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A Venezuela sem Chávez

A morte de Hugo Chávez expõe ao mundo, mais uma vez, o já infeliz e consagrado jeito latino-americano de fazer política


Dgabc

09/03/2013 | 00:00


Artigo

A morte de Hugo Chávez expõe ao mundo, mais uma vez, o já infeliz e consagrado jeito latino-americano de fazer política, calcado na figura de personagem posado como salvador da pátria, e não sobre programa de governo. A Venezuela vive hoje a mesma comoção que já viveram argentinos por Evita e Perón, brasileiros por Vargas e Tancredo e outros povos da região por seus líderes mortos. Respeitadas as diferenças de tempo e lugar, é apenas uma avant-première do que se dará no dia em que morrer o octogenário Fidel Castro, apenas com a diferença de que o líder cubano deixará número maior de viúvas políticas e ideológicas, já que exportou a sua inviável revolução durante cinco décadas.

O polêmico Chávez surgiu no cenário político ao tentar golpe de Estado. Passou algum tempo na cadeia e, anistiado, entrou para a política e conseguiu falar a língua do povo. Governou por 14 anos o seu país, rico em petróleo e carente em produção de alimentos e manufaturados. Promoveu a redistribuição de renda, com programas sociais que hoje se alastram para outros países, inclusive o Brasil, mas não conseguiu atrair investimentos economicamente produtivos. Ninguém, a essa altura, é capaz de prever com segurança, o que será da Venezuela e do chavismo sem Chávez. Em 30 dias ocorrerá a eleição de outro presidente. Resta saber se o eleito conseguirá estabelecer a governabilidade num país cuja legislação e instituições foram moldadas para o manejo pessoal do líder morto.

Enquanto chefes de Estado, simpatizantes e o povo desfilam no concorrido velório e sepultamento, as forças políticas de Caracas estarão buscando as difíceis equações do momento. O país vive a crítica encruzilhada entre o certo e o duvidoso, o bom e o ruim, o lógico e o ilógico. E, apesar de todas as opiniões e solidariedade externas, isso só cabe aos próprios venezuelanos decidir e, logicamente, pagar o preço da decisão.

Tida durante muito tempo como ‘quintal' das grandes potências, a América Latina é sofrida por não ter cultura política sólida. Para nós, brasileiros, a Venezuela, além de vizinha e amiga, é excelente parceira comercial. Temos de torcer para que encontre o seu rumo e tanto esse país quando os outros da área sejam capazes de estabelecer o Estado, que é permanente, mais forte do que a figura dos governantes, que são efêmeros. Só assim, todos nós, um dia, deixaremos de ser incomodamente vistos como ‘repúblicas de bananas'.

Dirceu Cardoso Gonçalves é tenente e dirigente da Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo.

Palavra do leitor

Semáforo
Solicito a instalação de um farol para pedestre no cruzamento das ruas Santo André com Coronel Fernando Prestes. O semáforo lá existente é só para os carros, pois quando fecha para a Fernando Prestes, abre para a Santo André e os veículos podem virar nos dois sentidos, tornando, assim, perigosa a travessia, apesar da faixa de pedestres. Sugiro que seja feito igual ao farol existente na mesma Coronel Fernando Prestes, no cruzamento com a Avenida Perimetral. Ele já é automático, de duração menor, porém eficiente.
Luci Miliauskas
Santo André

Alvará
Com todo respeito e apreço que devemos ter ao Ministério Público, mas dar prazo de 180 dias para que a cidade e o Estado regularizem as vistorias junto ao Corpo de Bombeiros é, no mínimo, absurdo! Pois, como entes públicos, têm direito ao dobro do prazo estipulado na ação civil pública, ou seja, 360 dias. Todos os estudantes nas escolas municipais e estaduais em São Bernardo ficarão à mercê da sorte para que não aconteça nenhuma tragédia. Acredito que todas as repartições públicas no Grande ABC não têm o alvará dos bombeiros, não é exclusividade de São Bernardo. E, se têm, está engavetado, pois em nenhum lugar público que frequentei havia tal documento afixado e em local visível. Se é preciso ter, vamos acabar com a brincadeira e o faz de conta e pagar o valor da vistoria. Este é o Brasil, País sem alvará para funcionar.
Ailton Gomes
Ribeirão Pires

Adaptação
Adaptando uma velha piada, ficamos assim: FHC chama a todos para um passeio pela ferrovia que ele começou a construir e que integrará o Brasil. Durante o turno do Lula, a ferrovia acaba, então ele manda que se tirem os trilhos de trás e os coloquem na frente para continuar o passeio. No turno da Dilma, ela manda que Mantega feche as cortinas do trem e que todos comecem a se chacoalhar para fazer de conta que o trem está andando.
Lucília Simões
Capital

Resposta
Em resposta à carta da leitora Divanette Lorenzetti (Camilópolis, dia 7), a Prefeitura de Santo André esclarece que, de acordo com a programação dos serviços, os trabalhos de roçagem e capina na Rua Rio Claro, no bairro Camilópolis, foram executadas há três dias. Prioridade na administração, os serviços de limpeza e manutenção em Santo André vêm sendo intensificados. Desde a primeira quinzena de janeiro, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos reforçou as equipes que trabalham com capina e roçagem de parques e áreas verdes da cidade para liquidar 2 milhões de metros quadrados nas regiões carentes de intervenções.
Prefeitura de Santo André

Líderes mundiais
Que líderes mundiais dizem que estarão presentes ao funeral de Chávez? Se todos tiverem a estatura política e pessoal de um Ahmadinejad, de um Rafael Correa, Cristina Kirschner etc, e são todos líderes locais, não vejo onde estão esses líderes mundiais que apontam. Aliás, talvez para fazerem bonito com Dilma, Lula e Marco Aurélio top top Garcia, está sendo dedicado exagerado espaço para esse funeral, que vai durar sete dias na Venezuela, mas aqui, não!
Mara Montezuma Assaf
Capital

Chávez
Depois de Lênin, Mao Tsé-Tung e Ho Chi Min, chegou a vez de a América Latina ter sua ‘bela adormecida'.
Humberto de Luna Freire Filho
Capital

Se manca, Zé!
O caradurismo de certas pessoas é insulto e chega a envergonhar a Nação perante a si e aos demais países democráticos. O desprezo às leis e o deboche às instituições são as únicas explicações para o pedido tresloucado do condenado a dez anos e dez meses Zé Dirceu para sair do País para o funeral de um amigo. Parafraseando o grande Raul: ‘Ei Zé, vê se te orienta.'
Luiz Nusbaum
Capital



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