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Miriam Freeland diz que interpretar Pagu mudou sua vida


André Bernardo
Da TV Press

09/05/2005 | 11:23


A atriz Miriam Freeland não hesita em afirmar que a polêmica Patrícia Galvão, a Pagu, interpretada por ela há mais de um ano em Um Só Coração, da Globo, mudou a sua vida. No campo profissional, ela acredita que seu desempenho na minissérie determinou a abertura de novas portas. Como, por exemplo, a da Record: a emissora convidou-a para interpretar Mila, uma das protagonistas de Essas Mulheres, de Marcílio Moraes. No âmbito pessoal, viver a musa da ala radical do Modernismo ajudou a atriz a se tornar uma mulher mais ousada, destemida e audaciosa.

Essa ousadia fez Miriam aceitar o convite da Record para sair do Rio e morar, provisoriamente, em São Paulo. “A Pagu bagunçou a minha vida, me ensinou a não ser tão legal o tempo todo. Afinal, a gente sempre desagrada alguém”, diz.

Aos 26 anos, Miriam continua sua sina de só fazer personagens de época. A Mila Duarte, de Essas Mulheres, é a quarta consecutiva – fez também a Candoca de O Cravo e a Rosa e a Beatriz de Esperança, ambas na Globo. Na trama da Record, a moça é tida como louca pela mãe, interpretada por Ana Beatriz Nogueira, justamente por questionar os valores morais impostos às mulheres de sua época.

Nesse sentido, Mila lembra uma certa ativista política que chegou a ser presa diversas vezes por pertencer ao Partido Comunista Brasileiro. “Optei pela sutileza na hora da composição. Seria mais fácil fazer a Mila queimando sutiãs em praça pública. Mas preferi fazê-la doce e ingênua”, afirma.

O convite para interpretar Mila partiu de Herval Rossano, quando ele ainda era o diretor responsável pela nova novela da Record. Juntos, os dois trabalharam num episódio do Você Decide, na Globo. A atriz aceitou e, na mesma hora, percorreu os sebos do Rio em busca dos três romances que inspiraram a novela de Marcílio Moraes: Senhora, Lucíola e Diva, de José de Alencar. “Comecei por Diva. Engoli o livro em poucas horas”, exagera.

Quando soube que Flávio Colatrello havia assumido o lugar de Herval Rossano na direção geral de Essas Mulheres, Miriam assustou-se. Na dúvida, pensou em ligar e se apresentar ao novo diretor. Não foi preciso. “No mesmo dia, ele me ligou, dizendo que sempre quis trabalhar comigo. Felizmente, a transição foi tranqüila”, diz, aliviada.

Apesar do pouco tempo de gravação, Miriam já começou a sentir na pele “a dor e a delícia” de interpretar a primeira protagonista da carreira. “Estou gravando muito, furiosamente. Tomara que o ritmo normalize logo”, afirma. A lamentar mesmo só a distância da filha Maria Helena, 6 anos. Para aplacar a saudade, pretende levá-la, de 15 em 15 dias, para São Paulo.

Outra saudade que Miriam admite sentir é a de atuar em uma trama contemporânea. A última foi Caça Talentos, novelinha infanto-juvenil protagonizada por Angélica e exibida em 1997 na Globo. Esteve também em dois folhetins exibidos pela Band: O Campeão e Perdidos de Amor. Embora reconheça que tenha “cara de camafeu”, teme ficar rotulada como “a boa moça que só saber fazer o tipo risonho e bem-comportado”.

A carreira artística de Miriam Pacheco Freeland começou aos 4 anos, quando estudava balé clássico. Aos 9, colocou na cabeça que queria ser atriz. A estréia nos palcos aconteceu dois anos depois no espetáculo Passo a Paço, de Maria Clara Machado, sobre a história do Paço Imperial, no Centro do Rio. O trabalho em televisão começou com figuração em novelas como A Viagem (1994) e Cara e Coroa (1995), ambas da Globo.


