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Bush quer ação da ONU em Darfur e critica regime iraniano


Da AFP

19/09/2006 | 16:45


O presidente George W. Bush criticou o Irã nesta terça-feira e pediu que as Nações Unidas entrem em ação mesmo que o governo do Sudão não aceite rapidamente o envio dos capacetes azuis para cessar o que ele qualificou como "genocídio" em Darfur.

Em seu discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York, Bush dirigiu-se diretamente aos iranianos para acusar o regime islâmico de ser "o principal obstáculo" para um futuro melhor ao tentar construir uma arma nuclear, apoiar o terrorismo e reprimir as liberdades.

Ele anunciou um novo esforço diplomático da secretária de Estado Condoleezza Rice junto aos dirigentes do Oriente Médio para relançar o processo de paz entre israelenses e palestinos.

Confrontado com críticas às conseqüências de sua ação no Iraque, Bush defendeu sua política apresentando uma visão "cheia de esperança" para o Oriente Médio por conta do "combate ideológico" entre extremistas e moderados. Ele negou que o Ocidente esteja travando uma "guerra contra o Islã".

Em seu discurso de vinte minutos, Bush notou que o governo sudanês vetou o envio de uma força da ONU para Darfur, região do oeste do Sudão em guerra civil desde 2003.

"As Nações Unidas devem agir mesmo que o governo sudanês não aprove rapidamente esta força de paz", disse, sem precisar como seria esta ação.

"A vida de vocês", acrescentou dirigindo-se à população de Darfur, "e a credibilidade das Nações Unidas estão em jogo".

Bush anunciou a nomeação de um enviado especial para Darfur, Andrew Natsios, ex-administrador da agência americana para o desenvolvimento.

As Nações Unidas tentam tomar uma decisão até o dia 30 de setembro, data da expiração do mandato da força da União Africana no local. Os capacetes azuis substituiriam esta força.

Bush também se dirigiu à população iraniana, mostrando seu "respeito" e sua "admiração" e levantando a possibilidade de que, um dia, Irã e Estados Unidos venham a ser "bons amigos e parceiros próximos".

"Vocês merecem a chance de decidir seu próprio futuro, de ter uma economia que recompense sua inteligência e seus talentos e uma sociedade que lhes permita utilizar seu enorme potencial", disse.

"O principal obstáculo entre vocês e este futuro é que seus dirigentes decidiram lhes negar a liberdade e utilizar os recursos do país para financiar o terrorismo, alimentar o extremismo e construir armas nucleares", declarou.

Bush pediu para a comunidade internacional apoiar os dirigentes moderados do Oriente Médio.

Apesar das dezenas de mortes cotidianas no Iraque e da retomada da insurreição no Afeganistão, ele falou de mudanças "espetaculares" na região. "Vemos um futuro radiante começar a criar raiz no grande Oriente Médio", disse.

"Meu país quer a paz. Os extremistas propagam a idéia de que o Ocidente está numa guerra contra o Islã. Esta propaganda é falsa. Seu objetivo é semear a confusão e justificar atos de terror", disse.

"Nós respeitamos o Islã, mas defendemos nosso povo daqueles que pervertem o Islã para semear a morte e a destruição", afirmou. Este discurso faz parte de uma estratégia agressiva da Casa Branca de defender sua política tendo em vista as eleições parlamentares de 7 de novembro .



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Bush quer ação da ONU em Darfur e critica regime iraniano

Da AFP

19/09/2006 | 16:45


O presidente George W. Bush criticou o Irã nesta terça-feira e pediu que as Nações Unidas entrem em ação mesmo que o governo do Sudão não aceite rapidamente o envio dos capacetes azuis para cessar o que ele qualificou como "genocídio" em Darfur.

Em seu discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York, Bush dirigiu-se diretamente aos iranianos para acusar o regime islâmico de ser "o principal obstáculo" para um futuro melhor ao tentar construir uma arma nuclear, apoiar o terrorismo e reprimir as liberdades.

Ele anunciou um novo esforço diplomático da secretária de Estado Condoleezza Rice junto aos dirigentes do Oriente Médio para relançar o processo de paz entre israelenses e palestinos.

Confrontado com críticas às conseqüências de sua ação no Iraque, Bush defendeu sua política apresentando uma visão "cheia de esperança" para o Oriente Médio por conta do "combate ideológico" entre extremistas e moderados. Ele negou que o Ocidente esteja travando uma "guerra contra o Islã".

Em seu discurso de vinte minutos, Bush notou que o governo sudanês vetou o envio de uma força da ONU para Darfur, região do oeste do Sudão em guerra civil desde 2003.

"As Nações Unidas devem agir mesmo que o governo sudanês não aprove rapidamente esta força de paz", disse, sem precisar como seria esta ação.

"A vida de vocês", acrescentou dirigindo-se à população de Darfur, "e a credibilidade das Nações Unidas estão em jogo".

Bush anunciou a nomeação de um enviado especial para Darfur, Andrew Natsios, ex-administrador da agência americana para o desenvolvimento.

As Nações Unidas tentam tomar uma decisão até o dia 30 de setembro, data da expiração do mandato da força da União Africana no local. Os capacetes azuis substituiriam esta força.

Bush também se dirigiu à população iraniana, mostrando seu "respeito" e sua "admiração" e levantando a possibilidade de que, um dia, Irã e Estados Unidos venham a ser "bons amigos e parceiros próximos".

"Vocês merecem a chance de decidir seu próprio futuro, de ter uma economia que recompense sua inteligência e seus talentos e uma sociedade que lhes permita utilizar seu enorme potencial", disse.

"O principal obstáculo entre vocês e este futuro é que seus dirigentes decidiram lhes negar a liberdade e utilizar os recursos do país para financiar o terrorismo, alimentar o extremismo e construir armas nucleares", declarou.

Bush pediu para a comunidade internacional apoiar os dirigentes moderados do Oriente Médio.

Apesar das dezenas de mortes cotidianas no Iraque e da retomada da insurreição no Afeganistão, ele falou de mudanças "espetaculares" na região. "Vemos um futuro radiante começar a criar raiz no grande Oriente Médio", disse.

"Meu país quer a paz. Os extremistas propagam a idéia de que o Ocidente está numa guerra contra o Islã. Esta propaganda é falsa. Seu objetivo é semear a confusão e justificar atos de terror", disse.

"Nós respeitamos o Islã, mas defendemos nosso povo daqueles que pervertem o Islã para semear a morte e a destruição", afirmou. Este discurso faz parte de uma estratégia agressiva da Casa Branca de defender sua política tendo em vista as eleições parlamentares de 7 de novembro .

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