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Após pressão, Sama decide incluir Sindserv em debate sobre PDV

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governo iniciou negociação direta com servidores sobre plano de demissão


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

27/08/2020 | 00:01


Depois de pressão do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) de Mauá, a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) decidiu incluir a entidade nas negociações com os funcionários sobre o PDV (Programa de Demissão Voluntária) aberto pela autarquia. A empresa municipal foi enquadrada pelo sindicato por decidir tratar o tema diretamente com os servidores e preterir a entidade.

O PDV aberto pela Sama faz parte do processo de concessão dos serviços de distribuição de água à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O Sindserv, porém, quer garantir que as duas companhias assegurem diversas contrapartidas à adesão ao plano, como a extensão da manutenção do convênio médico por dois anos aos servidores que se desligarem. Outra reivindicação é para que seja ampliado de um para dois salários a serem recebidos pelo servidor por ano trabalhado na autarquia para fins de indenização.

Presidente do Sindserv, Jesomar Alves Lobo alertou que a negociação direta entre servidores e Sama coloca em risco a garantia dos direitos. “Nós não vamos homologar um PDV sem a participação do sindicato (nas negociações)”, avisou o dirigente, ao emendar que a entidade cogita questionar na Justiça qualquer acordo celebrado individualmente.

Atualmente, a Sama possui cerca de 200 trabalhadores na ativa. De acordo com o Sindserv, pelo menos 30 já encaminharam intenção em aderir ao PDV. O programa integra processo de ingresso da Sabesp na cidade, cujo acordo foi assinado no início do ano após anos de negociação. Os custos com o PDV, segundo contrato assinado pelo governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB), ficarão a cargo da empresa paulista.

Os planos da gestão Atila são de redesenhar as atribuições da Sama após o processo de transição dos serviços de abastecimento com a Sabesp. A intenção é a de que a autarquia municipal atue no ramo de resíduos sólidos, nos mesmos moldes do processo conduzido com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) – o município assinou acordo de concessão com a Sabesp há um ano.

Questionados, o Paço e a Sama não se manifestaram sobre o assunto.  



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Após pressão, Sama decide incluir Sindserv em debate sobre PDV

Governo iniciou negociação direta com servidores sobre plano de demissão

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

27/08/2020 | 00:01


Depois de pressão do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) de Mauá, a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) decidiu incluir a entidade nas negociações com os funcionários sobre o PDV (Programa de Demissão Voluntária) aberto pela autarquia. A empresa municipal foi enquadrada pelo sindicato por decidir tratar o tema diretamente com os servidores e preterir a entidade.

O PDV aberto pela Sama faz parte do processo de concessão dos serviços de distribuição de água à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O Sindserv, porém, quer garantir que as duas companhias assegurem diversas contrapartidas à adesão ao plano, como a extensão da manutenção do convênio médico por dois anos aos servidores que se desligarem. Outra reivindicação é para que seja ampliado de um para dois salários a serem recebidos pelo servidor por ano trabalhado na autarquia para fins de indenização.

Presidente do Sindserv, Jesomar Alves Lobo alertou que a negociação direta entre servidores e Sama coloca em risco a garantia dos direitos. “Nós não vamos homologar um PDV sem a participação do sindicato (nas negociações)”, avisou o dirigente, ao emendar que a entidade cogita questionar na Justiça qualquer acordo celebrado individualmente.

Atualmente, a Sama possui cerca de 200 trabalhadores na ativa. De acordo com o Sindserv, pelo menos 30 já encaminharam intenção em aderir ao PDV. O programa integra processo de ingresso da Sabesp na cidade, cujo acordo foi assinado no início do ano após anos de negociação. Os custos com o PDV, segundo contrato assinado pelo governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB), ficarão a cargo da empresa paulista.

Os planos da gestão Atila são de redesenhar as atribuições da Sama após o processo de transição dos serviços de abastecimento com a Sabesp. A intenção é a de que a autarquia municipal atue no ramo de resíduos sólidos, nos mesmos moldes do processo conduzido com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) – o município assinou acordo de concessão com a Sabesp há um ano.

Questionados, o Paço e a Sama não se manifestaram sobre o assunto.  

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