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Violência e sangue em terra sem lei


Melina Dias
Do Diário do Grande ABC
Com AE

01/02/2008 | 07:02


Duas informações são básicas a respeito do drama Onde os Fracos Não Têm Vez, novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen (Fargo e E Aí Meu Irmão, Cadê Você?), que estréia hoje: ele recebeu oito indicações ao Oscar (entre elas melhor filme, diretor, ator coadjuvante) e o ator Javier Bardem pode entrar para a história como um dos psicopatas mais violentos que já se viu no cinema.

O roteiro, também assinado pelos irmãos Coen é baseado no romance Onde Os Velhos Não Têm Vez, do norte-americano Cormac McCarthy, considerado um dos melhores em atividade dos Estados Unidos.

Na fronteira do Texas, região do Rio Grande, um sujeito comum chamado Llewelyn Moss (Josh Brolin, Planeta Terror) encontra uma picape cercada de corpos, com US$ 2 milhões e uma carga de heroína.

Quando Moss se apossa do dinheiro começa sua desgraça. No seu encalço agora está Anton Chigurh (Javier Bardem, de O Amor nos Tempos do Cólera), um matador frio.

Em toda terra sem lei costuma haver um homem de bem, e na linha ‘estava para me aposentar, mas este será meu último caso’ surge o xerife Ed (Tommy Lee Jones, de No Vale das Sombras).

Mas o assassino Chigurh está determinado a reaver o que é seu, e todos que cruzam seu caminho são executados.

Indicado ao Oscar de coadjuvante por esse trabalho, o ator espanhol Javier Bardem incorporou Chigurh. O cabelo ridículo, segundo o ator, ajudou, e muito, na composição.Foi idéia dos irônicos irmãos Coen e funciona incrivelmente. “Era inútil tentar procurar a lógica de Chigurh porque ele não possui nenhuma. Chigurh não é um ser humano. É um símbolo. Representa a violência que vem de lugar nenhum e vai para lugar nenhum. Os Coen só me pediam que não transformasse Chigurh num desequilibrado mental, num louco. E eu, que gosto de me apoiar na linguagem do corpo, não tinha elementos – até que surgiu a idéia do penteado. Ele é estruturado, metódico. Vira a expressão do que Chigurh tem de mais assustador e, ao mesmo tempo, ridículo. Enquanto o cabeleireiro da produção me preparava, eu só via e ouvia os risinhos e cochichos dos Coen. Quando finalmente me vi diante do espelho, foi como se ouvisse um clique. ‘É isso, tenho o meu personagem’.”

Bardem admite não ter prazer em encenar um filme tão violento. “Fui a um matadouro para aprender a usar a pistola de ar comprimido. Quase morri. O cara que me preparava até achou que eu não conseguiria fazer o filme”, diz.


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Violência e sangue em terra sem lei

Melina Dias
Do Diário do Grande ABC
Com AE

01/02/2008 | 07:02


Duas informações são básicas a respeito do drama Onde os Fracos Não Têm Vez, novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen (Fargo e E Aí Meu Irmão, Cadê Você?), que estréia hoje: ele recebeu oito indicações ao Oscar (entre elas melhor filme, diretor, ator coadjuvante) e o ator Javier Bardem pode entrar para a história como um dos psicopatas mais violentos que já se viu no cinema.

O roteiro, também assinado pelos irmãos Coen é baseado no romance Onde Os Velhos Não Têm Vez, do norte-americano Cormac McCarthy, considerado um dos melhores em atividade dos Estados Unidos.

Na fronteira do Texas, região do Rio Grande, um sujeito comum chamado Llewelyn Moss (Josh Brolin, Planeta Terror) encontra uma picape cercada de corpos, com US$ 2 milhões e uma carga de heroína.

Quando Moss se apossa do dinheiro começa sua desgraça. No seu encalço agora está Anton Chigurh (Javier Bardem, de O Amor nos Tempos do Cólera), um matador frio.

Em toda terra sem lei costuma haver um homem de bem, e na linha ‘estava para me aposentar, mas este será meu último caso’ surge o xerife Ed (Tommy Lee Jones, de No Vale das Sombras).

Mas o assassino Chigurh está determinado a reaver o que é seu, e todos que cruzam seu caminho são executados.

Indicado ao Oscar de coadjuvante por esse trabalho, o ator espanhol Javier Bardem incorporou Chigurh. O cabelo ridículo, segundo o ator, ajudou, e muito, na composição.Foi idéia dos irônicos irmãos Coen e funciona incrivelmente. “Era inútil tentar procurar a lógica de Chigurh porque ele não possui nenhuma. Chigurh não é um ser humano. É um símbolo. Representa a violência que vem de lugar nenhum e vai para lugar nenhum. Os Coen só me pediam que não transformasse Chigurh num desequilibrado mental, num louco. E eu, que gosto de me apoiar na linguagem do corpo, não tinha elementos – até que surgiu a idéia do penteado. Ele é estruturado, metódico. Vira a expressão do que Chigurh tem de mais assustador e, ao mesmo tempo, ridículo. Enquanto o cabeleireiro da produção me preparava, eu só via e ouvia os risinhos e cochichos dos Coen. Quando finalmente me vi diante do espelho, foi como se ouvisse um clique. ‘É isso, tenho o meu personagem’.”

Bardem admite não ter prazer em encenar um filme tão violento. “Fui a um matadouro para aprender a usar a pistola de ar comprimido. Quase morri. O cara que me preparava até achou que eu não conseguiria fazer o filme”, diz.

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