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Cresce expectativa de vida do homem paulista


Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

02/02/2006 | 07:57


Com queda no número de homicídios, os homens paulistas estão vivendo, em média, dois anos a mais. A conclusão é de um estudo elaborado pela Fundação Seade, que comparou dados de 2000 e de 2004. A expectativa de vida masculina no Estado saltou de 67,1 para 69,1 anos, principalmente porque as mortes por agressão – provocadas intecionalmente – despencaram entre a população de faixa etária mais vulnerável, com idade entre 15 e 29 anos.

Dos grupos mais expostos ao risco de violência, o com idade entre 20 e 24 anos é o considerado mais crítico, e também o que registrou maior queda na taxa de mortalidade por agressão. Em 2000, 197,8 homens nesta faixa etária, entre 100 mil habitantes, foram vítimas de homicídio doloso (com intenção de matar) e latrocínio (roubo seguido de morte). Quatro anos depois, a taxa caiu para 131,9. Quando se trata de homens de 15 a 19 anos, o índice caiu de 140,2 para 90,5 mortes agressivas; entre os de 25 a 29 anos, reduziu de 106 para 68.

Apesar das quedas, os números de 2004 ainda são considerados altos, se comparados à média geral de mortes por agressão entre homens de todas as idades, que é de 53,5 para cada 100 mil habitantes. Mas a redução, explica o demógrafo da Fundação Seade Carlos Eugênio Ferreira, já é suficiente para esticar a expectativa de vida masculina.

"Conseguimos diminuir a morte de homens jovens ou que acabaram de iniciar a fase adulta. Isso tem um impacto muito grande na esperança de vida. Homens mais velhos morrem de causas naturais, e há um limite no controle delas. Já nas mortes que têm causas externas, entre as quais estão as violentas, pode-se interferir e mudar a realidade", explica Ferreira.

Para o demógrafo, a diminuição no número de mortes precoces de homens no Estado pode melhorar a situação socioeconômica das famílias. "Temos um quadro muito positivo, de mulheres que não ficam mais viúvas, de crianças que não caem na orfandade. Um homem de pouca idade tem potencial de trabalho muito grande. Se as famílias já não perdem em grande escala essa força produtiva, tendem a melhorar a condição de vida", analisa.

Em 2000, 46% das mortes que não tiveram causas naturais foram provocadas por agressão – as demais foram registradas por acidentes, como os de trânsito, ou suicídio. Em 2004, a proporção caiu para 38%, segundo a análise feita pela Fundação Seade.



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Cresce expectativa de vida do homem paulista

Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

02/02/2006 | 07:57


Com queda no número de homicídios, os homens paulistas estão vivendo, em média, dois anos a mais. A conclusão é de um estudo elaborado pela Fundação Seade, que comparou dados de 2000 e de 2004. A expectativa de vida masculina no Estado saltou de 67,1 para 69,1 anos, principalmente porque as mortes por agressão – provocadas intecionalmente – despencaram entre a população de faixa etária mais vulnerável, com idade entre 15 e 29 anos.

Dos grupos mais expostos ao risco de violência, o com idade entre 20 e 24 anos é o considerado mais crítico, e também o que registrou maior queda na taxa de mortalidade por agressão. Em 2000, 197,8 homens nesta faixa etária, entre 100 mil habitantes, foram vítimas de homicídio doloso (com intenção de matar) e latrocínio (roubo seguido de morte). Quatro anos depois, a taxa caiu para 131,9. Quando se trata de homens de 15 a 19 anos, o índice caiu de 140,2 para 90,5 mortes agressivas; entre os de 25 a 29 anos, reduziu de 106 para 68.

Apesar das quedas, os números de 2004 ainda são considerados altos, se comparados à média geral de mortes por agressão entre homens de todas as idades, que é de 53,5 para cada 100 mil habitantes. Mas a redução, explica o demógrafo da Fundação Seade Carlos Eugênio Ferreira, já é suficiente para esticar a expectativa de vida masculina.

"Conseguimos diminuir a morte de homens jovens ou que acabaram de iniciar a fase adulta. Isso tem um impacto muito grande na esperança de vida. Homens mais velhos morrem de causas naturais, e há um limite no controle delas. Já nas mortes que têm causas externas, entre as quais estão as violentas, pode-se interferir e mudar a realidade", explica Ferreira.

Para o demógrafo, a diminuição no número de mortes precoces de homens no Estado pode melhorar a situação socioeconômica das famílias. "Temos um quadro muito positivo, de mulheres que não ficam mais viúvas, de crianças que não caem na orfandade. Um homem de pouca idade tem potencial de trabalho muito grande. Se as famílias já não perdem em grande escala essa força produtiva, tendem a melhorar a condição de vida", analisa.

Em 2000, 46% das mortes que não tiveram causas naturais foram provocadas por agressão – as demais foram registradas por acidentes, como os de trânsito, ou suicídio. Em 2004, a proporção caiu para 38%, segundo a análise feita pela Fundação Seade.

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