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Região pode alcançar 450 mortes em abril, aponta pesquisa

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeção se baseia no número de vítimas fatais de Covid-19 nos últimos 15 dias no Grande ABC


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/04/2020 | 07:00


 O Grande ABC pode terminar o mês de abril contabilizando 450 mortes em razão do novo coronavírus. Esta é a previsão de pesquisa desenvolvida pelo ABC Dados, em projeção que leva em consideração os números desde a primeira vítima fatal na região, dia 25 de março. Além disso, as sete cidades poderão registrar 3.834 casos confirmados de munícipes que testaram positivo à doença. A quarentena e o isolamento físico completarão um mês nesta semana e especialistas afirmam que, se essas e outras medidas não tivessem sido tomadas, seriam registrados ainda mais óbitos.

Ainda de acordo com a pesquisa, o Grande ABC já teria 63 mortes na última sexta-feira. Entretanto, os boletins epidemiológicos das prefeituras indicavam pequena diferença, com 59 vítimas fatais, em situação que se repetiu na projeção de casos confirmados: foram previstos 836 até fim da semana passada, enquanto na realidade a região contabilizou 819.

“A projeção de mortes está baseada na evolução dos últimos 15 dias. O primeiro óbito na região foi registrado dia 25 de março, uma semana depois já eram oito. Triplicou na semana seguinte, chegando a 29. Na sexta-feira, o número dobrou em relação ao dia 9, alcançando 59 óbitos confirmados”, explicou o cientista social Marcos Soares, especialista em opinião pública, mídia e estratégias em comunicação política, um dos idealizadores do ABC Dados. “São estimativas. Raramente os números são exatos”, admitiu.

O gráfico traz ainda uma possibilidade de casos e óbitos para o dia 24, ou seja, sexta-feira. A pesquisa indica que as sete cidades poderão alcançar 177 vítimas fatais pela Covid-19 e 1.902 confirmações de pacientes com a doença, mais do que dobrando os dados – no último boletim epidemiológico das prefeituras, divulgado ontem, eram 62 óbitos e 909 infectados na região (leia mais abaixo).

Infectologista, professor do curso de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e atuante na rede municipal da cidade, o médico Fabio Leal avaliou os números – a pedido do Diário – e considerou pertinente a pesquisa, apesar de ressaltar a dificuldade em se efetuar previsões dentro de um cenário tão incerto quanto este que vem sendo desenhado na pandemia do novo coronavírus.

“Essas previsões não estão incorretas, mas é difícil afirmar com certeza qualquer coisa”, afirmou Fabio Leal. “Todos temos visão que epidemiologistas e profissionais que tentam fazer estimativas e cálculos em relação à curva fazem o melhor trabalho possível com os dados que temos disponíveis. O problema é que estes dados são muito limitados e, por isso, essas previsões acabam sendo consideravelmente incertas”, complementou.

O infectologista afirmou ainda que a curva epidemiológica não seguiu as projeções iniciais – realizadas inclusive pelo Ministério da Saúde e outros órgãos –, mas há evidente explicação para isso. “Percebemos que não houve crescimento exponencial da curva da epidemia como a gente imaginava que pudesse acontecer se não houvesse intervenção. Entretanto, houve o distanciamento social e, por isso, a gente já colhe os frutos dessa ação de quatro semanas atrás. Mas, devido à falta das ferramentas necessárias, como testagem em massa e sistema de atenção às pessoas na comunidade para controle e identificação de casos precocemente e bloqueio de transmissão, pelo fato de não ter isso e estar concentrado apenas na questão hospitalar, fica muito difícil a gente imaginar que possa fazer com que essa curva comece a descer, como aconteceu, por exemplo, na China”, comparou. “Como o próprio novo ministro da Saúde (Nelson Teich, em substituição a Luiz Henrique Mandetta) disse, enquanto a gente não tiver essas ferramentas, vai ficar muito difícil a gente prever uma diminuição da curva e resolução da epidemia”, concluiu o médico.

