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Bolsas da Europa: praças fecha em baixa com foco na alta dos juros de longo prazo



05/03/2021 | 14:42


As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, em mais uma semana marcada pela apreensão dos investidores com o aumento nos juros dos títulos soberanos de longo prazo. Os mercados chegaram a ganhar fôlego com a criação de empregos acima do esperado nos EUA em fevereiro e com a alta do petróleo, mas o fôlego dos índices acionários durou pouco tempo.

O índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais ações do continente, encerrou o pregão com perda de 0,78%, a 408,68 pontos, mas subiu 0,91% na comparação semanal.

Depois do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, nesta quinta-feira, 4, os rendimentos longos dos Treasuries continuaram a subir. O dirigente disse que o movimento na renda fixa "chamou sua atenção", mas ponderou que o Fed só agirá se houver deterioração "persistente" nas condições financeiras, o que ele não visualiza no momento. Nesta sexta-feira, o juro da T-note de 10 anos chegou a ultrapassar a marca de 1,6%.

Como os juros mais altos aumentam os custos do financiamento para as empresas, os investidores têm vendido ações. "Tanto o Fed quanto o BCE Banco Central Europeu têm opções limitadas para interromper o aumento dos rendimentos antes das reuniões de março, uma vez que o Fed entra no período de silêncio neste sábado e o BCE já está em silêncio, o que pode causar alguma volatilidade", dizem analistas do banco dinamarquês Danske Bank.

Dirigente do Banco da Inglaterra (BoE), Jonathan Haskel afirmou hoje que vê "poucos riscos" de a inflação ficar sustentadamente acima da meta de 2% por muito tempo.

A divulgação do relatório de empregos (payroll) americano chegou a dar força às bolsas da Europa. De acordo com o Departamento do Trabalho, a maior economia do mundo criou 379 mil vagas em fevereiro, acima da mediana das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. O avanço do petróleo, que impulsionou as petroleiras, também já havia sustentado alguns ganhos no mercado acionário europeu, que foram igualmente temporários.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 acabou fechando em baixa de 0,31%, a 6630,52 pontos, mas subiu 2,27% na semana. As ações da petroleira Royal Dutch Shell avançaram 1,43%.

Em Frankfurt, o índice DAX teve baixa de 0,97%, a 13920,69 pontos, com ganho semanal de 0,97%. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,82%, a 5782,65 pontos, mas avançou 1,39% na semana. As ações da Airbus caíram 4,87% e as da Renault cederam 1,60%. Os papéis da petroleira Total, por outro lado, subiram 1,89%.

Em Milão, o índice FTSE MIB fechou em queda de 0,55%, a 22965,63 pontos. Na semana, o índice subiu 0,51%.

Na Bolsa de Madri, o índice IBEX 35 recuou 0,80%, a 8286,80 pontos, mas ganhou 0,51% na comparação com o fechamento de sexta-feira passada. O PSI 20, de Lisboa, foi o único a registrar alta hoje, de 0,50%, a 4671,94 pontos, mas caiu 0,64% na semana.



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Bolsas da Europa: praças fecha em baixa com foco na alta dos juros de longo prazo


05/03/2021 | 14:42


As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, em mais uma semana marcada pela apreensão dos investidores com o aumento nos juros dos títulos soberanos de longo prazo. Os mercados chegaram a ganhar fôlego com a criação de empregos acima do esperado nos EUA em fevereiro e com a alta do petróleo, mas o fôlego dos índices acionários durou pouco tempo.

O índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais ações do continente, encerrou o pregão com perda de 0,78%, a 408,68 pontos, mas subiu 0,91% na comparação semanal.

Depois do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, nesta quinta-feira, 4, os rendimentos longos dos Treasuries continuaram a subir. O dirigente disse que o movimento na renda fixa "chamou sua atenção", mas ponderou que o Fed só agirá se houver deterioração "persistente" nas condições financeiras, o que ele não visualiza no momento. Nesta sexta-feira, o juro da T-note de 10 anos chegou a ultrapassar a marca de 1,6%.

Como os juros mais altos aumentam os custos do financiamento para as empresas, os investidores têm vendido ações. "Tanto o Fed quanto o BCE Banco Central Europeu têm opções limitadas para interromper o aumento dos rendimentos antes das reuniões de março, uma vez que o Fed entra no período de silêncio neste sábado e o BCE já está em silêncio, o que pode causar alguma volatilidade", dizem analistas do banco dinamarquês Danske Bank.

Dirigente do Banco da Inglaterra (BoE), Jonathan Haskel afirmou hoje que vê "poucos riscos" de a inflação ficar sustentadamente acima da meta de 2% por muito tempo.

A divulgação do relatório de empregos (payroll) americano chegou a dar força às bolsas da Europa. De acordo com o Departamento do Trabalho, a maior economia do mundo criou 379 mil vagas em fevereiro, acima da mediana das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. O avanço do petróleo, que impulsionou as petroleiras, também já havia sustentado alguns ganhos no mercado acionário europeu, que foram igualmente temporários.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 acabou fechando em baixa de 0,31%, a 6630,52 pontos, mas subiu 2,27% na semana. As ações da petroleira Royal Dutch Shell avançaram 1,43%.

Em Frankfurt, o índice DAX teve baixa de 0,97%, a 13920,69 pontos, com ganho semanal de 0,97%. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,82%, a 5782,65 pontos, mas avançou 1,39% na semana. As ações da Airbus caíram 4,87% e as da Renault cederam 1,60%. Os papéis da petroleira Total, por outro lado, subiram 1,89%.

Em Milão, o índice FTSE MIB fechou em queda de 0,55%, a 22965,63 pontos. Na semana, o índice subiu 0,51%.

Na Bolsa de Madri, o índice IBEX 35 recuou 0,80%, a 8286,80 pontos, mas ganhou 0,51% na comparação com o fechamento de sexta-feira passada. O PSI 20, de Lisboa, foi o único a registrar alta hoje, de 0,50%, a 4671,94 pontos, mas caiu 0,64% na semana.

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