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Presente para o Fenômeno

Não sei se Ronaldo é chegado na leitura de livros. No meu tempo de repórter, invariavelmente...


Especial para o Diário

19/05/2009 | 00:00


Não sei se Ronaldo é chegado na leitura de livros. No meu tempo de repórter, invariavelmente, jogador de futebol levava para a concentração gibis, Zéfiro e A Gazeta Esportiva.

De qualquer forma vou mandar de presente para ele o Método de Interpretação Funcionalista na Sociologia. A obra trata das diversas camadas sociais. Isso poderá ajudar o jogador a conhecer um pouco mais a Fiel Torcida.

Apesar de antigo (1953), o livro de Florestan Fernandes, considerado o fundador da sociologia crítica no Brasil, vai permitir que Ronaldo não cometa mais equívocos com esse bando de loucos.

Na semana passada, durante entrevista, Ronaldo mais uma vez criticou os repórteres que invadiram o gramado do Pacaembu após a final do Paulistão. Com tantos fios, microfonadas e outras inconveniências não sobrou-lhe alternativa senão ir para o vestiário, abrir um champanhe e comemorar a importante conquista.

Logo em seguida, ele se corrigiu. Sorridente, disse que não tomou champanhe, pois estava jogando no Corinthians. Assim, passou a idéia de que corintiano não toma champanhe por se tratar de uma nobre bebida.

A verdade é que champanhe simboliza qualquer tipo de comemoração. Desde um casamento, do mais simples ao mais elitizado, até formaturas, aniversários etc.

O Fenômeno imagina que a torcida do Corinthians é composta apenas por gente humilde, pobre e que não toma champanhe.

O que pensaria sobre o assunto o maior empresário do Brasil, Antônio Ermírio de Moraes, conselheiro vitalício do Timão? E o ex-torneiro mecânico que depois de ter mudado para Brasília, além das pinguinhas, toma Veuve Glicot e Don Perignon?

Se Ronaldo ler o livro de Florestan perceberá que a Fiel é mais ou menos como a pirâmide social. O povão compõe a base que é muito maior do que o pico. Consequentemente com a subida das classes, compreenderá que até o topo estarão muitos torcedores que estão vibrando com a sua performance no Corinthians.

É balela essa história de querer elitizar ou menosprezar certas equipes, populares ou ditas sofisticadas, apenas por isso ou aquilo. Esse estigma precisa acabar.

QUEM PODE, PODE!

Roger, que um dia teve jocosamente seu sobrenome mudado para Galisteu, devido ao seu relacionamento com a apresentadora, vai casar em 6 de junho com a maravilhosa Deborah Secco.

Nada de mais, se o local escolhido para a cerimônia não fosse um castelo localizado em Itaipava, zona serrana do Rio. O local tem sete banheiros, 19 quartos e biblioteca com livros raros. Com certeza, diante das circunstâncias, os noivos não estarão nem um pouco preocupados com as publicações.



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Presente para o Fenômeno

Não sei se Ronaldo é chegado na leitura de livros. No meu tempo de repórter, invariavelmente...

Especial para o Diário

19/05/2009 | 00:00


Não sei se Ronaldo é chegado na leitura de livros. No meu tempo de repórter, invariavelmente, jogador de futebol levava para a concentração gibis, Zéfiro e A Gazeta Esportiva.

De qualquer forma vou mandar de presente para ele o Método de Interpretação Funcionalista na Sociologia. A obra trata das diversas camadas sociais. Isso poderá ajudar o jogador a conhecer um pouco mais a Fiel Torcida.

Apesar de antigo (1953), o livro de Florestan Fernandes, considerado o fundador da sociologia crítica no Brasil, vai permitir que Ronaldo não cometa mais equívocos com esse bando de loucos.

Na semana passada, durante entrevista, Ronaldo mais uma vez criticou os repórteres que invadiram o gramado do Pacaembu após a final do Paulistão. Com tantos fios, microfonadas e outras inconveniências não sobrou-lhe alternativa senão ir para o vestiário, abrir um champanhe e comemorar a importante conquista.

Logo em seguida, ele se corrigiu. Sorridente, disse que não tomou champanhe, pois estava jogando no Corinthians. Assim, passou a idéia de que corintiano não toma champanhe por se tratar de uma nobre bebida.

A verdade é que champanhe simboliza qualquer tipo de comemoração. Desde um casamento, do mais simples ao mais elitizado, até formaturas, aniversários etc.

O Fenômeno imagina que a torcida do Corinthians é composta apenas por gente humilde, pobre e que não toma champanhe.

O que pensaria sobre o assunto o maior empresário do Brasil, Antônio Ermírio de Moraes, conselheiro vitalício do Timão? E o ex-torneiro mecânico que depois de ter mudado para Brasília, além das pinguinhas, toma Veuve Glicot e Don Perignon?

Se Ronaldo ler o livro de Florestan perceberá que a Fiel é mais ou menos como a pirâmide social. O povão compõe a base que é muito maior do que o pico. Consequentemente com a subida das classes, compreenderá que até o topo estarão muitos torcedores que estão vibrando com a sua performance no Corinthians.

É balela essa história de querer elitizar ou menosprezar certas equipes, populares ou ditas sofisticadas, apenas por isso ou aquilo. Esse estigma precisa acabar.

QUEM PODE, PODE!

Roger, que um dia teve jocosamente seu sobrenome mudado para Galisteu, devido ao seu relacionamento com a apresentadora, vai casar em 6 de junho com a maravilhosa Deborah Secco.

Nada de mais, se o local escolhido para a cerimônia não fosse um castelo localizado em Itaipava, zona serrana do Rio. O local tem sete banheiros, 19 quartos e biblioteca com livros raros. Com certeza, diante das circunstâncias, os noivos não estarão nem um pouco preocupados com as publicações.

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