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Dez jovens invadem piscina de Cesa


Gabriel Batista e
Sucena Shkrada Resk
Do Diário do Grande ABC

16/04/2005 | 13:06


Dez adolescentes foram detidos na sexta-feira, por volta das 12h, na piscina do Cesa Centro Educacional Santo André) Vila Linda, em Santo André. Com eles, havia um cachorro. Os rapazes aproveitaram que a área não tem monitoramento de câmeras para arrombar o portão de entrada e cortar o alambrado que dá acesso à piscina para nadar.

As invasões são freqüentes em prédios da rede municipal de ensino. A direção do Cesa Vila Linda afirma que os atos de vandalismo ocorrem diariamente. Como o sistema de segurança (câmeras e sensores) não atinge a área da piscina, a Guarda Municipal não é chamada imediatamente pela empresa que controla as imagens em uma central de monitoramento. É acionada apenas quando algum funcionário descobre a invasão.

"Todos os dias o alambrado amanhece cortado", diz uma funcionária da coordenação do Cesa Vila Linda. A assessoria de imprensa confirma que as piscinas ficam fora da área de cobertura do sistema de segurança eletrônica e que esse tipo de vandalismo "é normal". "Não é considerado grave porque são crianças que invadem", afirma a assessoria da Prefeitura de Santo André.

No último domingo, foi a vez do Cesa Santo Alberto, na rua Petrogrado. Um grupo de adolescentes violou o patrimônio municipal e invadiu a piscina. A direção da escola optou por chamar a Polícia Militar. Ninguém foi preso.

As invasões nas piscinas reforçam a evidência da fragilidade da segurança nos prédios municipais. Nos últimos oito dias, três escolas foram furtadas. E na quinta-feira, a Emeief Jardim Guarará foi invadida por um assaltante que fugia da polícia. Houve um disparo e crianças e professores em pânico tiveram de permanecer deitados nas salas de aula.

A Prefeitura aposta no sistema de monitoramento e nas rondas da Guarda Municipal como únicas medidas de segurança nas escolas municipais. O sistema eletrônico consiste em câmeras dentro dos prédios, com o dispositivo chamado botão antipânico durante o dia e sensores que devem detectar movimentos à noite. Uma vez acionado o botão ou o sensor, uma central de monitoramento da Prefeitura deve receber o sinal de perigo e chamar a Guarda Municipal. Mas nem um nem outro tem evitado as invasões. Quando os crimes ocorrem à noite, só são descobertos quando os funcionários chegam ao trabalho no dia seguinte.

No caso da Guarda Municipal, a dificuldade é uma questão de logística. A Guarda possui 41 viaturas, mas quase a metade está parada na oficina da Prefeitura à espera de conserto. Funcionários do local afirmam que essas viaturas aguardam um mês ou mais pelos reparos. Com menos de 20 viaturas – os guardas afirmam que são sete ou oito –, recebem a missão de fazer patrulhamento em 117 prédios da educação e da saúde, cemitérios, parques, velórios e locais com perigo de invasão.

A Prefeitura afirmou na sexta-feira que "isso é normal e faz parte do planejamento." Segundo a assessoria de imprensa da administração, há carros parados porque são muito usados.

Tiro – Na sexta-feira, pais de alunos da Emeief do Jardim Guarará, em Santo André, iniciaram um abaixo-assinado reivindicando a presença de segurança efetiva na unidade. Após a invasão do ladrão em fuga na quinta-feira, pais, alunos e funcionários ficaram apavorados. Algumas crianças não foram à aula na sexta. "Na classe de meu filho, que tem cerca de 30 alunos, vieram dez", disse a dona-de-casa Neusa Garcia de Moraes, 23.

A principal reclamação é o fato de a Prefeitura ter rescindido no mês passado contrato com a empresa terceirizada Officio, que prestava serviços de vigilância nas 90 escolas do município. Agora, seis viaturas fazem ronda em 90 prédios da rede de ensino municipal.

"Preenchemos duas folhas do abaixo-assinado em poucas horas, pedindo que coloquem vigilantes ou um Guarda Municipal para cuidar de nossas crianças", disse a dona-de-ca-sa Vera Lúcia da Silva Antônio, 55 anos, que tem um neto na escola.

A diretora da escola Adelza Maria de Freitas registrou um boletim de ocorrência, na sexta-feira, no 6º Distrito Policial, e confirmou a entrada do assaltante e de policiais no pátio. Em seu relato, diz que ouviu um "barulho provavelmente de um tiro". O boletim foi adicionado ao primeiro, feito na quinta-feira, no dia da ocorrência.



