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Silicone é pedido nº 1 na Medicina


Valéria Cabrera
Do Diário do Grande ABC

14/08/2005 | 09:20


Colocar uma prótese se silicone era um sonho antigo da dona-de-casa Elaine Donizeti da Silva, 29 anos. Após o nascimento do seu segundo filho, a vontade aumentou. Na gravidez, Elaine engordou 30 Kg e depois emagreceu. "Meus seios que eram pequenos desapareceram", conta. Hoje, duas semanas após a colocação da prótese de 260 ml – que lhe deu seios para sutiã 44 –, Elaine se sente outra mulher, muito mais bonita. "Não vejo a hora de poder voltar a usar minhas blusas decotadas", diz entusiasmada.

Assim como Elaine, um grande número de mulheres procura o Departamento de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina do ABC para colocação de prótese de silicone. "É a cirurgia mais requisitada, seguido pela rinoplastia (correção do nariz) e pela blefaroplastia (retirada de excesso de pele das pálpebras e de bolsas de gordura)", conta o cirurgião plástico André Luiz Pires de Freitas. A cada mês, são realizadas entre 16 e 32 cirurgias.

O ranking da Faculdade de Medicina não segue o da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica, que tem a lipoaspiração no topo, seguido de cirurgias nas mamas, tanto aumento quanto redução, e procedimentos na face. Isso porque são realizadas na faculdade apenas cirurgias de pequeno porte, que possam ser feitas com anestesia local e que não necessitem de internação. Os procedimentos são feitos no ambulatório da faculdade e contam com a participação de médicos residentes – profissionais já formados em Medicina e que estão se especializando em cirurgia plástica.

"O objetivo é ensinar os alunos, mas ao mesmo tempo ajudamos pessoas que não conseguiriam fazer uma cirurgia plástica com um médico particular", explica Freitas. Os procedimentos não são gratuitos, mas custam bem menos que em clínicas particulares. A colocação de prótese de silicone custa em torno de R$ 3 mil. A pessoa tem de adquirir a prótese – os profissionais indicam os melhores fabricantes – que custa entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. O paciente ainda paga mais R$ 1 mil pelo material gasto durante a cirurgia. Em uma clínica particular, o procedimento custa entre R$ 6 e R$ 7 mil.

A professora Célia Cortez, 44 anos, aguarda ser chamada para colocar uma prótese de silicone. Há cerca de 10 dias ela passou pela primeira consulta e estava muito empolgada. Conta que sempre teve vontade de aumentar as mamas, ams seu ex-marido não admitia. Separada há poucos meses, Célia decidiu investir na aparência. "Não vejo a hora de ganhar seios novos", diz.

O serviço oferecido pela Faculdade de Medicina do ABC foi indicado por conhecidos que fizeram cirurgias e gostaram do resultado. "Além do preço mais em conta, tenho certeza de que terei um ótimo atendimento, feito por profissionais respeitados e que são professores de uma faculdade", justifica.

A propaganda boca-a-boca mantém o serviço sempre lotado. A pessoa interessada espera entre um e dois meses para entrar na faca. Isso se estiver em condições de passar por uma cirurgia. São pedidos exames pré-operatórios, que podem identificar se o paciente tem algum problema que impeça o procedimento. No caso de prótese de silicone, por exemplo, é necessário que a mulher seja examinada por um mastologista. Esses exames não são feitos pela faculdade.

O serviço da faculdade foi indicado para a estudante Natália Vicentini, 20 anos, pelo tio, que por sua vez foi convencido por sua mulher a fazer uma cirurgia plástica na instituição de ensino. "A mulher do meu tio operou o nariz, que era muito grande. Meu tio se animou e retirou as bolsas de gordura dos olhos. Depois eu também operei meu nariz." Há quase um ano, Natália fez duas pequenas intervenções em dois pontos do nariz. "Até hoje muitos amigos nem notaram a diferença de tão natural que ficou. Dizem apenas que estou diferente", conta.

Apesar de o tempo de espera não ser tão grande, a pessoa interessada em fazer uma cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC deve esperar a abertura de inscrições para triagem. Até o fim da semana passada, as inscrições estavam fechadas e não havia prazo para a reabertura. Os interessados devem manter contato com a faculdade pelo telefone 4993-5400.

Curiosidades – O Brasil é o segundo país onde mais se realizam cirurgias plásticas, perdendo apenas para os Estados Unidos, segundo dados da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica. Existem 4 mil profissionais em atividade no país. No ano passado, foram realizadas 800 mil procedimentos, sendo 60% estéticas e 40% reparadoras.



