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Ampliação de aterro em
Sto.André segue indefinida

Novos estudos exigidos pela Cetesb só serão enviados dia 9;
enquanto isso, os resíduos são enviados para aterro em Mauá


Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

01/12/2011 | 07:00


A novela em que se transformou o processo de ampliação do aterro municipal de Santo André, no bairro Cidade São Jorge, segue indefinida e sem prazo para terminar. Enquanto isso, a Prefeitura continua a gastar com envio de resíduos para aterro particular localizado em Mauá.

O imbróglio a respeito da utilização da área de 40 mil metros quadrados se arrasta desde 2009. Notificado em 23 de setembro pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo a respeito dos estudos que ainda faltavam ser apresentados, o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André informou ontem que irá enviar os documentos complementares apenas no dia 9. Os entraves, segundo o órgão estadual, são o estudo sobre contaminação da área e o plano de tratamento do chorume (líquido gerado da decomposição do lixo).

Para dar sobrevida ao aterro municipal, a Prefeitura decidiu, em fevereiro, racionar o envio de lixo a uma área de 6.000 metros quadrados liberada pela Cetesb. A estratégia previa remeter apenas 200 toneladas de resíduos e encaminhar outras 500 colhidas diariamente na cidade ao aterro particular em Mauá. Nesse ritmo, o equipamento suportaria mais 200 dias. Caso o município optasse por depositar, diariamente, todo o lixo recolhido nessa área específica, a capacidade seria atingida em apenas 57 dias.

A área de 40 mil metros em discussão será capaz de suprir a demanda de disposição de resíduos por, pelo menos, mais 14 anos. Em funcionamento desde 1986, o aterro municipal recebe aproximadamente 18 mil toneladas de lixo por mês.

USINA

Cinco empresas norte-americanas apresentaram propostas de estudo de viabilidade energética para o aterro municipal. O objetivo, segundo o governo americano, é fomentar mercado em áreas consideradas em desenvolvimento.

Os projetos foram enviados na semana passada aos técnicos do Semasa. A autarquia irá repassar aos Estados Unidos em até um mês os relatórios sobre os projetos para que seja escolhida a empresa vencedora. A companhia responsável receberá o valor de US$ 469 mil dólares pelo trabalho.

O edital norte-americano permite à escolhida utilizar 20% da verba para contratação de empresa brasileira que auxilie na elaboração do estudo. "Vamos recebê-lo em seis meses e veremos se há mesmo viabilidade de construção de usina", disse o diretor de resíduos sólidos Elídio Moreira.



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Ampliação de aterro em
Sto.André segue indefinida

Novos estudos exigidos pela Cetesb só serão enviados dia 9;
enquanto isso, os resíduos são enviados para aterro em Mauá

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

01/12/2011 | 07:00


A novela em que se transformou o processo de ampliação do aterro municipal de Santo André, no bairro Cidade São Jorge, segue indefinida e sem prazo para terminar. Enquanto isso, a Prefeitura continua a gastar com envio de resíduos para aterro particular localizado em Mauá.

O imbróglio a respeito da utilização da área de 40 mil metros quadrados se arrasta desde 2009. Notificado em 23 de setembro pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo a respeito dos estudos que ainda faltavam ser apresentados, o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André informou ontem que irá enviar os documentos complementares apenas no dia 9. Os entraves, segundo o órgão estadual, são o estudo sobre contaminação da área e o plano de tratamento do chorume (líquido gerado da decomposição do lixo).

Para dar sobrevida ao aterro municipal, a Prefeitura decidiu, em fevereiro, racionar o envio de lixo a uma área de 6.000 metros quadrados liberada pela Cetesb. A estratégia previa remeter apenas 200 toneladas de resíduos e encaminhar outras 500 colhidas diariamente na cidade ao aterro particular em Mauá. Nesse ritmo, o equipamento suportaria mais 200 dias. Caso o município optasse por depositar, diariamente, todo o lixo recolhido nessa área específica, a capacidade seria atingida em apenas 57 dias.

A área de 40 mil metros em discussão será capaz de suprir a demanda de disposição de resíduos por, pelo menos, mais 14 anos. Em funcionamento desde 1986, o aterro municipal recebe aproximadamente 18 mil toneladas de lixo por mês.

USINA

Cinco empresas norte-americanas apresentaram propostas de estudo de viabilidade energética para o aterro municipal. O objetivo, segundo o governo americano, é fomentar mercado em áreas consideradas em desenvolvimento.

Os projetos foram enviados na semana passada aos técnicos do Semasa. A autarquia irá repassar aos Estados Unidos em até um mês os relatórios sobre os projetos para que seja escolhida a empresa vencedora. A companhia responsável receberá o valor de US$ 469 mil dólares pelo trabalho.

O edital norte-americano permite à escolhida utilizar 20% da verba para contratação de empresa brasileira que auxilie na elaboração do estudo. "Vamos recebê-lo em seis meses e veremos se há mesmo viabilidade de construção de usina", disse o diretor de resíduos sólidos Elídio Moreira.

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