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Servidores de S.Bernardo protestam em frente à Câmara


Beto Silva/Tauana Marin

09/12/2010 | 07:07


 

As manifestações promovidas pelo SindServ (Sindicato dos Servidores) de São Bernardo, que reivindica abono de fim de ano e a conclusão do PCCS (Plano de Carreira, Cargos e Salários), não surtirá efeito, segundo o secretário de Administração e Modernização Administrativa, Valter Correia da Silva. Ele garantiu ontem, antes de se reunir novamente com a diretoria da entidade, que os servidores municipais não terão abono de fim de ano em 2010.

"Em nenhum momento ficou colocada essa reivindicação na mesa de negociação, que tem data-base em março, que é o momento acordado para discutir todos os benefícios. Não dá para ficar negociando o ano todo. Não tem sentido fazer essa discussão agora. Já estão definidos os investimentos deste ano. Não haverá abono", sentenciou Valter Correia, ao ressaltar que o SindServ criou expectativa nos funcionários.

Para conter novas manifestações e explicar a situação aos trabalhadores, a Prefeitura fará reuniões diretamente nos setores e estuda produzir panfletos informativos.

Sobre o atraso na finalização do PCCS, o qual deveria ser entregue para análise da Câmara até o fim do ano, o secretário observou que o sindicato também tem responsabilidade. "A cada informação nova há grande debate. É uma discussão muito complexa. Não dá para mandar qualquer Frankenstein para o Legislativo."

A manifestação de ontem reuniu, segundo o sindicato, cerca de 250 funcionários públicos de São Bernardo em frente ao Paço Municipal. Os participantes levavam faixas, apitos e panelas.

"O ato foi bastante positivo. Tínhamos que nos expressar de alguma forma, afinal, não estamos satisfeitos com a resposta negativa da Prefeitura em negar os benefícios aos trabalhadores", afirma o presidente do SindServ Carlos Roberto da Silva, o Ketu.

Hoje, o SindServ tem rodada de negociação com a Prefeitura. As partes deverão discutir plano de carreiras e salários para apresentarem propostas. "Essa reunião deve durar o dia todo. A ideia é ver em que pé que está a implementação desse projeto", acrescenta Ketu.

Mesmo assim, o presidente do sindicato acredita que neste ano mais nada será resolvido. "Isso não nos impede de termos prazos. Queremos garantia de que em janeiro as discussões terão continuidade", ressalta.

Na semana que vem, dia 15, haverá assembleia para sindicato e servidores discutirem as cláusulas que estarão na pauta de reivindicações de 2011 - já que a data-base da categoria é em 1º de março. "Depois da aprovação dos trabalhadores, vamos passar a pauta adiante", conta.

Desde fevereiro, a base vem realizando manifestos. No período, o SindServ congestionou toda a extensão da Rua Marechal Deodoro, no Centro. A entidade percorreu a via municipal para marcar o início da campanha salarial de 2010, que pedia reajuste de 16,5%.

Segundo Ketu, neste ano a categoria não obteve reajuste salarial linear, ou seja, o aumento de 6,2% não contemplou todos os 13 mil funcionários.



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Servidores de S.Bernardo protestam em frente à Câmara

Beto Silva/Tauana Marin

09/12/2010 | 07:07


 

As manifestações promovidas pelo SindServ (Sindicato dos Servidores) de São Bernardo, que reivindica abono de fim de ano e a conclusão do PCCS (Plano de Carreira, Cargos e Salários), não surtirá efeito, segundo o secretário de Administração e Modernização Administrativa, Valter Correia da Silva. Ele garantiu ontem, antes de se reunir novamente com a diretoria da entidade, que os servidores municipais não terão abono de fim de ano em 2010.

"Em nenhum momento ficou colocada essa reivindicação na mesa de negociação, que tem data-base em março, que é o momento acordado para discutir todos os benefícios. Não dá para ficar negociando o ano todo. Não tem sentido fazer essa discussão agora. Já estão definidos os investimentos deste ano. Não haverá abono", sentenciou Valter Correia, ao ressaltar que o SindServ criou expectativa nos funcionários.

Para conter novas manifestações e explicar a situação aos trabalhadores, a Prefeitura fará reuniões diretamente nos setores e estuda produzir panfletos informativos.

Sobre o atraso na finalização do PCCS, o qual deveria ser entregue para análise da Câmara até o fim do ano, o secretário observou que o sindicato também tem responsabilidade. "A cada informação nova há grande debate. É uma discussão muito complexa. Não dá para mandar qualquer Frankenstein para o Legislativo."

A manifestação de ontem reuniu, segundo o sindicato, cerca de 250 funcionários públicos de São Bernardo em frente ao Paço Municipal. Os participantes levavam faixas, apitos e panelas.

"O ato foi bastante positivo. Tínhamos que nos expressar de alguma forma, afinal, não estamos satisfeitos com a resposta negativa da Prefeitura em negar os benefícios aos trabalhadores", afirma o presidente do SindServ Carlos Roberto da Silva, o Ketu.

Hoje, o SindServ tem rodada de negociação com a Prefeitura. As partes deverão discutir plano de carreiras e salários para apresentarem propostas. "Essa reunião deve durar o dia todo. A ideia é ver em que pé que está a implementação desse projeto", acrescenta Ketu.

Mesmo assim, o presidente do sindicato acredita que neste ano mais nada será resolvido. "Isso não nos impede de termos prazos. Queremos garantia de que em janeiro as discussões terão continuidade", ressalta.

Na semana que vem, dia 15, haverá assembleia para sindicato e servidores discutirem as cláusulas que estarão na pauta de reivindicações de 2011 - já que a data-base da categoria é em 1º de março. "Depois da aprovação dos trabalhadores, vamos passar a pauta adiante", conta.

Desde fevereiro, a base vem realizando manifestos. No período, o SindServ congestionou toda a extensão da Rua Marechal Deodoro, no Centro. A entidade percorreu a via municipal para marcar o início da campanha salarial de 2010, que pedia reajuste de 16,5%.

Segundo Ketu, neste ano a categoria não obteve reajuste salarial linear, ou seja, o aumento de 6,2% não contemplou todos os 13 mil funcionários.

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