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Formalização transforma negócios

Número de optantes pelo sistema de empreendedor individual
cresce 120% na comparação deste mês com junho de 2011


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

25/06/2012 | 07:00


Em fevereiro, Ademir Luis Divino Marques decidiu formalizar o seu negócio por meio do EI (Empreendedor Individual). Após sua decisão, suas vendas mudaram quase que da água para o vinho. Dono da marca Crucial, ele confecciona peças de roupa de moda de rua e viu a comercialização saltar de 400 itens por ano para 400 por mês. Morador de Santo André, Marques está entre os 27.516 EIs da região, montante que evoluiu 120% na comparação deste mês com junho de 2011.

Mas o começo foi difícil. Marques era montador de máquinas. Nesta época trocava suas paixões - a bicicleta e a guitarra - pela tesoura. Ele passou a dedicar os fins de semanas à confecção de tecidos até que decidiu sair do emprego principal e investir na própria marca.

No começo comprava peças prontas e mandava estampar. No entanto percebeu que esse não era o caminho mais viável. Marques decidiu investir na sua própria ideia e com base em moldes que desenvolvia junto a uma estilista contratada começou a cortar os panos e enviar à costureira para que concluísse o trabalho. "Antes eu oferecia minhas roupas para as lojas, mas só recebia o dinheiro caso as peças fossem vendidas. Agora, formalizado, os estabelecimentos já compram o material para revender", comemora Marques. Como é inverno, ele lançará agasalhos de moletom por quase metade do preço de marcas famosas. Vai até patrocinar, com 50 camisetas, o próximo campeonato da ASA (Associação de Skate de Santo André).

Santo André, segundo informações da Receita Federal e do Ministério da Previdência Social, tem o segundo maior número de EIs na região. São 7.140 empreendedores. São Bernardo é líder, com 8.219, e Diadema fica com a terceira posição, 4.900 formalizados. Mauá tem 3.792 trabalhadores nestas condições, São Caetano acolhe 1.749, em Ribeirão Pires são 1.315 e Rio Grande da Serra 401.

Consultora jurídica do escritório do Sebrae na região, Cíntia Gomes Bertão destaca que o aumento do número de EIs contribui com a atividade econômica. "Além de gerar empregos, essas empresas compram produtos e acabam movimentando a economia local." Cíntia diz que os principais benefícios para quem decide se formalizar são: garantir a cobertura previdenciária, adquirir um CNPJ para intensificar negócios com fornecedores e bancos, além dos impostos mensais a um custo baixo que varia entre R$ 32,10 até R$ 37,10. "Mas só pode entrar no sistema quem fatura até R$ 60 mil por ano", enfatiza.

 

Regularizar é o caminho para montar empresa

 

"Sou um empreendedor satisfeito hoje, mas quero crescer bem mais", disse, sorridente, Claudio Oliveira Pedroso de Toledo, Empreendedor Individual desde julho de 2009.

Agora, o próximo passo é abrir uma empresa. Proprietário de uma lojinha de informática no bairro Paulicéia, em São Bernardo, ele diz que está na hora de ampliar. "O espaço está pequeno para os produtos que tenho que armazenar. Mas a clientela é fidelizada aqui. Quando alguns souberam que eu queria mudar, reclamaram", afirmou.

Ele acredita que em menos de um ano terá uma microempresa. Seu faturamento está bem próximo do limite do EI. E sua margem de lucro, explica, está próxima a 60%.

Toledo é uma daquelas pessoas que já fizeram de tudo. Foi bancário, funcionário dos Correios, mecânico e técnico de manutenção de impressoras, função que deu origem ao seu atual negócio.

Em 2009, foi demitido e começou a consertar impressoras em casa. Então decidiu comprar o ponto comércio onde tem seu estabelecimento hoje e onde funcionava uma lan house. O começo foi difícil - até seu carro foi roubado. "E estava cheio de mercadoria e documentos da loja", lembra Toledo.

Hoje, ele conserta PCs, notebooks, impressoras e vende diversos produtos relacionados à informática. Também tem acesso fácil a empréstimos nos bancos e compra peças dos fornecedores com preços equivalente ao que as grande empresas pagam.



