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Prefeituras freiam obras de Saúde

Por necessidade ou opção, administrações do Grande ABC seguram recursos para infraestrutura no início de 2009


William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

08/02/2009 | 07:05


As promessas ouvidas por eleitores no segundo semestre de 2008 dão lugar neste início de ano à política ‘pés no chão'. É com esse mote que a maioria das prefeituras do Grande ABC irá segurar os investimentos em infraestrutura no setor de Saúde, enquanto fazem revisões em relação às gestões anteriores.

A Prefeitura de Diadema é a que pretende investir mais nos próximos meses. A maior parte dos R$ 10 milhões empenhados está na melhoria das UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Ampliação, construção e entrega das unidades Nova Conquista, Conceição e Jardim ABC devem consumir os recursos apontados pelo município. As obras fazem parte da reorganização da atenção básica e da continuidade do Programa Saúde da Família.

O investimento no setor se somará ao Quarteirão da Saúde, complexo hospitalar inaugurado em Diadema no ano passado.

Santo André vem logo atrás entre as que pretendem despender recursos em infraestrutura nos próximos meses. Baseada no orçamento proposto ainda pelo ex-prefeito João Avamileno, a Secretaria de Saúde do município pretende gastar R$ 9 milhões.

O destino do dinheiro ainda não foi especificamente definido, mas em entrevista concedida ao Diário em janeiro o secretário Leonardo Carlos de Oliveira deu pistas de onde pretende empregar a verba. A construção de um ‘Poupatempo da Saúde' é o projeto mais ambicioso. A transformação de pronto atendimentos em mini-hospitais, outra das promessas, deve ocorrer apenas no futuro.

A terceira no ranking de investimentos em infraestrutura é São Caetano, com R$ 4,5 milhões. Mesmo assim, a Prefeitura empenha neste início de ano cerca de R$ 500 mil a menos do que o previsto no orçamento.

A crise financeira que assola a Prefeitura de Mauá é apontada pela atual gestão como motivo para não se investir em novos equipamentos de Saúde (veja texto abaixo).

Em Ribeirão Pires, o complexo hospitalar iniciado em junho do ano passado segue em construção. É a principal promessa de melhoria no atendimento do município, mas sua utilização está prevista apenas para 2010. A Prefeitura aguarda ainda o repasse de R$ 550 mil do Estado para a construção da UBS do Centro Alto.

A Secretaria de Saúde de São Bernardo informa apenas que as prioridades de investimentos para a Pasta serão definidas no processo de orçamento participativo ou discutidas no âmbito do governo municipal.

A Prefeitura de Rio Grande da Serra não respondeu aos questionamentos.

São Caetano investe e Mauá evita gastos

Sem mudança na gestão, São Caetano pretende iniciar agora parte das obras que pretende concluir até o fim do mandato de José Auricchio Júnior (PTB). Serão 13 intervenções em unidades já existentes ou que serão totalmente construídas, ao custo de R$ 4,5 milhões. Proporcionalmente ao tamanho da população, é o município que mais irá gastar em 2009. Mesmo assim, é menos do que o imaginado no ano passado, quando inaugurou o Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin.

A transformação do antigo pronto-socorro municipal em Hospital da Mulher, prevista para ser concluída em 2010, é um dos destaques. Somente nesta obra serão consumidos R$ 1 milhão, sendo R$ 300 mil do Fundo Nacional de Saúde e outros R$ 700 mil em recursos próprios. A Prefeitura informa que pessoal técnico para trabalhar no local já existe - restam vagas para equipe de apoio.

A construção da UBS Santa Paula é outra que ganha vulto no orçamento, com R$ 800 mil de custeio próprio. Prevista também para entrar em operação em 2010, a unidade exigirá ainda a contratação de profissionais para preenchimento do quadro funcional.

A ex-diretora de Saúde e atual assessora especial de Coordenação de Ação Social, Regina Maura Zetone Grespan, lembra que as reformas e readaptações são naturais. "É uma necessidade que surge no dia a dia. Hospitais, por exemplo, funcionam sem parar e sofrem desgaste inevitável", diz.

A municipalização de serviços antes terceirizados é uma tendência em São Caetano e também exigirá recursos em infraestrutura. Obra orçada em R$ 50 mil mais R$ 45 mil em equipamentos devem dar origem ao Cemo (Centro Municipal de Oftalmologia).

MAUÁ - A crise financeira que assola a Prefeitura de Mauá é apontada pela atual gestão como motivo para não se investir em novos equipamentos de Saúde. Estão previstas apenas intervenções pontuais no Hospital Doutor Radamés Nardini, orçadas em R$ 1,45 milhão. Porém, o projeto de reforma ainda não foi concluído pela Secretaria de Obras.

O sistema de iluminação da unidade também passará por mudanças radicais, e será totalmente refeito pela Eletropaulo, ao custo de R$ 250 mil.

Fora a reforma no hospital, pouca coisa concreta aparece no horizonte próximo. Projetos para melhorias nos pronto atendimentos dos bairros São João e Zaíra 2 serão ainda apresentados ao Ministério da Saúde para a aprovação.

O aguardado hospital estadual não deverá sair do papel tão cedo. Paliativo, o Ame (Ambulatório Médico de Especialidades) também não tem Mauá como destino certo, diferentemente do prometido pelo deputado Donisete Braga (PT).



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