 

São Paulo soma 1.015 que não resistiram ao novo vírus
São Paulo ultrapassou a barreira de 1.000 vítimas fatais causadas pela Covid-19. Ontem, foram registradas 1.015 mortes no Estado e 14.267 pessoas infectadas, um aumento de 24 óbitos e 373 infectados em relação ao contabilizado no sábado. No Grande ABC, o número de infectados chegou a 909 e, de mortos, a 62 – Ribeirão Pires registrou a primeira morte desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Santo André lidera o número de infectados (263), seguida por São Bernardo (231). São Caetano (185), Diadema (117), Mauá (67), Ribeirão Pires (34) e Rio Grande da Serra (12). Três cidades não atualizaram os dados durante o fim de semana: São Bernardo, Mauá e Rio Grande da Serra. Diadema só não atualizou ontem.

Em live, o prefeito de Santo André, Paulo Serra, reforçou a importância do isolamento, que impediu, segundo ele, a explosão de casos na cidade. Ele disse que na quarta-feira dará novas determinações à cidade. “Amanhã (hoje) estarei em reunião o dia todo, com técnicos de todos os setores, para ver os planos para a cidade na próxima fase da pandemia. Elas serão discutidas quarta-feira em live com vocês (população)”, prometeu.

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC realiza hoje, a partir das 10h, assembleia geral extraordinária, promovida por meio de videoconferência, na qual os prefeitos vão tratar de iniciativas conjuntas dos municípios em relação à pandemia do novo coronavírus.

NACIONAL
O Brasil registrou 115 mortes causadas pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, ontem, o número de óbitos por Covid-19 passou de 2.347 para 2.462.

De sábado para ontem, foram registrados 2.055 novos infectados com a doença. No total, o Ministério da Saúde contabiliza 38.654 pessoas com resultado positivo para o novo coronavírus até o momento. A taxa de letalidade continua em 6,4%, a mesma de anteontem.

A região mais afetada pelo novo coronavírus é o Sudeste, com 55,1% dos casos, seguida pelo Nordeste (24,1%), Norte (9,5%), Sul (7,3%) e Centro-Oeste (4%).



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Região pode alcançar 450 mortes em abril, aponta pesquisa

Projeção se baseia no número de vítimas fatais de Covid-19 nos últimos 15 dias no Grande ABC

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/04/2020 | 07:00


 O Grande ABC pode terminar o mês de abril contabilizando 450 mortes em razão do novo coronavírus. Esta é a previsão de pesquisa desenvolvida pelo ABC Dados, em projeção que leva em consideração os números desde a primeira vítima fatal na região, dia 25 de março. Além disso, as sete cidades poderão registrar 3.834 casos confirmados de munícipes que testaram positivo à doença. A quarentena e o isolamento físico completarão um mês nesta semana e especialistas afirmam que, se essas e outras medidas não tivessem sido tomadas, seriam registrados ainda mais óbitos.

Ainda de acordo com a pesquisa, o Grande ABC já teria 63 mortes na última sexta-feira. Entretanto, os boletins epidemiológicos das prefeituras indicavam pequena diferença, com 59 vítimas fatais, em situação que se repetiu na projeção de casos confirmados: foram previstos 836 até fim da semana passada, enquanto na realidade a região contabilizou 819.

“A projeção de mortes está baseada na evolução dos últimos 15 dias. O primeiro óbito na região foi registrado dia 25 de março, uma semana depois já eram oito. Triplicou na semana seguinte, chegando a 29. Na sexta-feira, o número dobrou em relação ao dia 9, alcançando 59 óbitos confirmados”, explicou o cientista social Marcos Soares, especialista em opinião pública, mídia e estratégias em comunicação política, um dos idealizadores do ABC Dados. “São estimativas. Raramente os números são exatos”, admitiu.

O gráfico traz ainda uma possibilidade de casos e óbitos para o dia 24, ou seja, sexta-feira. A pesquisa indica que as sete cidades poderão alcançar 177 vítimas fatais pela Covid-19 e 1.902 confirmações de pacientes com a doença, mais do que dobrando os dados – no último boletim epidemiológico das prefeituras, divulgado ontem, eram 62 óbitos e 909 infectados na região (leia mais abaixo).

