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Com mais espaço com Dorival Júnior, Vitor Bueno quer fazer história no Santos



18/08/2016 | 06:30


Nascido em Monte Alto, no interior de São Paulo, Vitor Bueno adota o estilo garoto do interior. Discreto em meio aos badalados Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Gabriel, o meia de 21 anos se torna cada dia mais importante para o time do Santos, parece ser um coadjuvante de luxo para as estrelas e que a cada dia se aproxima do protagonismo.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, ele assegura não pensar em deixar o clube neste momento, fala das comparações com Raí e de seu crescimento tão rápido no time alvinegro.

Você vê o time do Santos em reais condições de título?

Difícil projetar o futuro, mas posso te garantir que a confiança é grande para se manter na parte de cima da tabela e conseguir, pelo menos, uma vaga na Libertadores do ano que vem. O negócio é manter os pés no chão e pensar um jogo de cada vez.

Mas o Santos tem elenco para suportar um Brasileiro lá em cima e ir bem na Copa do Brasil?

Já provamos que sim. Quando os meninos (Zeca, Thiago Maia e Gabriel) foram para a seleção olímpica, falaram que a gente ia cair, mas quem entrou deu conta do recado e isso se repetiu na Copa América (quando Lucas Lima e Gabriel foram convocados e Ricardo Oliveira sofreu uma lesão). O pessoal fica meio assim pelo fato de termos um elenco jovem, mas não significa que falta qualidade. Todo mundo treina esperando a oportunidade e quando entra, vai bem.

Como você avalia o seu desempenho e a sua importância para o time nesta temporada?

Acredito que eu tenha ido bem. No Brasileiro, ajudei o time com alguns gols (oito no total, dois a menos do que o artilheiro do Brasileiro, Gabriel Jesus) e assistências. Espero continuar assim e ajudar o Santos a chegar ao topo. Eu não crio meta de gols e nem nada. Como disse, penso jogo a jogo.

Antes do Santos, você já rodou um pouquinho...

Sim. Comecei no Monte Azul, joguei uma Copa São Paulo, fui emprestado ao Bahia, onde fiquei dois anos, e voltei para disputar mais uma Copinha no Monte Azul. Meu contrato acabou e fui para o Botafogo, de Ribeirão Preto, onde subi para o profissional, joguei o Paulista de 2015, me destaquei e vim para o Santos.

No Botafogo, faziam muitas comparações entre você e o Raí, ex-São Paulo. Acha que tem algumas semelhanças?

O Raí já falou algumas vezes sobre meu estilo e me elogiou bastante em entrevistas. Existia mesmo a comparação por termos estilos parecidos, falavam em Ribeirão Preto que eu poderia ser o novo Raí, mas é claro que não dá para comparar. Raí foi um craque. Além disso, quero fazer o meu nome no futebol.

Você chegou ao Santos para o time B e, em menos de um mês, foi para o profissional, passado um tempo, virou titular e não saiu mais. Esperava que tudo fosse tão rápido?

É claro que eu cheguei pensando em ser utilizado no time de cima, mas sendo bem honesto, não imaginei que seria tão rápido. As coisas foram acontecendo naturalmente e quando percebi, eu era titular do Santos e estava marcando gols.

Embora você viva um bom momento, as atenções e cobranças ficam mais em cima de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira. Você gosta ou te incomoda isso?

Eu acho que a torcida e a imprensa podem até pensar assim, mas nós não podemos achar que eles vão resolver o jogo sempre. Temos jogadores de qualidade e não tem motivo para deixar tudo nas costas deles. Concordo que o foco fica em cima dos três, até por serem jogadores de seleção e não me preocupo em ser estrela ou protagonista.

Muitos jogadores do Santos estão na mira de grandes da Europa. Você também espera ser negociado em breve?

Sinceramente, não. Quero jogar e fazer história no Santos. Acabei de renovar contrato justamente porque não quero só passar por aqui. Espero conquistar coisas importantes e depois, se for para ir jogar na Europa, vai acontecer, mas não acho que é momento de pensar nisso.

Ao contrário de seus colegas, que pintam o cabelo, fazem penteados extravagantes, têm tatuagens, etc, você é mais discreto. Ou é impressão?

(Risos) Eu sempre fui um cara calmo mesmo. Tenho meu estilo próprio e gosto de me vestir bem quando não estou no futebol. Não uso brinco, tatuagem e nem nada, mas respeito quem gosta. Só não é muito meu estilo e não vou mudar por estar em um time grande.

Não gosta de provocar os rivais, como Lucas Lima e Gabriel?

Fico na minha, mas o futebol está muito chato. Não pode falar nada que tudo vira polêmica. Os jogadores brincam um com o outro, termina o jogo e vão jantar juntos. As pessoas precisam parar de achar que tudo é motivo de briga.



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