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Diadema e Mauá entram em atenção por causa das chuvas


Sucena Shkrada Resk
Do Diário do Grande ABC

17/11/2004 | 09:13


Diadema e Mauá estão em estado de atenção. Por causa da chuva constante nas duas cidades e o risco iminente de deslizamentos e desabamentos nas áreas de risco, as defesas civis resolveram intensificar o monitoramento nas encostas. Os dois municípios adiantaram a ação que será colocada em prática pelas outras cidades no dia 1º de dezembro, época em que as chuvas costumam ser diárias. A região possui cerca de 70 áreas de risco com cerca de 10,2 mil famílias, a maior parte vivendo em barracos construídos em morros. Em Diadema, as piores áreas estão nos Jardins Eldorado e Inamar, e, em Mauá, o Jardim Zaíra é um dos pontos mais problemáticos.

O presidente da Comissão Municipal da Defesa Civil de Diadema, Márcio Tavares Silva, disse que o estado de atenção foi adiantado porque desde o início do mês têm havido ocorrências decorrentes da chuva na cidade. Nesta quarta, a situação não deve melhorar, já que segundo o Inmet (Instituto de Meteorologia), o tempo na região deve ficar nublado com chuvas, com a variação de temperatura entre 19°C e 26° C.

Para vistoriar as áreas de risco mais comprometidas, o presidente da Defesa Civil de Diadema disse que a equipe de cinco técnicos, que realiza o monitoramento, conta com o apoio de equipes das Secretarias de Habitação e de Obras.

“Na quarta-feira, houve um deslizamento de terra na altura do número 1.400 da avenida Ruyce Ferraz Alvim, que comprometeu casas nas margens de córregos. Hoje (terça-feira), uma árvore caiu sobre o telhado de uma empresa na altura do 2.478 da avenida Fábio Eduardo Ramos Esquível.”

O funcionário da empresa atingida Silvio Santa Rosa, 53 anos, contou que o eucalipto desabou na madrugada desta terça. A árvore caiu de um terreno baldio e foi parar nos fundos da sede da loja. “A copa da árvore ficou sobre o telhado de nosso barracão e o tronco escorregou, impedindo a passagem dos caminhões dentro do pátio externo para carga e descarga.” De acordo com Rosa, a árvore só poderá ser retirada do local com segurança pela Prefeitura, quando parar de chover.

O presidente da Defesa Civil de Mauá, Manoel de Couto, disse que ainda não houve ocorrências sérias na cidade, mas que a chuva constante exige atenção especial. “Nossos pontos mais críticos são no Jardim Zaíra, na Chácara Maria Aparecida e no Jardim Ipê, onde há muito morro e ocupação.”

Em Mauá e Ribeirão, também foram registradas algumas ocorrências com árvores que oferecem risco de caírem sobre imóveis e danificar a rede elétrica.

A partir do dia 1º de dezembro, as ações das defesas civis passam a ser integradas. É quando entra em operação o Plano Preventivo Emergencial de Verão em todo o Estado de São Paulo. Até lá, o Instituto Geológico e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) apresentam mapeamento atualizado de todas as áreas de risco da região.

Quando o Plano Preventivo Emergencial de Verão for colocado em prática, além dos funcionários das defesas civis, outras áreas das Prefeituras e Corpo de Bombeiros trabalharão em conjunto. Ato todo, serão 150 pessoas na força-tarefa e mais uma legião de voluntários em todas as cidades.

Índice - Nesta terça-feira, choveu praticamente o dia todo em Santo André. De toda a região, foi onde mais choveu e o índice pluviométrico foi de 10,4 mm, o que corresponde a 10 litros de água por 1 m³, quantidade registrada entre 13h e 17h. Esse índice, entretanto, não chega a ser alarmante, segundo o sargento Sérgio Marcos Montanher, chefe de equipe do Cobom (Central de Operações dos Bombeiros), no Grande ABC. Ele disse que a preocupação aumenta quando o nível passa de 32 mm em áreas de difícil escoamento de águas pluviais.

Até o início da noite, ocorreram três incidentes sem vítimas na cidade. Um deles foi o desabamento de um muro de arrimo de uma casa na rua Espírito Santo, no bairro Cidade São Jorge. “Por volta das 5h30 (da tarde), ouvimos o maior barulho. Depois, o barro e os tijolos vieram descendo pelo corredor de fora da casa”, contou a dona de casa Eliemia Morbeck de Souza, 25 anos.

Funcionários da Frente de Trabalho da Prefeitura começaram a retirar nesta terça mesmo o entulho. No Núcleo Espírito Santo, houve deslizamento de terra, e, na Vila Metalúrgica, parte de um telhado desabou. Nenhuma das ocorrências causou interdição dos imóveis.

Estradas - A chuva atrapalhou a subida dos motoristas que voltavam do feriado prolongado na praia, nesta terça-feira. Segundo a assessoria de imprensa da Ecovias, concessionária responsável pelo sistema Anchieta-Imigrantes, o tráfego foi intenso durante a madrugada desta terça, com cerca de 6 mil veículos por hora, reduzindo para 3,5 mil veículos somente a partir das 14h. O pior ponto de lentidão se concentrou entre os quilômetros 12 e 22 da rodovia Imigrantes, na altura de São Bernardo.

Durante o feriado, da 0h de sexta-feira até meia-noite da segunda-feira, passaram pelas duas rodovias 325 mil veículos. Nesse período, foram registrados 142 acidentes, com um total de 82 feridos.



