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Gabriel Maranhão busca diálogo com Padilha

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

04/01/2013 | 06:58


 

Um dos primeiros atos do prefeito recém-empossado de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSDB), é iniciar as tratativas para instalação da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no município. Para isso, ele buscará agenda com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), ainda neste mês. O projeto por parte da Prefeitura para instalação do equipamento estaria adiantado, segundo o tucano.

Na posse, Maranhão disse que buscará contato com Brasília junto com a nova secretária de Saúde, Regina Maura Zetone (PTB). Em seguida, ele defendeu que o tema não fosse tratado com rivalidade partidária. "Trabalharei por tudo que for possível trazer. Já estamos fazendo levantamento topográfico na área e o projeto na parte de engenharia (para instalação da UPA). Tentaremos, ainda em janeiro, uma agenda com ministro para liberar esse equipamento para cidade", frisou.

Para trazer a UPA, Maranhão terá de superar a relação ferrenha entre PT e PSDB, dois partidos que protagonizam disputas intensas pela presidência da República e pelo governo de São Paulo. No ano passado, em Rio Grande da Serra as duas legendas polarizaram a eleição municipal, com o tucano vencendo o petista Claudinho da Geladeira (PT) por meio de 60,6% dos votos válidos, diante de 37,04% do adversário.

Exatamente nesse enredo que a UPA entrou em cena na cidade, quando Padilha, em visita à cidade durante campanha eleitoral, condicionou a instalação do equipamento à vitória de Claudinho. O episódio, em seguida, resultou em carta de repúdio de sete dos nove vereadores que compunham a legislatura anterior, todos eles do grupo de apoio a Maranhão.

O cenário de rivalidade entre tucanos e petistas não será diferente em 2014, quando Maranhão e o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), serão os únicos suportes certos no Grande ABC para tentativa de reeleição de Alckmin, ao mesmo tempo em que o PT administra 71,7% do eleitorado da região com Santo André (Carlos Grana), São Bernardo (Luiz Marinho) e Mauá (Donisete Braga).

Maranhão terá de driblar outro obstáculo para a instalação da UPA, que é a legislação. A portaria 2.648, homologada em 7 de novembro de 2011, prevê três tamanhos do equipamento, conforme o número de habitantes de cada município.

A menor fatia para receber a unidade está entre 50 mil a 100 mil habitantes. No caso de Rio Grande da Serra, segundo o IBGE, há 45.014 munícipes. O tucano teria, então, de fazer parceria com cidade vizinha para abranger o número de moradores passíveis de atendimento na UPA para viabilizar o projeto.

No discurso de posse, a Saúde teve destaque tanto nas palavras de Maranhão como do antecessor, Adler Kiko Teixeira (PSDB). Para os tucanos, o setor melhorou em oito anos de administração do PSDB, mas reconheceram que ainda é necessário elevar a qualidade de atendimento na área.

 

 



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