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Sem espaço no PSDB, Orlando diz que é perseguido

Deputado perde força no tucanato de S.Bernardo, agora comandado por Paulo Neves; em Sto.André, Torres é reeleito


Bruno Coelho
Cynthia Tavares

15/04/2013 | 07:13


Sem representatividade na executiva municipal do PSDB de São Bernardo, o deputado estadual Orlando Morando (PSDB) afirma que sofre perseguição política por parte de Admir Ferro (PSDB), que passou a presidência do partido (2013 a 2015) para Paulo Neves, eleito em unanimidade na convenção realizada ontem, na Câmara. O episódio escancara o cenário de crise do tucanato e dos problemas que a nova direção terá de lidar para as próximas eleições de 2014 e 2016.

A discórdia está na executiva municipal composta por sete integrantes. Depois de votar na chapa única do diretório do partido (51 pessoas), Morando pediu a Admir para ser mantido na direção. O deputado era vice-presidente da sigla, mas ouviu do correligionário que o critério de composição do grupo seria de abrir espaço a ex-candidatos a vereador no pleito de 2012.

Em seguida, indicou o seu assessor na Assembleia Legislativa Julio Moreira, primeiro suplente do PSDB na Câmara são-bernardense. Entretanto, não teve sucesso. "Admir disse que ele não se inscreveu (para compor o diretório), mas não é verdade. Ele montou o gosto dele. A postura foi antidemocrática e é isso que leva o PSDB a não crescer hoje. Sofro perseguição política", criticou Morando.

Segundo o deputado, Admir ainda tentou alegar que o vereador Hiroyuki Minami (PSDB) era de seu grupo político e, portanto, estaria contemplado no comando do partido. Morando rebateu, dizendo que o legislador, por ser líder de bancada do PSDB na Câmara, tem presença garantida na executiva.

Admir se defendeu, dizendo que Júlio Moreira não quis fazer parte do diretório. "Para isso é preciso ter consentimento (que seria oficializado em ficha de inscrição) e ele (Moreira) não trouxe o consentimento", explicou o tucano, que exercerá a função de vice-presidente do PSDB.

Mesmo podendo disputar reeleição, Admir abriu mão de mais dois anos à frente do tucanato de São Bernardo, alegando que a sua pretensão agora é ser coordenador regional do partido - posto vago desde a renúncia do deputado federal William Dib, em junho de 2012.

 

SUPERAÇÃO

Ricardo Torres foi reeleito presidente do PSDB em Santo André por unanimidade. Dos 122 aptos a votar, 82 foram às urnas para avalizar o diretório municipal. O tucano assumiu o compromisso de reestruturar o partido, que não conseguiu eleger vereador no município para esta legislatura. Apesar do discurso visando medidas futuras, o comandante não esqueceu o racha partidário que enfraqueceu a legenda na eleição do ano passado. "Hoje temos dentro do PSDB quem defenda a bandeira havendo governo ou não", analisou.

Torres não perdeu a oportunidade de criticar o ex-vereador Paulinho Serra (PSD), ex-tucano e figura antagônica ao atual presidente. "Hoje ele é petista. Está num partido guarda-chuva que permite que ele vá fazer alinhamento ideológico dele e permite que ele ocupe cargo na administração como secretário de Obras. Eu nunca estaria num governo do PT."

O comandante partidário alegou que o processo de oxigenação da legenda passa pela questão regional. "O PSDB contempla na sua estrutura e temos uma coordenadoria que passará por uma reformulação daqui um mês", afirmou.

O presidente avaliou que somente com a união das sete cidades o partido conseguirá eleger deputados estaduais e federais no ano que vem. "Temos que unir forças e combater o cinturão vermelho para evidenciar a campanha do PSDB", destacou.

Para o diretório andreense, o presidente reiterou o desejo de ter um conselho político para aumentar a participação da militância.



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Sem espaço no PSDB, Orlando diz que é perseguido

Deputado perde força no tucanato de S.Bernardo, agora comandado por Paulo Neves; em Sto.André, Torres é reeleito

Bruno Coelho
Cynthia Tavares

15/04/2013 | 07:13


Sem representatividade na executiva municipal do PSDB de São Bernardo, o deputado estadual Orlando Morando (PSDB) afirma que sofre perseguição política por parte de Admir Ferro (PSDB), que passou a presidência do partido (2013 a 2015) para Paulo Neves, eleito em unanimidade na convenção realizada ontem, na Câmara. O episódio escancara o cenário de crise do tucanato e dos problemas que a nova direção terá de lidar para as próximas eleições de 2014 e 2016.

A discórdia está na executiva municipal composta por sete integrantes. Depois de votar na chapa única do diretório do partido (51 pessoas), Morando pediu a Admir para ser mantido na direção. O deputado era vice-presidente da sigla, mas ouviu do correligionário que o critério de composição do grupo seria de abrir espaço a ex-candidatos a vereador no pleito de 2012.

Em seguida, indicou o seu assessor na Assembleia Legislativa Julio Moreira, primeiro suplente do PSDB na Câmara são-bernardense. Entretanto, não teve sucesso. "Admir disse que ele não se inscreveu (para compor o diretório), mas não é verdade. Ele montou o gosto dele. A postura foi antidemocrática e é isso que leva o PSDB a não crescer hoje. Sofro perseguição política", criticou Morando.

Segundo o deputado, Admir ainda tentou alegar que o vereador Hiroyuki Minami (PSDB) era de seu grupo político e, portanto, estaria contemplado no comando do partido. Morando rebateu, dizendo que o legislador, por ser líder de bancada do PSDB na Câmara, tem presença garantida na executiva.

Admir se defendeu, dizendo que Júlio Moreira não quis fazer parte do diretório. "Para isso é preciso ter consentimento (que seria oficializado em ficha de inscrição) e ele (Moreira) não trouxe o consentimento", explicou o tucano, que exercerá a função de vice-presidente do PSDB.

Mesmo podendo disputar reeleição, Admir abriu mão de mais dois anos à frente do tucanato de São Bernardo, alegando que a sua pretensão agora é ser coordenador regional do partido - posto vago desde a renúncia do deputado federal William Dib, em junho de 2012.

 

SUPERAÇÃO

Ricardo Torres foi reeleito presidente do PSDB em Santo André por unanimidade. Dos 122 aptos a votar, 82 foram às urnas para avalizar o diretório municipal. O tucano assumiu o compromisso de reestruturar o partido, que não conseguiu eleger vereador no município para esta legislatura. Apesar do discurso visando medidas futuras, o comandante não esqueceu o racha partidário que enfraqueceu a legenda na eleição do ano passado. "Hoje temos dentro do PSDB quem defenda a bandeira havendo governo ou não", analisou.

Torres não perdeu a oportunidade de criticar o ex-vereador Paulinho Serra (PSD), ex-tucano e figura antagônica ao atual presidente. "Hoje ele é petista. Está num partido guarda-chuva que permite que ele vá fazer alinhamento ideológico dele e permite que ele ocupe cargo na administração como secretário de Obras. Eu nunca estaria num governo do PT."

O comandante partidário alegou que o processo de oxigenação da legenda passa pela questão regional. "O PSDB contempla na sua estrutura e temos uma coordenadoria que passará por uma reformulação daqui um mês", afirmou.

O presidente avaliou que somente com a união das sete cidades o partido conseguirá eleger deputados estaduais e federais no ano que vem. "Temos que unir forças e combater o cinturão vermelho para evidenciar a campanha do PSDB", destacou.

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