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Diadema e Mauá entram em atenção por causa das chuvas

Sucena Shkrada Resk
Do Diário do Grande ABC

17/11/2004 | 09:13


Diadema e Mauá estão em estado de atenção. Por causa da chuva constante nas duas cidades e o risco iminente de deslizamentos e desabamentos nas áreas de risco, as defesas civis resolveram intensificar o monitoramento nas encostas. Os dois municípios adiantaram a ação que será colocada em prática pelas outras cidades no dia 1º de dezembro, época em que as chuvas costumam ser diárias. A região possui cerca de 70 áreas de risco com cerca de 10,2 mil famílias, a maior parte vivendo em barracos construídos em morros. Em Diadema, as piores áreas estão nos Jardins Eldorado e Inamar, e, em Mauá, o Jardim Zaíra é um dos pontos mais problemáticos.

O presidente da Comissão Municipal da Defesa Civil de Diadema, Márcio Tavares Silva, disse que o estado de atenção foi adiantado porque desde o início do mês têm havido ocorrências decorrentes da chuva na cidade. Nesta quarta, a situação não deve melhorar, já que segundo o Inmet (Instituto de Meteorologia), o tempo na região deve ficar nublado com chuvas, com a variação de temperatura entre 19°C e 26° C.

Para vistoriar as áreas de risco mais comprometidas, o presidente da Defesa Civil de Diadema disse que a equipe de cinco técnicos, que realiza o monitoramento, conta com o apoio de equipes das Secretarias de Habitação e de Obras.

“Na quarta-feira, houve um deslizamento de terra na altura do número 1.400 da avenida Ruyce Ferraz Alvim, que comprometeu casas nas margens de córregos. Hoje (terça-feira), uma árvore caiu sobre o telhado de uma empresa na altura do 2.478 da avenida Fábio Eduardo Ramos Esquível.”

O funcionário da empresa atingida Silvio Santa Rosa, 53 anos, contou que o eucalipto desabou na madrugada desta terça. A árvore caiu de um terreno baldio e foi parar nos fundos da sede da loja. “A copa da árvore ficou sobre o telhado de nosso barracão e o tronco escorregou, impedindo a passagem dos caminhões dentro do pátio externo para carga e descarga.” De acordo com Rosa, a árvore só poderá ser retirada do local com segurança pela Prefeitura, quando parar de chover.

O presidente da Defesa Civil de Mauá, Manoel de Couto, disse que ainda não houve ocorrências sérias na cidade, mas que a chuva constante exige atenção especial. “Nossos pontos mais críticos são no Jardim Zaíra, na Chácara Maria Aparecida e no Jardim Ipê, onde há muito morro e ocupação.”

Em Mauá e Ribeirão, também foram registradas algumas ocorrências com árvores que oferecem risco de caírem sobre imóveis e danificar a rede elétrica.

A partir do dia 1º de dezembro, as ações das defesas civis passam a ser integradas. É quando entra em operação o Plano Preventivo Emergencial de Verão em todo o Estado de São Paulo. Até lá, o Instituto Geológico e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) apresentam mapeamento atualizado de todas as áreas de risco da região.

Quando o Plano Preventivo Emergencial de Verão for colocado em prática, além dos funcionários das defesas civis, outras áreas das Prefeituras e Corpo de Bombeiros trabalharão em conjunto. Ato todo, serão 150 pessoas na força-tarefa e mais uma legião de voluntários em todas as cidades.

Índice - Nesta terça-feira, choveu praticamente o dia todo em Santo André. De toda a região, foi onde mais choveu e o índice pluviométrico foi de 10,4 mm, o que corresponde a 10 litros de água por 1 m³, quantidade registrada entre 13h e 17h. Esse índice, entretanto, não chega a ser alarmante, segundo o sargento Sérgio Marcos Montanher, chefe de equipe do Cobom (Central de Operações dos Bombeiros), no Grande ABC. Ele disse que a preocupação aumenta quando o nível passa de 32 mm em áreas de difícil escoamento de águas pluviais.

Até o início da noite, ocorreram três incidentes sem vítimas na cidade. Um deles foi o desabamento de um muro de arrimo de uma casa na rua Espírito Santo, no bairro Cidade São Jorge. “Por volta das 5h30 (da tarde), ouvimos o maior barulho. Depois, o barro e os tijolos vieram descendo pelo corredor de fora da casa”, contou a dona de casa Eliemia Morbeck de Souza, 25 anos.

Funcionários da Frente de Trabalho da Prefeitura começaram a retirar nesta terça mesmo o entulho. No Núcleo Espírito Santo, houve deslizamento de terra, e, na Vila Metalúrgica, parte de um telhado desabou. Nenhuma das ocorrências causou interdição dos imóveis.

Estradas - A chuva atrapalhou a subida dos motoristas que voltavam do feriado prolongado na praia, nesta terça-feira. Segundo a assessoria de imprensa da Ecovias, concessionária responsável pelo sistema Anchieta-Imigrantes, o tráfego foi intenso durante a madrugada desta terça, com cerca de 6 mil veículos por hora, reduzindo para 3,5 mil veículos somente a partir das 14h. O pior ponto de lentidão se concentrou entre os quilômetros 12 e 22 da rodovia Imigrantes, na altura de São Bernardo.

Durante o feriado, da 0h de sexta-feira até meia-noite da segunda-feira, passaram pelas duas rodovias 325 mil veículos. Nesse período, foram registrados 142 acidentes, com um total de 82 feridos.

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