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Vila Comunitária recebe
escrituras após 29 anos

Cinquenta famílias do bairro de S.Bernardo comemoram a
regularização de suas casas construídas por elas mesmas


Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

20/11/2011 | 07:00


Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte. Que vivam do ontem, do hoje, em função do depois. O trecho da canção Oração pela Família, do Padre Zezinho, ganhou significado especial durante festa realizada ontem na Vila Comunitária, em São Bernardo. A comunidade cantou como se fosse hino e comemorou dia histórico. Após 29 anos de luta, finalmente 50 famílias receberam as escrituras de suas casas, construídas tijolo por tijolo pelos próprios moradores.

"Tínhamos um sonho e acreditamos que podíamos realizá-lo. Hoje (ontem) provamos que é possível viver com dignidade", afirmou a cozinheira Maria Regina de Souza, 69 anos, que celebrou a ‘certidão de nascimento' de seu lar. Pela mesma luta passou Waldir Cruz, 55, o Madruga dos programas Altas Horas e Jô Soares da Globo. Ele cresceu na Vila Comunitária e hoje visita a filha no imóvel que ajudou a constuir. "Enfrentamos vários sistemas políticos e, no fim, a necessidade de moradia falou mais alto do que o interesse de qualquer partido. A escritura significa mais que um documento, é a concretização da nossa história."

E história o casal Cecília e Joaquim Alves, 90, tem de sobra. "Estou muito feliz de ver que as pessoas conseguiram o que tanto sonharam. Minha neta mora na casa que foi minha. Tenho vontade de voltar", disse a aposentada.

O pastor da vila também se lembra dos obstáculos que a população enfrentou para ter a situação regularizada. "Ver as senhoras carregando tijolos é sensação indescritível. Dou mais valor à minha casa, não a vendo por nada nesse mundo", garantiu Edemilson da Costa, 42. O presidente da Associação de Construção Comunitária por Mutirão, Inácio Guimarães, destacou a participação das mulheres na construção dos imóveis. "Foram fortes e transformaram a Vila Comunitária em exemplo."

As famílias receberam as escrituras das mãos do prefeito Luiz Marinho (PT), que elogiou a comunidade. "Eles são organizados. A regularização é processo difícil, demorado", comentou o prefeito, que prometeu ainda resolver a situação de mais 130 loteamentos irregulares na cidade. A Vila Comunitária foi a primeira do Programa de Regularização Fundiária a ser contemplada.



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Vila Comunitária recebe
escrituras após 29 anos

Cinquenta famílias do bairro de S.Bernardo comemoram a
regularização de suas casas construídas por elas mesmas

Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

20/11/2011 | 07:00


Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte. Que vivam do ontem, do hoje, em função do depois. O trecho da canção Oração pela Família, do Padre Zezinho, ganhou significado especial durante festa realizada ontem na Vila Comunitária, em São Bernardo. A comunidade cantou como se fosse hino e comemorou dia histórico. Após 29 anos de luta, finalmente 50 famílias receberam as escrituras de suas casas, construídas tijolo por tijolo pelos próprios moradores.

"Tínhamos um sonho e acreditamos que podíamos realizá-lo. Hoje (ontem) provamos que é possível viver com dignidade", afirmou a cozinheira Maria Regina de Souza, 69 anos, que celebrou a ‘certidão de nascimento' de seu lar. Pela mesma luta passou Waldir Cruz, 55, o Madruga dos programas Altas Horas e Jô Soares da Globo. Ele cresceu na Vila Comunitária e hoje visita a filha no imóvel que ajudou a constuir. "Enfrentamos vários sistemas políticos e, no fim, a necessidade de moradia falou mais alto do que o interesse de qualquer partido. A escritura significa mais que um documento, é a concretização da nossa história."

E história o casal Cecília e Joaquim Alves, 90, tem de sobra. "Estou muito feliz de ver que as pessoas conseguiram o que tanto sonharam. Minha neta mora na casa que foi minha. Tenho vontade de voltar", disse a aposentada.

O pastor da vila também se lembra dos obstáculos que a população enfrentou para ter a situação regularizada. "Ver as senhoras carregando tijolos é sensação indescritível. Dou mais valor à minha casa, não a vendo por nada nesse mundo", garantiu Edemilson da Costa, 42. O presidente da Associação de Construção Comunitária por Mutirão, Inácio Guimarães, destacou a participação das mulheres na construção dos imóveis. "Foram fortes e transformaram a Vila Comunitária em exemplo."

As famílias receberam as escrituras das mãos do prefeito Luiz Marinho (PT), que elogiou a comunidade. "Eles são organizados. A regularização é processo difícil, demorado", comentou o prefeito, que prometeu ainda resolver a situação de mais 130 loteamentos irregulares na cidade. A Vila Comunitária foi a primeira do Programa de Regularização Fundiária a ser contemplada.

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