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Pedidos ao Papai-Noel vão de brinquedos a cestas básicas

Na região, são dez agências para adoção das cartinhas


Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

02/12/2011 | 07:00


Erika, 8 anos, pediu um "celular de verdade". Lucas, 10, "relógio de detetive, com detector de mentiras". E deixou o recadinho: "Só que é caro". Já Natan, 10, quer um computador, "mesmo se for usado". Mas Bruno, 10, sonha apenas com "uma roupa e um sapato novos". E na lista de muitos outros necessidades básicas, como "alimentos" ou um simples "panetone de chocolate".

Essas são algumas das cartinhas escritas pelas crianças do Grande ABC ao Papai-Noel, que esteve ontem na agência de Correios Santo André, na Praça 4º Centenário. Ali, o Bom-Velhinho, junto da Mamãe-Noel, inaugurou sua casa, onde as pessoas podem ler e adotar uma das cartas manuscritas de meninos e meninas em situação de vulnerabilidade social.

"Dá vontade de adotar todas", disse Audrey Julio Braz, 17 anos, moradora no Rudge Ramos, em São Bernardo, que pela primeira vez participa da Campanha Papai-Noel dos Correios. Ao lado da mãe Ana Lucia, 53, a estudante se emocionou exatamente com a primeira cartinha que chegou às suas mãos. O pedido ao Bom-Velhinho: alimentos para crianças de 7, 5 e 3 anos.

De quebra, Audrey e Ana Lucia adotaram ainda a cartinha de Aline, que pediu a boneca Little Mommy, mas fez uma ressalva: "Se não der, Papai-Noel, pode ser uma Barbie mesmo". O que remeteu à infância de Audrey. "Tenho a coleção da Barbie até hoje."

Antes da chegada do dono da festa, com direito a apresentação do Coral Ectom, formado por funcionários dos Correios, passaram muitos anônimos para adoção de uma das cartinhas.

Veterano no gesto de amor ao próximo todo o fim de ano, o advogado Cristiano Martins, 33, da Vila Alzira, em Santo André, adotou cinco. "O que mais me chama a atenção é uma criança pedir comida, direito constitucional e dever do Estado, e não um brinquedo. Nesse caso, o ônus fica para o Papai-Noel", afirmou, como se redigisse uma petição.

Entre as cinco cartinhas adotadas, estavam pedidos de mochila, material escolar do Luan Santana, cesta de Natal e até mesmo toalha e lençol - nesse caso, a avó, que sofre de reumatismo, escrevia e pedia para os cinco netos: 15, 14, 11, 10 e 7 anos.

A economista Joice Valentim, 33 anos, de Santo André, saiu feliz em adotar pela primeira vez uma cartinha. E a aposentada Denise Brandão, 57, prometeu voltar hoje na agência para a escolha final.
Quem sabe escolher a cartinha de Pablo, 6 anos, cujo pai acabou de sair da cadeia, prometeu para o filho que "nunca mais vai fazer nada de errado, viu Papai-Noel". Ele quer um Playstation 2.

Na região, são dez agências para adoção. Até o dia 14, o Correios fará a entrega gratuita dos presentes.



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Pedidos ao Papai-Noel vão de brinquedos a cestas básicas

Na região, são dez agências para adoção das cartinhas

Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

02/12/2011 | 07:00


Erika, 8 anos, pediu um "celular de verdade". Lucas, 10, "relógio de detetive, com detector de mentiras". E deixou o recadinho: "Só que é caro". Já Natan, 10, quer um computador, "mesmo se for usado". Mas Bruno, 10, sonha apenas com "uma roupa e um sapato novos". E na lista de muitos outros necessidades básicas, como "alimentos" ou um simples "panetone de chocolate".

Essas são algumas das cartinhas escritas pelas crianças do Grande ABC ao Papai-Noel, que esteve ontem na agência de Correios Santo André, na Praça 4º Centenário. Ali, o Bom-Velhinho, junto da Mamãe-Noel, inaugurou sua casa, onde as pessoas podem ler e adotar uma das cartas manuscritas de meninos e meninas em situação de vulnerabilidade social.

"Dá vontade de adotar todas", disse Audrey Julio Braz, 17 anos, moradora no Rudge Ramos, em São Bernardo, que pela primeira vez participa da Campanha Papai-Noel dos Correios. Ao lado da mãe Ana Lucia, 53, a estudante se emocionou exatamente com a primeira cartinha que chegou às suas mãos. O pedido ao Bom-Velhinho: alimentos para crianças de 7, 5 e 3 anos.

De quebra, Audrey e Ana Lucia adotaram ainda a cartinha de Aline, que pediu a boneca Little Mommy, mas fez uma ressalva: "Se não der, Papai-Noel, pode ser uma Barbie mesmo". O que remeteu à infância de Audrey. "Tenho a coleção da Barbie até hoje."

Antes da chegada do dono da festa, com direito a apresentação do Coral Ectom, formado por funcionários dos Correios, passaram muitos anônimos para adoção de uma das cartinhas.

Veterano no gesto de amor ao próximo todo o fim de ano, o advogado Cristiano Martins, 33, da Vila Alzira, em Santo André, adotou cinco. "O que mais me chama a atenção é uma criança pedir comida, direito constitucional e dever do Estado, e não um brinquedo. Nesse caso, o ônus fica para o Papai-Noel", afirmou, como se redigisse uma petição.

Entre as cinco cartinhas adotadas, estavam pedidos de mochila, material escolar do Luan Santana, cesta de Natal e até mesmo toalha e lençol - nesse caso, a avó, que sofre de reumatismo, escrevia e pedia para os cinco netos: 15, 14, 11, 10 e 7 anos.

A economista Joice Valentim, 33 anos, de Santo André, saiu feliz em adotar pela primeira vez uma cartinha. E a aposentada Denise Brandão, 57, prometeu voltar hoje na agência para a escolha final.
Quem sabe escolher a cartinha de Pablo, 6 anos, cujo pai acabou de sair da cadeia, prometeu para o filho que "nunca mais vai fazer nada de errado, viu Papai-Noel". Ele quer um Playstation 2.

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