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Grande ABC apresenta adesão quase total a greve


Carolina Rodriguez
Do Diário do Grande ABC

09/07/2003 | 00:29


Funcionários da Receita Federal, Previdência Social e Secretaria Estadual da Fazenda no Grande ABC aderiram na terça-feira ao primeiro dia de greve dos servidores públicos federais contra a reforma da Previdência proposta pelo governo e paralisaram as atividades na região. Apenas as agências da Previdência de Diadema e Mauá, e o posto avançado da Secretaria da Fazenda em São Bernardo, – que atendeu os casos de urgência –, abriram as portas ao público. As demais unidades dos órgãos permaneceram fechadas durante todo o dia.

Para quinta-feira está prevista uma assembléia dos auditores fiscais da Receita Federal para decidir se a greve continua ou não na próxima semana. Segundo a Unafisco (União Nacional dos Fiscais da Receita Federal), o índice de adesão da categoria foi de 95%. A expectativa é que os funcionários votem a favor de novas paralisações de 72 horas, 96 horas ou até mesmo por tempo indeterminado. As delegacias do Grande ABC prestam atendimento normal nesta quinta e sexta-feira.

Já a greve que atinge os funcionários da Previdência Social é por tempo indeterminado. Os servidores participam de assembléia da categoria na próxima segunda-feira para decidir o rumo da paralisação. Terça-feira, alguns aposentados, pensionistas e beneficiados do INSS compareceram às agências da região. Na unidade de Santo André, a fila chegou a dobrar a esquina da rua Adolfo Bastos com a rua Santo Urbano pela manhã. Segundo a gerente-executiva substituta, Neli Aparecida Coelho Genovesi, não houve incidentes no local.

Os postos da Secretaria Estadual da Fazenda voltam a funcionar normalmente na quinta-feira, quando haverá uma nova assembléia da categoria para votar a continuidade ou não da greve. Terça-feira, um caminhão de som reuniu cerca de 150 pessoas, entre funcionários do órgão e público local, em frente à unidade de São Bernardo. Na ocasião, foram distribuídos panfletos explicando a manifestação.

Segundo o vice-presidente do Sinafresp (Sindicato dos Agentes Fiscais de Renda do Estado de São Paulo), Nilo Calandia Ponce, entre os pontos criticados pela categoria estão o aumento da idade mínima de 48 anos para 53 anos (mulheres) e de 53 anos para 60 anos (homens), o fim da aposentadoria integral e a redução no valor das pensões pagas aos dependentes dos servidores.

Perecíveis – Dos pontos considerados estratégicos pelos fiscais da Receita, a Unafisco informou que apenas o posto de fronteira em Foz do Iguaçu, no Paraná, manteve atividade. No porto de Santos, no aeroporto de Viracopos, em Campinas, e nos aeroportos e porto do Rio, cerca de 90% dos fiscais aderiram à greve neste primeiro dia de paralisação dos servidores públicos contra a reforma previdenciária. Em Vitória (ES), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA) o comando de greve liberou apenas produtos perecíveis, cargas vivas ou explosivos, de acordo com o sindicato.



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Grande ABC apresenta adesão quase total a greve

Carolina Rodriguez
Do Diário do Grande ABC

09/07/2003 | 00:29


Funcionários da Receita Federal, Previdência Social e Secretaria Estadual da Fazenda no Grande ABC aderiram na terça-feira ao primeiro dia de greve dos servidores públicos federais contra a reforma da Previdência proposta pelo governo e paralisaram as atividades na região. Apenas as agências da Previdência de Diadema e Mauá, e o posto avançado da Secretaria da Fazenda em São Bernardo, – que atendeu os casos de urgência –, abriram as portas ao público. As demais unidades dos órgãos permaneceram fechadas durante todo o dia.

Para quinta-feira está prevista uma assembléia dos auditores fiscais da Receita Federal para decidir se a greve continua ou não na próxima semana. Segundo a Unafisco (União Nacional dos Fiscais da Receita Federal), o índice de adesão da categoria foi de 95%. A expectativa é que os funcionários votem a favor de novas paralisações de 72 horas, 96 horas ou até mesmo por tempo indeterminado. As delegacias do Grande ABC prestam atendimento normal nesta quinta e sexta-feira.

Já a greve que atinge os funcionários da Previdência Social é por tempo indeterminado. Os servidores participam de assembléia da categoria na próxima segunda-feira para decidir o rumo da paralisação. Terça-feira, alguns aposentados, pensionistas e beneficiados do INSS compareceram às agências da região. Na unidade de Santo André, a fila chegou a dobrar a esquina da rua Adolfo Bastos com a rua Santo Urbano pela manhã. Segundo a gerente-executiva substituta, Neli Aparecida Coelho Genovesi, não houve incidentes no local.

Os postos da Secretaria Estadual da Fazenda voltam a funcionar normalmente na quinta-feira, quando haverá uma nova assembléia da categoria para votar a continuidade ou não da greve. Terça-feira, um caminhão de som reuniu cerca de 150 pessoas, entre funcionários do órgão e público local, em frente à unidade de São Bernardo. Na ocasião, foram distribuídos panfletos explicando a manifestação.

Segundo o vice-presidente do Sinafresp (Sindicato dos Agentes Fiscais de Renda do Estado de São Paulo), Nilo Calandia Ponce, entre os pontos criticados pela categoria estão o aumento da idade mínima de 48 anos para 53 anos (mulheres) e de 53 anos para 60 anos (homens), o fim da aposentadoria integral e a redução no valor das pensões pagas aos dependentes dos servidores.

Perecíveis – Dos pontos considerados estratégicos pelos fiscais da Receita, a Unafisco informou que apenas o posto de fronteira em Foz do Iguaçu, no Paraná, manteve atividade. No porto de Santos, no aeroporto de Viracopos, em Campinas, e nos aeroportos e porto do Rio, cerca de 90% dos fiscais aderiram à greve neste primeiro dia de paralisação dos servidores públicos contra a reforma previdenciária. Em Vitória (ES), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA) o comando de greve liberou apenas produtos perecíveis, cargas vivas ou explosivos, de acordo com o sindicato.

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