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Aeroportos brasileiros operam no limite, diz Ipea


Da Agência Brasil

01/06/2010 | 07:00


Estudo do Ipea (Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada) comprovou o que boa parte da população que viaja de avião já sabe: os aeroportos brasileiros não estão dando conta da demanda pelos serviços de aviação civil. E a situação pode piorar, uma vez que a pesquisa prevê que o mercado doméstico de transporte aéreo aumentará em pelo menos três vezes nos próximos 20 anos, caso o PIB (Produto Interno Bruto Brasileiro) cresça em ritmo de 3,5% ao ano.

"Quando a solicitação de pousos e decolagens é maior do que a capacidade máxima de operação dos aeroportos, a solução é deslocar o voo para outros aeroportos ou para outros horários", disse ontem o coordenador de infraestrutura econômica do Ipea, Carlos Campos, ao lançar o estudo Panorama e Perspectivas para o Transporte Aéreo no Brasil e no Mundo.

A pesquisa, que faz parte da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro, aponta o Brasil como o país de maior potencial de desenvolvimento na área de transporte aéreo entre os emergentes. Campos explicou que apesar de a América Latina ter pequena expressão neste mercado, a região é a que tem registrado as maiores taxas de crescimento nesse tipo de transporte.

"Os maiores aeroportos já estão operando no limite. Parte disso se deve aos preços mais acessíveis e ao crescimento da economia brasileira. Há também a influência da complexidade industrial, que está promovendo crescimento recorde do transporte de mercadorias, tanto no âmbito interno como externo", disse o pesquisador.

Consultor do Ipea para a pesquisa, Josef Barat, explicou que 97% de toda a movimentação de passageiros e cargas passam necessariamente pelos 67 aeroportos administrados pela Infraero. "Temos de discutir o futuro dessa empresa. Um fator complicador é o de que não há contrato de concessão entre ela e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). E por a empresa não se caracterizar como concessionária, a Infraero acaba exercendo o papel de reguladora dela mesma", argumenta.

Segundo o estudo, nenhum dos dez aeroportos pesquisados têm capacidade para dar conta dos pedidos de pousos e decolagens nos horários de pico. Todos eles estão localizados em cidades que provavelmente sediarão jogos da Copa do Mundo de 2014.



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Aeroportos brasileiros operam no limite, diz Ipea

Da Agência Brasil

01/06/2010 | 07:00


Estudo do Ipea (Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada) comprovou o que boa parte da população que viaja de avião já sabe: os aeroportos brasileiros não estão dando conta da demanda pelos serviços de aviação civil. E a situação pode piorar, uma vez que a pesquisa prevê que o mercado doméstico de transporte aéreo aumentará em pelo menos três vezes nos próximos 20 anos, caso o PIB (Produto Interno Bruto Brasileiro) cresça em ritmo de 3,5% ao ano.

"Quando a solicitação de pousos e decolagens é maior do que a capacidade máxima de operação dos aeroportos, a solução é deslocar o voo para outros aeroportos ou para outros horários", disse ontem o coordenador de infraestrutura econômica do Ipea, Carlos Campos, ao lançar o estudo Panorama e Perspectivas para o Transporte Aéreo no Brasil e no Mundo.

A pesquisa, que faz parte da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro, aponta o Brasil como o país de maior potencial de desenvolvimento na área de transporte aéreo entre os emergentes. Campos explicou que apesar de a América Latina ter pequena expressão neste mercado, a região é a que tem registrado as maiores taxas de crescimento nesse tipo de transporte.

"Os maiores aeroportos já estão operando no limite. Parte disso se deve aos preços mais acessíveis e ao crescimento da economia brasileira. Há também a influência da complexidade industrial, que está promovendo crescimento recorde do transporte de mercadorias, tanto no âmbito interno como externo", disse o pesquisador.

Consultor do Ipea para a pesquisa, Josef Barat, explicou que 97% de toda a movimentação de passageiros e cargas passam necessariamente pelos 67 aeroportos administrados pela Infraero. "Temos de discutir o futuro dessa empresa. Um fator complicador é o de que não há contrato de concessão entre ela e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). E por a empresa não se caracterizar como concessionária, a Infraero acaba exercendo o papel de reguladora dela mesma", argumenta.

Segundo o estudo, nenhum dos dez aeroportos pesquisados têm capacidade para dar conta dos pedidos de pousos e decolagens nos horários de pico. Todos eles estão localizados em cidades que provavelmente sediarão jogos da Copa do Mundo de 2014.

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