Fechar
Publicidade

Sábado, 27 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

Ricardo Teixeira: mesmo sem o ouro, Luxemburgo fica


Fernao Silveira
Do Diário OnLine

22/08/2000 | 01:46


O presidente da Confederaçao Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, garantiu, nesta segunda-feira, em um programa de televisao, que o técnico da Seleçao Brasileira, Wanderley Luxemburgo, fica no cargo mesmo após um possível fracasso nas Olimpíadas de Sydney - quando o Brasil vai lutar pela inédita e sonhada medalha de ouro no futebol.

Conversando com o jornalista Wanderlei Nogueira, da Rádio Jovem Pan e TV Record, no programa Esporte Record, Teixeira explicou que Luxemburgo é um programa a longo prazo que tem alguns estágios intermediários a serem cumpridos. "O projeto nosso é para 2002, passando pela Copa América, Campeonato (Copa) das Confederaçoes e Olimpíadas", disse.

Ele afirmou que a escolha de Wanderley Luxemburgo para o cargo na Seleçao foi uma escolha pessoal e garantiu pleno apoio ao treinador, mesmo nos momentos mais difíceis. "Nao se pode ficar trocando de técnico."

Apesar de priorizar a Copa do Mundo, o presidente da CBF ressaltou que o momento é propício à conquista em Sydney. "Essa é a grande chance de ganhar a medalha de ouro", disse, lembrando que a partir dos Jogos de 2004 o futebol deverá passar a ser disputado por equipes Sub-18, e nao Sub-23, como é hoje.

Perna de pau - Quando questionado sobre a acusaçao de que o presidente da CBF nao gosta de futebol, Teixeira respondeu com ironia: "É uma das muitas verdades". Logo em seguida, disse que é "o homem que mais foi a Copas do Mundo", viajando para acompanhá-las desde o mundial de 1974, na Alemanha, 15 anos antes de assumir a Confederaçao. Ele afirmou também que levou a família toda para assistir à final do Mundial Interclubes de 1981, em Tóquio, entre Flamengo e Liverpool (da Inglaterra).

Além de declarar seu amor ao futebol, o presidente disse que participa diretamente dos procedimentos que envolvem a Seleçao. Cobra, fala mal e opina, quando acha necessário. Ele contou que recebe as listas de convocaçao com antecedência e intervém caso veja "algum absurdo" na relaçao. "Eu sou um dos que mais criticam a Seleçao quando ela precisa ser criticada", declarou. Teixeira contou também que o técnico do Brasil escuta seus conselhos e permite a argumentaçao, assumindo quando está errado. "Ele é muito ouvinte", revelou.

Medalhoes - Mesmo com Luxemburgo assegurando a cada derrota que o Brasil vai disputar a Copa de 2002, Teixeira nao vê com o mesmo otimismo as perspectivas dentro do caminho Sul-Americano para o Mundial do Japao e da Coréia. "Cada jogo das Eliminatórias é uma medalha de ouro", comparou. "A minha medalha de ouro é contra a Bolívia", completou o dirigente.

Para amenizar a situaçao ruim, Ricardo Teixeira lembrou de dificuldades enfrentadas nas Eliminatórias para a Copa de 90, quando Sebastiao Lazaroni foi taxado de "bairrista" pela imprensa de Sao Paulo; recordou as agruras na trajetória para o Mundial de 94, com a torcida e a imprensa pedindo a cabeça de Carlos Alberto Parreira e Zagallo. "E o time foi campeao depois", ressaltou.

O presidente da CBF disse estar decepcionado nao com o técnico, mas sim por nao ver "uma vontade efetiva de luta em alguns jogadores" e taxou de "ridículas" as atuaçoes contra o Uruguai e o Chile.

Uma possível explicaçao "dentro do contexto" para a má fase pode estar nos estrangeiros, segundo o presidente da CBF. Ele acredita que os jogadores acabam nao assimilando o momento difícil porque nao estao no Brasil quando as cobranças apertam mais. "Eu vou para o Rio e sou criticado. O Wanderley vem para Sao Paulo, depois vai para o Rio, e também é criticado. Os jogadores vao embora para o exterior e nao ficam para receber as críticas", declarou, revelando que foi cobrado em casa pelos filhos após a derrota para o Chile.

Na lista mais recente das Eliminatórias, para o jogo contra a Bolívia, Ricardo Teixeira apoiou os cortes de nomes certos como Dida e Roberto Carlos, dando a entender que ajudou na decisao de Luxemburgo. "Ele é funcionário da CBF. Ele é técnico da Seleçao Brasileira. Nao é técnico do Rivaldo, nao é técnico do Dida", alegou. "Ele tem que fazer o melhor para a Seleçao, e nao para o jogador", completou.

O dirigente afirmou que nao havia qualquer problema com Romário e que sua presença seria confirmada assim que ele se encontrasse em uma boa condiçao física. Ele admitiu, porém, que o atual momento carente de bons nomes na linha de frente contribuiu muito para a volta do Baixinho. "Todos que tinham que passar por ali, já passaram", analisou, citando nomes como Luizao e Marques.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;