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Passageiro pagará por
integração em Diadema

Baldeação sem custos nos 2 terminais da EMTU na cidade
era feita desde 1991; o valor cobrado ainda não foi definido


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

20/07/2012 | 07:00


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) suspendeu a liminar que mantinha a gratuidade na baldeação do sistema municipal para o trólebus nos dois terminais da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) de Diadema. A empresa ainda não definiu quando a conexão começará a ser cobrada.

Cerca de 40 mil passageiros fazem diariamente a integração com o Corredor ABD, que liga a região aos bairros de São Mateus, Jabaquara e Brooklin, na Capital. A tarifa do trólebus é de R$ 3,10, enquanto a do ônibus municipal é de R$ 2,80. Os dois terminais são os únicos que ainda oferecem a baldeação sem custos.

A gratuidade na integração era garantida desde 1991 por meio de convênio celebrado entre a EMTU e a Prefeitura de Diadema. Em novembro, a empresa estadual sinalizou à administração municipal a intenção de alterar o acordo. A proposta feita ao município foi a de cobrar R$ 1 pela baldeação em cada sentido de viagem. A modificação sugerida foi rejeitada pelo prefeito Mário Reali (PT).

A argumentação dada pela EMTU para cobrar pela integração é  que a gratuidade provoca desequilíbrio financeiro no sistema. Segundo a empresa, se considerada a tarifa de R$ 1, o prejuízo anual do Estado é de R$ 14 milhões. Se levada em conta a passagem de R$ 2,95, que é o valor cobrado pela conexão em outros terminais, o prejuízo passa a ser de R$ 42,4 milhões ao ano. A estatal justifica que a gratuidade faria com que fosse necessário aumentar a tarifa em todo o corredor. A EMTU menciona também os investimentos feitos nas linhas do sistema.

Em fevereiro, o Estado anunciou que a baldeação gratuita acabaria no dia 10 de abril. Diante da falta de acordo entre Prefeitura e Estado, o MP (Ministério Público) entrou com liminar no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) para manter o convênio nos mesmos moldes. A ação foi acatada pelo tribunal. 
A Prefeitura de Diadema informa que ainda não foi notificada oficialmente sobre a decisão. A administração afirma que o departamento jurídico estuda medidas para evitar a mudança.

Já a EMTU informa que recebeu a notificação, e que, a partir de agora, "atualizará os estudos técnicos sobre o assunto em questão para verificar quais os procedimentos a serem seguidos". Ainda não há data para o início da cobrança. A empresa também não definiu se o valor cobrado será de R$ 1 ou de R$ 2,95.

São Caetano quer integração com a CPTM

A Prefeitura de São Caetano negocia com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) a criação de integração tarifária entre os ônibus municipais e a rede ferroviária. A Câmara Municipal já aprovou o projeto de lei enviado pelo Executivo que autoriza a celebração do convênio.

A estimativa da Prefeitura é de que o acordo seja definido em cerca de 15 dias. Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Iliomar Darronqui, ainda falta ser decidido o valor do desconto e a responsabilidade pela instalação de catracas adaptadas na estação rodoferroviária. Darronqui estima, no entanto, que o contrato deve ser semelhante ao que já funciona em Barueri, Jandira e Itapevi, na Grande São Paulo. Nesses locais, quem sai do sistema municipal e embarca na CPTM com o cartão Benfácil tem desconto de cerca de 25%. A integração deve ter início entre setembro e outubro.



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Passageiro pagará por
integração em Diadema

Baldeação sem custos nos 2 terminais da EMTU na cidade
era feita desde 1991; o valor cobrado ainda não foi definido

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

20/07/2012 | 07:00


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) suspendeu a liminar que mantinha a gratuidade na baldeação do sistema municipal para o trólebus nos dois terminais da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) de Diadema. A empresa ainda não definiu quando a conexão começará a ser cobrada.

Cerca de 40 mil passageiros fazem diariamente a integração com o Corredor ABD, que liga a região aos bairros de São Mateus, Jabaquara e Brooklin, na Capital. A tarifa do trólebus é de R$ 3,10, enquanto a do ônibus municipal é de R$ 2,80. Os dois terminais são os únicos que ainda oferecem a baldeação sem custos.

A gratuidade na integração era garantida desde 1991 por meio de convênio celebrado entre a EMTU e a Prefeitura de Diadema. Em novembro, a empresa estadual sinalizou à administração municipal a intenção de alterar o acordo. A proposta feita ao município foi a de cobrar R$ 1 pela baldeação em cada sentido de viagem. A modificação sugerida foi rejeitada pelo prefeito Mário Reali (PT).

A argumentação dada pela EMTU para cobrar pela integração é  que a gratuidade provoca desequilíbrio financeiro no sistema. Segundo a empresa, se considerada a tarifa de R$ 1, o prejuízo anual do Estado é de R$ 14 milhões. Se levada em conta a passagem de R$ 2,95, que é o valor cobrado pela conexão em outros terminais, o prejuízo passa a ser de R$ 42,4 milhões ao ano. A estatal justifica que a gratuidade faria com que fosse necessário aumentar a tarifa em todo o corredor. A EMTU menciona também os investimentos feitos nas linhas do sistema.

Em fevereiro, o Estado anunciou que a baldeação gratuita acabaria no dia 10 de abril. Diante da falta de acordo entre Prefeitura e Estado, o MP (Ministério Público) entrou com liminar no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) para manter o convênio nos mesmos moldes. A ação foi acatada pelo tribunal. 
A Prefeitura de Diadema informa que ainda não foi notificada oficialmente sobre a decisão. A administração afirma que o departamento jurídico estuda medidas para evitar a mudança.

Já a EMTU informa que recebeu a notificação, e que, a partir de agora, "atualizará os estudos técnicos sobre o assunto em questão para verificar quais os procedimentos a serem seguidos". Ainda não há data para o início da cobrança. A empresa também não definiu se o valor cobrado será de R$ 1 ou de R$ 2,95.

São Caetano quer integração com a CPTM

A Prefeitura de São Caetano negocia com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) a criação de integração tarifária entre os ônibus municipais e a rede ferroviária. A Câmara Municipal já aprovou o projeto de lei enviado pelo Executivo que autoriza a celebração do convênio.

A estimativa da Prefeitura é de que o acordo seja definido em cerca de 15 dias. Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Iliomar Darronqui, ainda falta ser decidido o valor do desconto e a responsabilidade pela instalação de catracas adaptadas na estação rodoferroviária. Darronqui estima, no entanto, que o contrato deve ser semelhante ao que já funciona em Barueri, Jandira e Itapevi, na Grande São Paulo. Nesses locais, quem sai do sistema municipal e embarca na CPTM com o cartão Benfácil tem desconto de cerca de 25%. A integração deve ter início entre setembro e outubro.

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