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Plataforma disponibiliza serviços de entregas solidárias

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aplicativo gratuito aproxima pessoas que podem ajudar das que precisam de auxílio


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

30/05/2020 | 00:01


Desde que a quarentena foi oficializada no Estado surgiram diversas atitudes solidárias. Vizinhos, por exemplo, estão se oferecendo para fazer compras para idosos, já que os mais velhos estão no grupo de risco. Agora, uma plataforma virtual surgiu para facilitar a vida de quem quer ajudar e quem precisa de um auxílio.
A startup Oito – que permite cadastro de pessoas com habilidades como DJ, cozinheiro, goleiro de aluguel e massagista –, agora disponibiliza função de entrega solidária, na qual os clientes usam prestadores que fazem compras em mercados, farmácias ou feiras e as entrega gratuitamente.

Os prestadores de serviços podem se inscrever como voluntários e oferecer as entregas aos moradores – também cadastrados na plataforma como clientes – que residem no mesmo bairro ou próximo. Após a entrega, o cliente reembolsa o prestador apenas com o valor da compra efetuada.

A cofundadora da Oito Karine Costa explica que a ideia surgiu com o objetivo de ajudar as pessoas que não podem sair ou que estejam trabalhando home office. Segundo ela, toda negociação é feita entre os usuários. “O aplicativo funciona no Brasil inteiro, mas a plataforma oferece a alternativa de mostrar prestadores de serviços e clientes que estejam próximos, justamente para facilitar o trabalho e essa ajuda que os prestadores oferecem”, detalha.

O supervisor de operação Phelipe Leite Bueno, 30, que mora no Centro de Diadema, utilizava a plataforma como cliente e descobriu a possibilidade de que poderia ajudar. Desde março, ele está trabalhando em dias alternados e aproveita as saídas para realizar compras e entregas aos clientes. “Meus pais também são do grupo de risco e sei que precisam de ajuda. Não custa nada ajudar”, declara.

O morador de Diadema já atendeu pelo menos dez solicitações, variando entre mercados, farmácias e feiras, todos próximos da sua casa. “Pelo contato do cliente, ele já me passa o que preciso comprar, faz o pedido e busco. Eles me pagam quando for entregar, por dinheiro ou transferência bancária. Achei essa possibilidade muito interessante”, declara Bueno.

A desempregada Maria Ferreira, 48, além de ajudar as pessoas que não podem se deslocar até aos locais de compras, encontrou na plataforma alternativa de ocupar o corpo e a mente. “Já conhecia a plataforma como cliente e fiquei sabendo desta opção pelas redes sociais. Logo me cadastrei para ajudar”, lembra Maria, que já realizou três entregas.

A moradora do bairro Baeta Neves, em São Bernardo, destaca que seus clientes já estavam sendo auxiliados pelos vizinhos e familiares, que logo manifestaram interesse em também contribuir. “Pretendo continuar ajudando até quando acabar a quarentena. Nas entregas, acabei fazendo coisas para mim também, então, não custa nada. O bem maior é ajudar”, finaliza Maria.  



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Plataforma disponibiliza serviços de entregas solidárias

Aplicativo gratuito aproxima pessoas que podem ajudar das que precisam de auxílio

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

30/05/2020 | 00:01


Desde que a quarentena foi oficializada no Estado surgiram diversas atitudes solidárias. Vizinhos, por exemplo, estão se oferecendo para fazer compras para idosos, já que os mais velhos estão no grupo de risco. Agora, uma plataforma virtual surgiu para facilitar a vida de quem quer ajudar e quem precisa de um auxílio.
A startup Oito – que permite cadastro de pessoas com habilidades como DJ, cozinheiro, goleiro de aluguel e massagista –, agora disponibiliza função de entrega solidária, na qual os clientes usam prestadores que fazem compras em mercados, farmácias ou feiras e as entrega gratuitamente.

Os prestadores de serviços podem se inscrever como voluntários e oferecer as entregas aos moradores – também cadastrados na plataforma como clientes – que residem no mesmo bairro ou próximo. Após a entrega, o cliente reembolsa o prestador apenas com o valor da compra efetuada.

A cofundadora da Oito Karine Costa explica que a ideia surgiu com o objetivo de ajudar as pessoas que não podem sair ou que estejam trabalhando home office. Segundo ela, toda negociação é feita entre os usuários. “O aplicativo funciona no Brasil inteiro, mas a plataforma oferece a alternativa de mostrar prestadores de serviços e clientes que estejam próximos, justamente para facilitar o trabalho e essa ajuda que os prestadores oferecem”, detalha.

O supervisor de operação Phelipe Leite Bueno, 30, que mora no Centro de Diadema, utilizava a plataforma como cliente e descobriu a possibilidade de que poderia ajudar. Desde março, ele está trabalhando em dias alternados e aproveita as saídas para realizar compras e entregas aos clientes. “Meus pais também são do grupo de risco e sei que precisam de ajuda. Não custa nada ajudar”, declara.

O morador de Diadema já atendeu pelo menos dez solicitações, variando entre mercados, farmácias e feiras, todos próximos da sua casa. “Pelo contato do cliente, ele já me passa o que preciso comprar, faz o pedido e busco. Eles me pagam quando for entregar, por dinheiro ou transferência bancária. Achei essa possibilidade muito interessante”, declara Bueno.

A desempregada Maria Ferreira, 48, além de ajudar as pessoas que não podem se deslocar até aos locais de compras, encontrou na plataforma alternativa de ocupar o corpo e a mente. “Já conhecia a plataforma como cliente e fiquei sabendo desta opção pelas redes sociais. Logo me cadastrei para ajudar”, lembra Maria, que já realizou três entregas.

A moradora do bairro Baeta Neves, em São Bernardo, destaca que seus clientes já estavam sendo auxiliados pelos vizinhos e familiares, que logo manifestaram interesse em também contribuir. “Pretendo continuar ajudando até quando acabar a quarentena. Nas entregas, acabei fazendo coisas para mim também, então, não custa nada. O bem maior é ajudar”, finaliza Maria.  

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