Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 22 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Fusão de Saned com Sabesp, Caed abrirá em 2012


Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

31/10/2011 | 07:00


A Companhia de Água e Esgoto de Diadema, empresa fruto da fusão da Saned com a Sabesp, entrará em funcionamento somente em 2012. A Caed deveria ter sido inaugurada neste mês, segundo previsão inicial da Prefeitura. Porém, nem mesmo o estatuto da autarquia foi finalizado.

"A previsão inicial estava equivocada. A companhia deve abrir no meio de janeiro, depois que encerrarmos o estatuto", comentou o secretário de Assuntos Jurídicos de Diadema, Airton Germano, que tem liderado as discussões legais para a implementação da empresa. O documento serve para definir diretrizes da Caed, como estruturação administrativa e finalidade.

Com dívida de R$ 685 milhões e sob risco de a Saned ser absorvida pela Sabesp para quitar parte do passivo, a Prefeitura encaminhou o projeto de fusão entre as autarquias para tentar, pelo menos, manter metade do controle da companhia responsável pelo fornecimento de água e coleta de esgoto da cidade.

A Caed será gerida também pelo governo do Estado, que deverá nomear integrantes do PSDB - principal rival do PT, do prefeito Mário Reali - para cargos de alto escalão na empresa. Até por isso, a nomeação do superintendente está guardada a sete chaves pelo chefe do Executivo. Reali já disse em entrevistas que a atual diretora-presidente da Saned, Neuceli Bonafé Boccato, seria candidata natural ao posto, mas não descartou rever a postura.

"A nomeação será a última coisa que vamos fazer. Se falamos o nome agora, abre-se espaço para especulações desnecessárias dentro de uma autarquia recém-criada", avaliou Germano.

O passivo de R$ 685 milhões não será quitado integralmente pela fusão. O projeto prevê amortização de 75% do montante, deixando sobra de R$ 175 milhões a ser paga pela Prefeitura - o valor será fracionado em 30 anos. Durante as negociações com o governo estadual, Reali tentou zerar o débito ao ceder metade da companhia ao Estado, mas o ex-governador José Serra (PSDB) se mostrou irredutível.

Apesar da aprovação da proposta e sanção do prefeito para a criação da Caed, a Saned ainda continuará atuando na cidade por mais dois anos. A estimativa do governo é que a autarquia se mantenha aberta com o objetivo de capitalizar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal, que já foram destinados para Diadema.

A principal obra financiada com recursos do PAC é a construção do coletor-tronco Curral Grande, em obras desde 2008 na região do Corredor ABD. O investimento federal está estimado em R$ 6 milhões. A intervenção era para ser entregue em maio do ano passado, porém, até agora não foi concluída.

Criada em 1994 pelo ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT), a Saned será enxugada. Atualmente trabalha com 300 funcionários. Após implementação da Caed, deverá contar com cinco servidores, que irão gerir os contratos fechados pelo PAC.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Fusão de Saned com Sabesp, Caed abrirá em 2012

Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

31/10/2011 | 07:00


A Companhia de Água e Esgoto de Diadema, empresa fruto da fusão da Saned com a Sabesp, entrará em funcionamento somente em 2012. A Caed deveria ter sido inaugurada neste mês, segundo previsão inicial da Prefeitura. Porém, nem mesmo o estatuto da autarquia foi finalizado.

"A previsão inicial estava equivocada. A companhia deve abrir no meio de janeiro, depois que encerrarmos o estatuto", comentou o secretário de Assuntos Jurídicos de Diadema, Airton Germano, que tem liderado as discussões legais para a implementação da empresa. O documento serve para definir diretrizes da Caed, como estruturação administrativa e finalidade.

Com dívida de R$ 685 milhões e sob risco de a Saned ser absorvida pela Sabesp para quitar parte do passivo, a Prefeitura encaminhou o projeto de fusão entre as autarquias para tentar, pelo menos, manter metade do controle da companhia responsável pelo fornecimento de água e coleta de esgoto da cidade.

A Caed será gerida também pelo governo do Estado, que deverá nomear integrantes do PSDB - principal rival do PT, do prefeito Mário Reali - para cargos de alto escalão na empresa. Até por isso, a nomeação do superintendente está guardada a sete chaves pelo chefe do Executivo. Reali já disse em entrevistas que a atual diretora-presidente da Saned, Neuceli Bonafé Boccato, seria candidata natural ao posto, mas não descartou rever a postura.

"A nomeação será a última coisa que vamos fazer. Se falamos o nome agora, abre-se espaço para especulações desnecessárias dentro de uma autarquia recém-criada", avaliou Germano.

O passivo de R$ 685 milhões não será quitado integralmente pela fusão. O projeto prevê amortização de 75% do montante, deixando sobra de R$ 175 milhões a ser paga pela Prefeitura - o valor será fracionado em 30 anos. Durante as negociações com o governo estadual, Reali tentou zerar o débito ao ceder metade da companhia ao Estado, mas o ex-governador José Serra (PSDB) se mostrou irredutível.

Apesar da aprovação da proposta e sanção do prefeito para a criação da Caed, a Saned ainda continuará atuando na cidade por mais dois anos. A estimativa do governo é que a autarquia se mantenha aberta com o objetivo de capitalizar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal, que já foram destinados para Diadema.

A principal obra financiada com recursos do PAC é a construção do coletor-tronco Curral Grande, em obras desde 2008 na região do Corredor ABD. O investimento federal está estimado em R$ 6 milhões. A intervenção era para ser entregue em maio do ano passado, porém, até agora não foi concluída.

Criada em 1994 pelo ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT), a Saned será enxugada. Atualmente trabalha com 300 funcionários. Após implementação da Caed, deverá contar com cinco servidores, que irão gerir os contratos fechados pelo PAC.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;