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Silicone é pedido nº 1 na Medicina

Valéria Cabrera
Do Diário do Grande ABC

14/08/2005 | 09:20


Colocar uma prótese se silicone era um sonho antigo da dona-de-casa Elaine Donizeti da Silva, 29 anos. Após o nascimento do seu segundo filho, a vontade aumentou. Na gravidez, Elaine engordou 30 Kg e depois emagreceu. "Meus seios que eram pequenos desapareceram", conta. Hoje, duas semanas após a colocação da prótese de 260 ml – que lhe deu seios para sutiã 44 –, Elaine se sente outra mulher, muito mais bonita. "Não vejo a hora de poder voltar a usar minhas blusas decotadas", diz entusiasmada.

Assim como Elaine, um grande número de mulheres procura o Departamento de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina do ABC para colocação de prótese de silicone. "É a cirurgia mais requisitada, seguido pela rinoplastia (correção do nariz) e pela blefaroplastia (retirada de excesso de pele das pálpebras e de bolsas de gordura)", conta o cirurgião plástico André Luiz Pires de Freitas. A cada mês, são realizadas entre 16 e 32 cirurgias.

O ranking da Faculdade de Medicina não segue o da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica, que tem a lipoaspiração no topo, seguido de cirurgias nas mamas, tanto aumento quanto redução, e procedimentos na face. Isso porque são realizadas na faculdade apenas cirurgias de pequeno porte, que possam ser feitas com anestesia local e que não necessitem de internação. Os procedimentos são feitos no ambulatório da faculdade e contam com a participação de médicos residentes – profissionais já formados em Medicina e que estão se especializando em cirurgia plástica.

"O objetivo é ensinar os alunos, mas ao mesmo tempo ajudamos pessoas que não conseguiriam fazer uma cirurgia plástica com um médico particular", explica Freitas. Os procedimentos não são gratuitos, mas custam bem menos que em clínicas particulares. A colocação de prótese de silicone custa em torno de R$ 3 mil. A pessoa tem de adquirir a prótese – os profissionais indicam os melhores fabricantes – que custa entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. O paciente ainda paga mais R$ 1 mil pelo material gasto durante a cirurgia. Em uma clínica particular, o procedimento custa entre R$ 6 e R$ 7 mil.

A professora Célia Cortez, 44 anos, aguarda ser chamada para colocar uma prótese de silicone. Há cerca de 10 dias ela passou pela primeira consulta e estava muito empolgada. Conta que sempre teve vontade de aumentar as mamas, ams seu ex-marido não admitia. Separada há poucos meses, Célia decidiu investir na aparência. "Não vejo a hora de ganhar seios novos", diz.

O serviço oferecido pela Faculdade de Medicina do ABC foi indicado por conhecidos que fizeram cirurgias e gostaram do resultado. "Além do preço mais em conta, tenho certeza de que terei um ótimo atendimento, feito por profissionais respeitados e que são professores de uma faculdade", justifica.

A propaganda boca-a-boca mantém o serviço sempre lotado. A pessoa interessada espera entre um e dois meses para entrar na faca. Isso se estiver em condições de passar por uma cirurgia. São pedidos exames pré-operatórios, que podem identificar se o paciente tem algum problema que impeça o procedimento. No caso de prótese de silicone, por exemplo, é necessário que a mulher seja examinada por um mastologista. Esses exames não são feitos pela faculdade.

O serviço da faculdade foi indicado para a estudante Natália Vicentini, 20 anos, pelo tio, que por sua vez foi convencido por sua mulher a fazer uma cirurgia plástica na instituição de ensino. "A mulher do meu tio operou o nariz, que era muito grande. Meu tio se animou e retirou as bolsas de gordura dos olhos. Depois eu também operei meu nariz." Há quase um ano, Natália fez duas pequenas intervenções em dois pontos do nariz. "Até hoje muitos amigos nem notaram a diferença de tão natural que ficou. Dizem apenas que estou diferente", conta.

Apesar de o tempo de espera não ser tão grande, a pessoa interessada em fazer uma cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC deve esperar a abertura de inscrições para triagem. Até o fim da semana passada, as inscrições estavam fechadas e não havia prazo para a reabertura. Os interessados devem manter contato com a faculdade pelo telefone 4993-5400.

Curiosidades – O Brasil é o segundo país onde mais se realizam cirurgias plásticas, perdendo apenas para os Estados Unidos, segundo dados da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica. Existem 4 mil profissionais em atividade no país. No ano passado, foram realizadas 800 mil procedimentos, sendo 60% estéticas e 40% reparadoras.

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