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Formalização transforma negócios

Número de optantes pelo sistema de empreendedor individual
cresce 120% na comparação deste mês com junho de 2011

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

25/06/2012 | 07:00


Em fevereiro, Ademir Luis Divino Marques decidiu formalizar o seu negócio por meio do EI (Empreendedor Individual). Após sua decisão, suas vendas mudaram quase que da água para o vinho. Dono da marca Crucial, ele confecciona peças de roupa de moda de rua e viu a comercialização saltar de 400 itens por ano para 400 por mês. Morador de Santo André, Marques está entre os 27.516 EIs da região, montante que evoluiu 120% na comparação deste mês com junho de 2011.

Mas o começo foi difícil. Marques era montador de máquinas. Nesta época trocava suas paixões - a bicicleta e a guitarra - pela tesoura. Ele passou a dedicar os fins de semanas à confecção de tecidos até que decidiu sair do emprego principal e investir na própria marca.

No começo comprava peças prontas e mandava estampar. No entanto percebeu que esse não era o caminho mais viável. Marques decidiu investir na sua própria ideia e com base em moldes que desenvolvia junto a uma estilista contratada começou a cortar os panos e enviar à costureira para que concluísse o trabalho. "Antes eu oferecia minhas roupas para as lojas, mas só recebia o dinheiro caso as peças fossem vendidas. Agora, formalizado, os estabelecimentos já compram o material para revender", comemora Marques. Como é inverno, ele lançará agasalhos de moletom por quase metade do preço de marcas famosas. Vai até patrocinar, com 50 camisetas, o próximo campeonato da ASA (Associação de Skate de Santo André).

Santo André, segundo informações da Receita Federal e do Ministério da Previdência Social, tem o segundo maior número de EIs na região. São 7.140 empreendedores. São Bernardo é líder, com 8.219, e Diadema fica com a terceira posição, 4.900 formalizados. Mauá tem 3.792 trabalhadores nestas condições, São Caetano acolhe 1.749, em Ribeirão Pires são 1.315 e Rio Grande da Serra 401.

Consultora jurídica do escritório do Sebrae na região, Cíntia Gomes Bertão destaca que o aumento do número de EIs contribui com a atividade econômica. "Além de gerar empregos, essas empresas compram produtos e acabam movimentando a economia local." Cíntia diz que os principais benefícios para quem decide se formalizar são: garantir a cobertura previdenciária, adquirir um CNPJ para intensificar negócios com fornecedores e bancos, além dos impostos mensais a um custo baixo que varia entre R$ 32,10 até R$ 37,10. "Mas só pode entrar no sistema quem fatura até R$ 60 mil por ano", enfatiza.

 

Regularizar é o caminho para montar empresa

 

"Sou um empreendedor satisfeito hoje, mas quero crescer bem mais", disse, sorridente, Claudio Oliveira Pedroso de Toledo, Empreendedor Individual desde julho de 2009.

Agora, o próximo passo é abrir uma empresa. Proprietário de uma lojinha de informática no bairro Paulicéia, em São Bernardo, ele diz que está na hora de ampliar. "O espaço está pequeno para os produtos que tenho que armazenar. Mas a clientela é fidelizada aqui. Quando alguns souberam que eu queria mudar, reclamaram", afirmou.

Ele acredita que em menos de um ano terá uma microempresa. Seu faturamento está bem próximo do limite do EI. E sua margem de lucro, explica, está próxima a 60%.

Toledo é uma daquelas pessoas que já fizeram de tudo. Foi bancário, funcionário dos Correios, mecânico e técnico de manutenção de impressoras, função que deu origem ao seu atual negócio.

Em 2009, foi demitido e começou a consertar impressoras em casa. Então decidiu comprar o ponto comércio onde tem seu estabelecimento hoje e onde funcionava uma lan house. O começo foi difícil - até seu carro foi roubado. "E estava cheio de mercadoria e documentos da loja", lembra Toledo.

Hoje, ele conserta PCs, notebooks, impressoras e vende diversos produtos relacionados à informática. Também tem acesso fácil a empréstimos nos bancos e compra peças dos fornecedores com preços equivalente ao que as grande empresas pagam.

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