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Dez jovens invadem piscina de Cesa

Gabriel Batista e
Sucena Shkrada Resk
Do Diário do Grande ABC

16/04/2005 | 13:06


Dez adolescentes foram detidos na sexta-feira, por volta das 12h, na piscina do Cesa Centro Educacional Santo André) Vila Linda, em Santo André. Com eles, havia um cachorro. Os rapazes aproveitaram que a área não tem monitoramento de câmeras para arrombar o portão de entrada e cortar o alambrado que dá acesso à piscina para nadar.

As invasões são freqüentes em prédios da rede municipal de ensino. A direção do Cesa Vila Linda afirma que os atos de vandalismo ocorrem diariamente. Como o sistema de segurança (câmeras e sensores) não atinge a área da piscina, a Guarda Municipal não é chamada imediatamente pela empresa que controla as imagens em uma central de monitoramento. É acionada apenas quando algum funcionário descobre a invasão.

"Todos os dias o alambrado amanhece cortado", diz uma funcionária da coordenação do Cesa Vila Linda. A assessoria de imprensa confirma que as piscinas ficam fora da área de cobertura do sistema de segurança eletrônica e que esse tipo de vandalismo "é normal". "Não é considerado grave porque são crianças que invadem", afirma a assessoria da Prefeitura de Santo André.

No último domingo, foi a vez do Cesa Santo Alberto, na rua Petrogrado. Um grupo de adolescentes violou o patrimônio municipal e invadiu a piscina. A direção da escola optou por chamar a Polícia Militar. Ninguém foi preso.

As invasões nas piscinas reforçam a evidência da fragilidade da segurança nos prédios municipais. Nos últimos oito dias, três escolas foram furtadas. E na quinta-feira, a Emeief Jardim Guarará foi invadida por um assaltante que fugia da polícia. Houve um disparo e crianças e professores em pânico tiveram de permanecer deitados nas salas de aula.

A Prefeitura aposta no sistema de monitoramento e nas rondas da Guarda Municipal como únicas medidas de segurança nas escolas municipais. O sistema eletrônico consiste em câmeras dentro dos prédios, com o dispositivo chamado botão antipânico durante o dia e sensores que devem detectar movimentos à noite. Uma vez acionado o botão ou o sensor, uma central de monitoramento da Prefeitura deve receber o sinal de perigo e chamar a Guarda Municipal. Mas nem um nem outro tem evitado as invasões. Quando os crimes ocorrem à noite, só são descobertos quando os funcionários chegam ao trabalho no dia seguinte.

No caso da Guarda Municipal, a dificuldade é uma questão de logística. A Guarda possui 41 viaturas, mas quase a metade está parada na oficina da Prefeitura à espera de conserto. Funcionários do local afirmam que essas viaturas aguardam um mês ou mais pelos reparos. Com menos de 20 viaturas – os guardas afirmam que são sete ou oito –, recebem a missão de fazer patrulhamento em 117 prédios da educação e da saúde, cemitérios, parques, velórios e locais com perigo de invasão.

A Prefeitura afirmou na sexta-feira que "isso é normal e faz parte do planejamento." Segundo a assessoria de imprensa da administração, há carros parados porque são muito usados.

Tiro – Na sexta-feira, pais de alunos da Emeief do Jardim Guarará, em Santo André, iniciaram um abaixo-assinado reivindicando a presença de segurança efetiva na unidade. Após a invasão do ladrão em fuga na quinta-feira, pais, alunos e funcionários ficaram apavorados. Algumas crianças não foram à aula na sexta. "Na classe de meu filho, que tem cerca de 30 alunos, vieram dez", disse a dona-de-casa Neusa Garcia de Moraes, 23.

A principal reclamação é o fato de a Prefeitura ter rescindido no mês passado contrato com a empresa terceirizada Officio, que prestava serviços de vigilância nas 90 escolas do município. Agora, seis viaturas fazem ronda em 90 prédios da rede de ensino municipal.

"Preenchemos duas folhas do abaixo-assinado em poucas horas, pedindo que coloquem vigilantes ou um Guarda Municipal para cuidar de nossas crianças", disse a dona-de-ca-sa Vera Lúcia da Silva Antônio, 55 anos, que tem um neto na escola.

A diretora da escola Adelza Maria de Freitas registrou um boletim de ocorrência, na sexta-feira, no 6º Distrito Policial, e confirmou a entrada do assaltante e de policiais no pátio. Em seu relato, diz que ouviu um "barulho provavelmente de um tiro". O boletim foi adicionado ao primeiro, feito na quinta-feira, no dia da ocorrência.

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