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PT corre por aval jurídico a Gilson

Cúpula do partido faz lobby em Brasília para livrar vice da Lei da Ficha Limpa


Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

01/06/2012 | 07:00


A alta cúpula do PT de Diadema se movimentou para obter o aval jurídico que garanta a manutenção do vice-prefeito Gilson Menezes (PSB) ao lado do prefeito Mário Reali (PT) na chapa que buscará a reeleição em outubro. Reali foi para Brasília nesta semana para, além de pleitear recursos para Diadema, tentar conquistar documento liberando o socialista a ingressar na corrida eleitoral sem temer a Ficha Limpa.

Os mentores da campanha petista buscam documento atestando a viabilidade jurídica de Gilson antes do dia 23, quando acontecerá a convenção do PT que homologará a chapa majoritária. A pressa é para que, caso o socialista seja enquadrado na Ficha Limpa, haja tempo hábil de discussão para o substituto do ex-prefeito por dois mandatos.

Lideranças petistas negam que haja plano B em andamento. Mas, nos últimos dias, três nomes ganharam força para ocupar o posto de Gilson - escolhido para se manter vice de Reali no início de maio. Os vereadores Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), e José Antônio da Silva (PT), além do chefe de Gabinete da Prefeitura, Osvaldo Misso (PT), são alternativas comentadas nos corredores do Paço. Os parlamentares têm ligeira vantagem sobre Misso, porque o homem-forte da administração Reali responde por processos na Justiça de quando foi secretário de Serviços e Obras na prefeitura de São Paulo, na gestão da hoje senadora Marta Suplicy (PT), e que podem complicá-lo juridicamente.

A escolha de algum desses três nomes abriria cisão no bloco governista. Os partidos aliados aceitaram a contragosto a manutenção de Gilson - muitos alegaram que o atual vice-prefeito não representa o arco de alianças. Apesar de sinais de rebeldia, Reali controlou a base aliada com discurso de manutenção da chapa vencedora e com compromisso de reabrir os debates caso Gilson fosse enquadrado na Ficha Limpa. O PSB também causaria tumulto, porque acredita que a vice foi entregue ao partido, e não para Gilson - dirigentes petistas garantem que a vaga, hoje, pertence exclusivamente ao político.

A corrida pelo aval jurídico ao socialista decorre justamente da ciência da alta cúpula do governo da possibilidade de racha incontrolável se o atual panorama for alterado.

Presidente do PT municipal, Josemundo Queiroz, o Josa, refutou a existência de tratativas para alternativa a Gilson e reafirmou que se o atual vice não tiver condições jurídicas de disputar o pleito, a discussão será reconduzida aos aliados. "Estamos trabalhando pela manutenção da chapa Reali e Gilson. E ela só não se concretiza caso haja mudanças de ordem jurídica."



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PT corre por aval jurídico a Gilson

Cúpula do partido faz lobby em Brasília para livrar vice da Lei da Ficha Limpa

Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

01/06/2012 | 07:00


A alta cúpula do PT de Diadema se movimentou para obter o aval jurídico que garanta a manutenção do vice-prefeito Gilson Menezes (PSB) ao lado do prefeito Mário Reali (PT) na chapa que buscará a reeleição em outubro. Reali foi para Brasília nesta semana para, além de pleitear recursos para Diadema, tentar conquistar documento liberando o socialista a ingressar na corrida eleitoral sem temer a Ficha Limpa.

Os mentores da campanha petista buscam documento atestando a viabilidade jurídica de Gilson antes do dia 23, quando acontecerá a convenção do PT que homologará a chapa majoritária. A pressa é para que, caso o socialista seja enquadrado na Ficha Limpa, haja tempo hábil de discussão para o substituto do ex-prefeito por dois mandatos.

Lideranças petistas negam que haja plano B em andamento. Mas, nos últimos dias, três nomes ganharam força para ocupar o posto de Gilson - escolhido para se manter vice de Reali no início de maio. Os vereadores Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), e José Antônio da Silva (PT), além do chefe de Gabinete da Prefeitura, Osvaldo Misso (PT), são alternativas comentadas nos corredores do Paço. Os parlamentares têm ligeira vantagem sobre Misso, porque o homem-forte da administração Reali responde por processos na Justiça de quando foi secretário de Serviços e Obras na prefeitura de São Paulo, na gestão da hoje senadora Marta Suplicy (PT), e que podem complicá-lo juridicamente.

A escolha de algum desses três nomes abriria cisão no bloco governista. Os partidos aliados aceitaram a contragosto a manutenção de Gilson - muitos alegaram que o atual vice-prefeito não representa o arco de alianças. Apesar de sinais de rebeldia, Reali controlou a base aliada com discurso de manutenção da chapa vencedora e com compromisso de reabrir os debates caso Gilson fosse enquadrado na Ficha Limpa. O PSB também causaria tumulto, porque acredita que a vice foi entregue ao partido, e não para Gilson - dirigentes petistas garantem que a vaga, hoje, pertence exclusivamente ao político.

A corrida pelo aval jurídico ao socialista decorre justamente da ciência da alta cúpula do governo da possibilidade de racha incontrolável se o atual panorama for alterado.

Presidente do PT municipal, Josemundo Queiroz, o Josa, refutou a existência de tratativas para alternativa a Gilson e reafirmou que se o atual vice não tiver condições jurídicas de disputar o pleito, a discussão será reconduzida aos aliados. "Estamos trabalhando pela manutenção da chapa Reali e Gilson. E ela só não se concretiza caso haja mudanças de ordem jurídica."

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