informação à família. "Está todo mundo indignado com o descaso. Não foi justo o que fizeram conosco", disse Neiliana.

Segundo a sala de imprensa do Corpo de Bombeiros fluminense, foi seguido o trâmite normal de corpos encontrados. Reconhecimentos são feitos apenas no IML e nenhuma informação pode ser dada por telefone, apenas pessoalmente. Se até o dia 30 ninguém fosse reclamar o corpo de Dias, ele seria enterrado como indigente em um cemitério carioca.

Viciado em cocaína, o instalador estava internado em uma clínica de recuperação de Ribeirão Pires quando abandonou o local com mais três pacientes no dia 3. A família ficou seis dias sem saber do seu paradeiro. Até que um de seus companheiros no Rio contou que estavam sentados em uma pedra na praia quando uma onda forte veio e os empurrou para o mar. Dias morreu afogado.

Na modesta casa no Parque das Américas, o instalador deixou dois filhos, de 2 e 1 ano. Vizinhos e amigos ajudaram a família a pagar os R$ 3.000 do transporte do corpo para o Grande ABC. O enterro será hoje pela manhã, no Cemitério Santa Lídia, na cidade. "Foi uma paz encontrar o corpo, mas estamos sofrendo. Meu neto mais velho está abalado, sofrendo de pneumonia. Só agradeço pela ajuda de todos", disse Neiliana.



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Corpo de mauaense
é encontrado no Rio

William da Silva Dias, 22 anos, estava desaparecido
desde o dia 14 após cair no mar na Praia do Arpoador

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

28/04/2012 | 07:00


Os bombeiros do Rio de Janeiro encontraram no dia 17 o corpo do instalador de TV a cabo William da Silva Dias, 22 anos, desaparecido desde o dia 14 após cair no mar na Praia do Arpoador, na cidade. A notícia foi recebida com revolta pelos familiares, já que o reconhecimento foi obtido apenas ontem, dez dias depois.

A mãe de Dias, a diarista Neiliana da Silva Dias, 42, disse que não recebia sinais positivos da corporação fluminense desde que viu pela internet notícia sobre o corpo de um jovem encontrado na cidade vizinha de Niterói. "Minha intuição disse que era ele", apontou.

E era. Apesar de deixar os dados do filho com as autoridades do Rio, ela precisou de ajuda por telefone de funcionários do IML (Instituto Médico-Legal) local, que reconheceram os traços e informações dados, como as duas tatuagens, uma com o nome da mulher, e o aparelho odontológico.

Mesmo depois de o marido, o pedreiro Rubens Willisk Dias, ter viajado para o Rio na quinta-feira e reconhecido o corpo, os bombeiros ainda não confirmavam a informação à família. "Está todo mundo indignado com o descaso. Não foi justo o que fizeram conosco", disse Neiliana.

Segundo a sala de imprensa do Corpo de Bombeiros fluminense, foi seguido o trâmite normal de corpos encontrados. Reconhecimentos são feitos apenas no IML e nenhuma informação pode ser dada por telefone, apenas pessoalmente. Se até o dia 30 ninguém fosse reclamar o corpo de Dias, ele seria enterrado como indigente em um cemitério carioca.

Viciado em cocaína, o instalador estava internado em uma clínica de recuperação de Ribeirão Pires quando abandonou o local com mais três pacientes no dia 3. A família ficou seis dias sem saber do seu paradeiro. Até que um de seus companheiros no Rio contou que estavam sentados em uma pedra na praia quando uma onda forte veio e os empurrou para o mar. Dias morreu afogado.

Na modesta casa no Parque das Américas, o instalador deixou dois filhos, de 2 e 1 ano. Vizinhos e amigos ajudaram a família a pagar os R$ 3.000 do transporte do corpo para o Grande ABC. O enterro será hoje pela manhã, no Cemitério Santa Lídia, na cidade. "Foi uma paz encontrar o corpo, mas estamos sofrendo. Meu neto mais velho está abalado, sofrendo de pneumonia. Só agradeço pela ajuda de todos", disse Neiliana.

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