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'Exibição' de motoqueiros em Mauá acaba em tragédia


Emerson Coelho
Do Diário do Grande ABC

18/10/2008 | 07:08


Uma exibição de motoqueiros na madrugada de ontem terminou em tragédia na Avenida Capitão João, altura do número 2018 em frente ao bar Sintonia Country, em Mauá. Centenas de jovens assistiam às manobras quando um dos motociclistas perdeu o controle de sua Honda CB Hornet, de 600 cilindradas, indo ao encontro de um grupo próximo à calçada formado na sua maioria por rapazes e moças com idades entre 15 e 25 anos. Resultado: dois mortos e dois feridos.

Vizinhos disseram que esse tipo de ocorrência não é novidade no Jardim Guapituba. Há meses, durante todos os finais de semana à noite, começando pela quinta-feira e terminando no domingo, a avenida é palco para esses jovens que se arriscam em manobras radicais com suas motos.

Moradores e comerciantes que moram próximos à casa noturna reclamam da falta de policiamento e do barulho causado pela grande movimentação de jovens nos fins de semana. A Prefeitura deu prazo de 15 dias para o bar regularizar sua situação ou será lacrado.

O estabelecimento já foi multado duas vezes por desrespeitar a lei do silêncio.

Segundo testemunhas, motoqueiros se exibem freqüentemente para centenas de jovens em frente ao bar empinando suas motos e fazendo manobras arriscadas no local.

Ontem, não foi diferente. Durante a exibição, um deles perdeu o controle de sua moto e acabou atropelando quatro pessoas.

O estudante Adriano dos Santos Guerra, 25 anos, morreu no local. Rafael Araújo Boiago, 22, chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado ao Hospital Nardini, mas não resistiu aos graves ferimentos e acabou morrendo.

Jocélio João dos Santos, 20, ficou gravemente ferido, com fratura exposta na perna direita e continua internado no hospital. F.T.S., 17, acabou sofrendo apenas algumas arranhões no rosto, sendo socorrido e liberado em seguida.

Tudo aconteceu no início da madrugada, por volta da 1h. Policiais militares que atenderam a ocorrência disseram que quando o Samu e a PM chegaram ao local, uma das vítimas já estava morta. A polícia ainda não identificou o causador do acidente, que continua foragido.

"A moto ficou danificada e diversos pedaços ficaram espalhados pela avenida. Ainda estamos ouvindo as testemunhas do acidente para saber o paradeiro do motoqueiro, pois de acordo com as pessoas que estavam no local ele fugiu após o atropelamento", disse o chefe de investigação do 1º Distrito Policial de Mauá, Edson Barbosa.

Segundo moradores das proximidades, a região sempre tem problemas de aglomeração e bagunça a partir das noites de quinta-feira. "Todos os finais de semana temos esse problema por aqui, são centenas de jovens que ficam na avenida fazendo muita algazarra. Não temos paz nem para dormir. Isso aqui fica lotado", reclama Ivonete Gomes de Sá, moradora que reside nas redondezas há mais de cinco anos.

Muitos dos proprietários dos estabelecimentos comerciais próximos à casa noturna só ficaram sabendo do que havia acontecido na madrugada, quando foram abrir suas lojas pela manhã.

"Quando cheguei tive que lavar todo o asfalto em frente à minha loja pois havia muitas manchas de sangue e pedaços de uma moto preta", disse Sônia Maria Generoso, 47, proprietária de um comércio de rolamentos que fica ao lado do bar.



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'Exibição' de motoqueiros em Mauá acaba em tragédia

Emerson Coelho
Do Diário do Grande ABC

18/10/2008 | 07:08


Uma exibição de motoqueiros na madrugada de ontem terminou em tragédia na Avenida Capitão João, altura do número 2018 em frente ao bar Sintonia Country, em Mauá. Centenas de jovens assistiam às manobras quando um dos motociclistas perdeu o controle de sua Honda CB Hornet, de 600 cilindradas, indo ao encontro de um grupo próximo à calçada formado na sua maioria por rapazes e moças com idades entre 15 e 25 anos. Resultado: dois mortos e dois feridos.

Vizinhos disseram que esse tipo de ocorrência não é novidade no Jardim Guapituba. Há meses, durante todos os finais de semana à noite, começando pela quinta-feira e terminando no domingo, a avenida é palco para esses jovens que se arriscam em manobras radicais com suas motos.

Moradores e comerciantes que moram próximos à casa noturna reclamam da falta de policiamento e do barulho causado pela grande movimentação de jovens nos fins de semana. A Prefeitura deu prazo de 15 dias para o bar regularizar sua situação ou será lacrado.

O estabelecimento já foi multado duas vezes por desrespeitar a lei do silêncio.

Segundo testemunhas, motoqueiros se exibem freqüentemente para centenas de jovens em frente ao bar empinando suas motos e fazendo manobras arriscadas no local.

Ontem, não foi diferente. Durante a exibição, um deles perdeu o controle de sua moto e acabou atropelando quatro pessoas.

O estudante Adriano dos Santos Guerra, 25 anos, morreu no local. Rafael Araújo Boiago, 22, chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado ao Hospital Nardini, mas não resistiu aos graves ferimentos e acabou morrendo.

Jocélio João dos Santos, 20, ficou gravemente ferido, com fratura exposta na perna direita e continua internado no hospital. F.T.S., 17, acabou sofrendo apenas algumas arranhões no rosto, sendo socorrido e liberado em seguida.

Tudo aconteceu no início da madrugada, por volta da 1h. Policiais militares que atenderam a ocorrência disseram que quando o Samu e a PM chegaram ao local, uma das vítimas já estava morta. A polícia ainda não identificou o causador do acidente, que continua foragido.

"A moto ficou danificada e diversos pedaços ficaram espalhados pela avenida. Ainda estamos ouvindo as testemunhas do acidente para saber o paradeiro do motoqueiro, pois de acordo com as pessoas que estavam no local ele fugiu após o atropelamento", disse o chefe de investigação do 1º Distrito Policial de Mauá, Edson Barbosa.

Segundo moradores das proximidades, a região sempre tem problemas de aglomeração e bagunça a partir das noites de quinta-feira. "Todos os finais de semana temos esse problema por aqui, são centenas de jovens que ficam na avenida fazendo muita algazarra. Não temos paz nem para dormir. Isso aqui fica lotado", reclama Ivonete Gomes de Sá, moradora que reside nas redondezas há mais de cinco anos.

Muitos dos proprietários dos estabelecimentos comerciais próximos à casa noturna só ficaram sabendo do que havia acontecido na madrugada, quando foram abrir suas lojas pela manhã.

"Quando cheguei tive que lavar todo o asfalto em frente à minha loja pois havia muitas manchas de sangue e pedaços de uma moto preta", disse Sônia Maria Generoso, 47, proprietária de um comércio de rolamentos que fica ao lado do bar.

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