Infectologista, professor do curso de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e atuante na rede municipal da cidade, o médico Fabio Leal avaliou os números – a pedido do Diário – e considerou pertinente a pesquisa, apesar de ressaltar a dificuldade em se efetuar previsões dentro de um cenário tão incerto quanto este que vem sendo desenhado na pandemia do novo coronavírus.

“Essas previsões não estão incorretas, mas é difícil afirmar com certeza qualquer coisa”, afirmou Fabio Leal. “Todos temos visão que epidemiologistas e profissionais que tentam fazer estimativas e cálculos em relação à curva fazem o melhor trabalho possível com os dados que temos disponíveis. O problema é que estes dados são muito limitados e, por isso, essas previsões acabam sendo consideravelmente incertas”, complementou.

O infectologista afirmou ainda que a curva epidemiológica não seguiu as projeções iniciais – realizadas inclusive pelo Ministério da Saúde e outros órgãos –, mas há evidente explicação para isso. “Percebemos que não houve crescimento exponencial da curva da epidemia como a gente imaginava que pudesse acontecer se não houvesse intervenção. Entretanto, houve o distanciamento social e, por isso, a gente já colhe os frutos dessa ação de quatro semanas atrás. Mas, devido à falta das ferramentas necessárias, como testagem em massa e sistema de atenção às pessoas na comunidade para controle e identificação de casos precocemente e bloqueio de transmissão, pelo fato de não ter isso e estar concentrado apenas na questão hospitalar, fica muito difícil a gente imaginar que possa fazer com que essa curva comece a descer, como aconteceu, por exemplo, na China”, comparou. “Como o próprio novo ministro da Saúde (Nelson Teich, em substituição a Luiz Henrique Mandetta) disse, enquanto a gente não tiver essas ferramentas, vai ficar muito difícil a gente prever uma diminuição da curva e resolução da epidemia”, concluiu o médico.

 

São Paulo soma 1.015 que não resistiram ao novo vírus
São Paulo ultrapassou a barreira de 1.000 vítimas fatais causadas pela Covid-19. Ontem, foram registradas 1.015 mortes no Estado e 14.267 pessoas infectadas, um aumento de 24 óbitos e 373 infectados em relação ao contabilizado no sábado. No Grande ABC, o número de infectados chegou a 909 e, de mortos, a 62 – Ribeirão Pires registrou a primeira morte desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Santo André lidera o número de infectados (263), seguida por São Bernardo (231). São Caetano (185), Diadema (117), Mauá (67), Ribeirão Pires (34) e Rio Grande da Serra (12). Três cidades não atualizaram os dados durante o fim de semana: São Bernardo, Mauá e Rio Grande da Serra. Diadema só não atualizou ontem.

Em live, o prefeito de Santo André, Paulo Serra, reforçou a importância do isolamento, que impediu, segundo ele, a explosão de casos na cidade. Ele disse que na quarta-feira dará novas determinações à cidade. “Amanhã (hoje) estarei em reunião o dia todo, com técnicos de todos os setores, para ver os planos para a cidade na próxima fase da pandemia. Elas serão discutidas quarta-feira em live com vocês (população)”, prometeu.

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC realiza hoje, a partir das 10h, assembleia geral extraordinária, promovida por meio de videoconferência, na qual os prefeitos vão tratar de iniciativas conjuntas dos municípios em relação à pandemia do novo coronavírus.

NACIONAL
O Brasil registrou 115 mortes causadas pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, ontem, o número de óbitos por Covid-19 passou de 2.347 para 2.462.

De sábado para ontem, foram registrados 2.055 novos infectados com a doença. No total, o Ministério da Saúde contabiliza 38.654 pessoas com resultado positivo para o novo coronavírus até o momento. A taxa de letalidade continua em 6,4%, a mesma de anteontem.

A região mais afetada pelo novo coronavírus é o Sudeste, com 55,1% dos casos, seguida pelo Nordeste (24,1%), Norte (9,5%), Sul (7,3%) e Centro-Oeste (4%).

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