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Miriam Freeland diz que interpretar Pagu mudou sua vida

André Bernardo
Da TV Press

09/05/2005 | 11:23


A atriz Miriam Freeland não hesita em afirmar que a polêmica Patrícia Galvão, a Pagu, interpretada por ela há mais de um ano em Um Só Coração, da Globo, mudou a sua vida. No campo profissional, ela acredita que seu desempenho na minissérie determinou a abertura de novas portas. Como, por exemplo, a da Record: a emissora convidou-a para interpretar Mila, uma das protagonistas de Essas Mulheres, de Marcílio Moraes. No âmbito pessoal, viver a musa da ala radical do Modernismo ajudou a atriz a se tornar uma mulher mais ousada, destemida e audaciosa.

Essa ousadia fez Miriam aceitar o convite da Record para sair do Rio e morar, provisoriamente, em São Paulo. “A Pagu bagunçou a minha vida, me ensinou a não ser tão legal o tempo todo. Afinal, a gente sempre desagrada alguém”, diz.

Aos 26 anos, Miriam continua sua sina de só fazer personagens de época. A Mila Duarte, de Essas Mulheres, é a quarta consecutiva – fez também a Candoca de O Cravo e a Rosa e a Beatriz de Esperança, ambas na Globo. Na trama da Record, a moça é tida como louca pela mãe, interpretada por Ana Beatriz Nogueira, justamente por questionar os valores morais impostos às mulheres de sua época.

Nesse sentido, Mila lembra uma certa ativista política que chegou a ser presa diversas vezes por pertencer ao Partido Comunista Brasileiro. “Optei pela sutileza na hora da composição. Seria mais fácil fazer a Mila queimando sutiãs em praça pública. Mas preferi fazê-la doce e ingênua”, afirma.

O convite para interpretar Mila partiu de Herval Rossano, quando ele ainda era o diretor responsável pela nova novela da Record. Juntos, os dois trabalharam num episódio do Você Decide, na Globo. A atriz aceitou e, na mesma hora, percorreu os sebos do Rio em busca dos três romances que inspiraram a novela de Marcílio Moraes: Senhora, Lucíola e Diva, de José de Alencar. “Comecei por Diva. Engoli o livro em poucas horas”, exagera.

Quando soube que Flávio Colatrello havia assumido o lugar de Herval Rossano na direção geral de Essas Mulheres, Miriam assustou-se. Na dúvida, pensou em ligar e se apresentar ao novo diretor. Não foi preciso. “No mesmo dia, ele me ligou, dizendo que sempre quis trabalhar comigo. Felizmente, a transição foi tranqüila”, diz, aliviada.

Apesar do pouco tempo de gravação, Miriam já começou a sentir na pele “a dor e a delícia” de interpretar a primeira protagonista da carreira. “Estou gravando muito, furiosamente. Tomara que o ritmo normalize logo”, afirma. A lamentar mesmo só a distância da filha Maria Helena, 6 anos. Para aplacar a saudade, pretende levá-la, de 15 em 15 dias, para São Paulo.

Outra saudade que Miriam admite sentir é a de atuar em uma trama contemporânea. A última foi Caça Talentos, novelinha infanto-juvenil protagonizada por Angélica e exibida em 1997 na Globo. Esteve também em dois folhetins exibidos pela Band: O Campeão e Perdidos de Amor. Embora reconheça que tenha “cara de camafeu”, teme ficar rotulada como “a boa moça que só saber fazer o tipo risonho e bem-comportado”.

A carreira artística de Miriam Pacheco Freeland começou aos 4 anos, quando estudava balé clássico. Aos 9, colocou na cabeça que queria ser atriz. A estréia nos palcos aconteceu dois anos depois no espetáculo Passo a Paço, de Maria Clara Machado, sobre a história do Paço Imperial, no Centro do Rio. O trabalho em televisão começou com figuração em novelas como A Viagem (1994) e Cara e Coroa (1995), ambas da Globo.

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