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Paulo Marinho cita 'devassa' em contas e pede investigação

Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresário se disse 'perplexo' com a possibilidade de invasão de suas finanças



22/05/2020 | 07:49


Após as afirmações que fez envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quem é suplente, o empresário Paulo Marinho prestou na quinta-feira, 21, depoimento no Ministério Público Federal sobre suspeita de vazamento de informações da Operação Furna da Onça. Durante o depoimento, a defesa do empresário e pré-candidato à prefeitura do Rio pelo PSDB pediu ao MPF que investigue informações de que suas contas bancárias estariam sido alvo de uma "devassa" em represália às suas declarações.

Marinho se disse "perplexo" com a possibilidade de invasão de suas contas. Segundo o site O Antagonista, "algum poderoso de Brasília" estaria demandando informalmente dados bancários do empresário. "Eu solicitei ao procurador que tomasse as providências e apurasse", disse Marinho após deixar a sede do MPF no Rio.

Ele e sua defesa não deram detalhes sobre o que seria a suposta devassa nas suas contas bancárias.

Na eleição de 2018, o patrimônio declarado do candidato a suplente era de R$ 752,7 mil. A lista de bens não inclui, por exemplo, a casa no Jardim Botânico, zona sul do Rio, que serviu como uma espécie de bunker para a campanha de Bolsonaro. Isso porque a residência e outros bens do empresário estão no nome de sua esposa.

A estratégia seria uma forma de impedir bloqueios de bens na Justiça, já que Marinho enfrenta vários processos envolvendo antigos negócios, como os feitos em parceria com Nelson Tanure, de quem já foi sócio no estaleiro Verolme e com quem trabalhou no Jornal do Brasil. Os dois viraram inimigos na Justiça, onde também responderam a processos movidos por antigos funcionários.

Ao deixar a Procuradoria-Geral, Marinho disse que deixou provas de suas declarações com os procuradores, mas que não poderia revelar mais nada. "Reproduzi o meu depoimento de ontem (anteontem, à Polícia Federal) com riqueza de detalhes maior porque a investigação aqui é mais ampla. Trouxe provas, deixei nas mãos do procurador. E ele me recomendou que eu, igualmente ao depoimento de ontem, não declarasse ou divulgasse o teor."

Entre as provas que podem ter sido apresentadas por Marinho estão papéis que comprovem a realização de reuniões entre ele, Flávio e outros aliados que ele citou em entrevista publicada no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo. À publicação, Marinho relatou que Flávio teria recebido, de um delegado da Polícia Federal, informações vazadas sobre uma investigação que poderia atingir seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

O procurador Eduardo Benones disse que o conteúdo apresentado por Marinho é significativo e faz com que as investigações continuem. "Foi produtivo. No mínimo temos razão para continuar as investigações." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Paulo Marinho cita 'devassa' em contas e pede investigação

Empresário se disse 'perplexo' com a possibilidade de invasão de suas finanças


22/05/2020 | 07:49


Após as afirmações que fez envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quem é suplente, o empresário Paulo Marinho prestou na quinta-feira, 21, depoimento no Ministério Público Federal sobre suspeita de vazamento de informações da Operação Furna da Onça. Durante o depoimento, a defesa do empresário e pré-candidato à prefeitura do Rio pelo PSDB pediu ao MPF que investigue informações de que suas contas bancárias estariam sido alvo de uma "devassa" em represália às suas declarações.

Marinho se disse "perplexo" com a possibilidade de invasão de suas contas. Segundo o site O Antagonista, "algum poderoso de Brasília" estaria demandando informalmente dados bancários do empresário. "Eu solicitei ao procurador que tomasse as providências e apurasse", disse Marinho após deixar a sede do MPF no Rio.

Ele e sua defesa não deram detalhes sobre o que seria a suposta devassa nas suas contas bancárias.

Na eleição de 2018, o patrimônio declarado do candidato a suplente era de R$ 752,7 mil. A lista de bens não inclui, por exemplo, a casa no Jardim Botânico, zona sul do Rio, que serviu como uma espécie de bunker para a campanha de Bolsonaro. Isso porque a residência e outros bens do empresário estão no nome de sua esposa.

A estratégia seria uma forma de impedir bloqueios de bens na Justiça, já que Marinho enfrenta vários processos envolvendo antigos negócios, como os feitos em parceria com Nelson Tanure, de quem já foi sócio no estaleiro Verolme e com quem trabalhou no Jornal do Brasil. Os dois viraram inimigos na Justiça, onde também responderam a processos movidos por antigos funcionários.

Ao deixar a Procuradoria-Geral, Marinho disse que deixou provas de suas declarações com os procuradores, mas que não poderia revelar mais nada. "Reproduzi o meu depoimento de ontem (anteontem, à Polícia Federal) com riqueza de detalhes maior porque a investigação aqui é mais ampla. Trouxe provas, deixei nas mãos do procurador. E ele me recomendou que eu, igualmente ao depoimento de ontem, não declarasse ou divulgasse o teor."

Entre as provas que podem ter sido apresentadas por Marinho estão papéis que comprovem a realização de reuniões entre ele, Flávio e outros aliados que ele citou em entrevista publicada no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo. À publicação, Marinho relatou que Flávio teria recebido, de um delegado da Polícia Federal, informações vazadas sobre uma investigação que poderia atingir seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

O procurador Eduardo Benones disse que o conteúdo apresentado por Marinho é significativo e faz com que as investigações continuem. "Foi produtivo. No mínimo temos razão para continuar as investigações." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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