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Mauá atrasa ciclofaixas pela 2ª vez

Trecho de 5,5 quilômetros até a divisa com Ribeirão Pires só ficará pronto em dezembro


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

27/07/2012 | 07:00


Prometido para março, o percurso de 5,5 quilômetros para ciclistas em Mauá só deverá ficar pronto no fim do ano. As vias ligarão a Avenida Papa João XXIII, no bairro Sertãozinho, até a divisa com Ribeirão Pires. O trajeto será formado por ciclofaixas e ciclorrotas - locais onde as bicicletas não terão espaço delimitado, mas a sinalização indica a preferência dos veículos não motorizados.

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Renato Moreira dos Santos, afirma que o atraso se deve ao programa de recapeamento das principais vias do município. Apesar da justificativa, dos pontos por onde a rota passará, apenas a Avenida José Ricardo Nalle já passou pela pavimentação.

Das 11 vias, existem pequenos trechos de ciclofaixas na Avenida do Manacá e na Rua das Magnólias. A pista, no entanto, não é respeitada por motoristas, que transitam normalmente pelo local reservado. Diversos tachões que separam a faixa foram retirados. Também é comum encontrar veículos estacionados nas ciclofaixas.

Segundo um morador da Avenida do Manacá que não quis se identificar, uma das soluções para evitar que os veículos invadam a pista dos ciclistas seria proibir os estacionamentos do lado oposto. "O pessoal estaciona o carro e aí não há espaço para passar. Nesse caso, ou você come a faixa para bicicleta ou sai arrancando retrovisores", critica.

Na Avenida Papa João XXIII, a ciclovia está inacabada, sem sinalização de solo e com muitos buracos. Nas demais ruas por onde segue o percurso, as placas indicando rota de ciclistas não são respeitadas. Nesses locais, também é comum ver deformações no solo e carros estacionados. Em nenhum momento foram vistos agentes de trânsito para fiscalizar as irregularidades.

Por conta da má qualidade do caminho, são poucos os ciclistas que trafegam pela rota. A equipe do Diário percorreu todo o trecho ao longo de uma hora e meia e viu apenas 15 bicicletas, aproximadamente. Algumas, inclusive, trafegavam pelo lado oposto. Na Avenida José Ricardo Nalle, que também faz parte do trajeto, não há sinalização.

"Para nós, que utilizamos a bicicleta como meio de transporte, seria muito bom se houvesse pistas adequadas. Isso incentivaria o uso e tiraria automóveis das ruas", avalia o ajudante geral José do Nascimento Correa.



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Mauá atrasa ciclofaixas pela 2ª vez

Trecho de 5,5 quilômetros até a divisa com Ribeirão Pires só ficará pronto em dezembro

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

27/07/2012 | 07:00


Prometido para março, o percurso de 5,5 quilômetros para ciclistas em Mauá só deverá ficar pronto no fim do ano. As vias ligarão a Avenida Papa João XXIII, no bairro Sertãozinho, até a divisa com Ribeirão Pires. O trajeto será formado por ciclofaixas e ciclorrotas - locais onde as bicicletas não terão espaço delimitado, mas a sinalização indica a preferência dos veículos não motorizados.

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Renato Moreira dos Santos, afirma que o atraso se deve ao programa de recapeamento das principais vias do município. Apesar da justificativa, dos pontos por onde a rota passará, apenas a Avenida José Ricardo Nalle já passou pela pavimentação.

Das 11 vias, existem pequenos trechos de ciclofaixas na Avenida do Manacá e na Rua das Magnólias. A pista, no entanto, não é respeitada por motoristas, que transitam normalmente pelo local reservado. Diversos tachões que separam a faixa foram retirados. Também é comum encontrar veículos estacionados nas ciclofaixas.

Segundo um morador da Avenida do Manacá que não quis se identificar, uma das soluções para evitar que os veículos invadam a pista dos ciclistas seria proibir os estacionamentos do lado oposto. "O pessoal estaciona o carro e aí não há espaço para passar. Nesse caso, ou você come a faixa para bicicleta ou sai arrancando retrovisores", critica.

Na Avenida Papa João XXIII, a ciclovia está inacabada, sem sinalização de solo e com muitos buracos. Nas demais ruas por onde segue o percurso, as placas indicando rota de ciclistas não são respeitadas. Nesses locais, também é comum ver deformações no solo e carros estacionados. Em nenhum momento foram vistos agentes de trânsito para fiscalizar as irregularidades.

Por conta da má qualidade do caminho, são poucos os ciclistas que trafegam pela rota. A equipe do Diário percorreu todo o trecho ao longo de uma hora e meia e viu apenas 15 bicicletas, aproximadamente. Algumas, inclusive, trafegavam pelo lado oposto. Na Avenida José Ricardo Nalle, que também faz parte do trajeto, não há sinalização.

"Para nós, que utilizamos a bicicleta como meio de transporte, seria muito bom se houvesse pistas adequadas. Isso incentivaria o uso e tiraria automóveis das ruas", avalia o ajudante geral José do Nascimento Correa.

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