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Lloyds: contas externas do Brasil devem melhorar em 99


Do Diário do Grande ABC

09/02/1999 | 09:26


A análise semanal do Lloyds Bank sobre a economia nacional salientou que "os efeitos da maxidesvalorizaçao do real só deverao se verificar mais intensamente a partir de março. Apesar da indefiniçao atual em relaçao ao 'ponto de equilíbrio' do câmbio, as expectativas sao de que as contas externas melhorem acentuadamente este ano".

Diz ainda que "o mercado cambial continua apresentando alta volatilidade no curto prazo. No início da semana, o dólar chegou a apresentar forte recuo (após todo o temor e especulaçao da sexta-feira, 5/2), com os negócios no mercado interbancário sendo feitos à taxa mínima de R$ 1,73 por dólar. Porém, a ausência de notícias mais favoráveis e a baixa entrada de divisas, fizeram com que as cotaçoes fossem novamente pressionadas, e os negócios voltassem a ocorrer acima de R$ 1,80 por dólar".

Conclui também que "a saída natural de capitais (eurobônus e financiamentos de importaçoes feitas no ano de 98) deverao ser ainda uma fonte de pressao sobre o real no curto prazo, uma vez que nao se verifica ainda uma volta mais consistente das linhas externas para o Brasil. Diz ainda que a balança comercial apresentou déficit de US$ 754 milhoes em janeiro (-US$ 663 em jan/98). A piora se deve à queda (21% na média diária) das exportaçoes, refletindo os problemas de linhas de crédito do final de 98. As importaçoes continuaram a mostrar forte recuo, refletindo o desaquecimento econômico".

Inflaçao - Na sua análise sobre a inflaçao o cenário semanal do Lloyds disse que "na primeira semana de fevereiro, a cesta básica apresentou significativa alta de 2,7%. Tal movimento, já está refletindo algum efeito da desvalorizaçao cambial e deve se acentuar ao longo do mês. No curto prazo, o aumento de preços é certo, dada a pressao de custos sobre os vários segmentos atingidos pela mudança no câmbio, sendo que o limite dessa alta será dado pela capacidade do mercado assimilar o aumento dos preços. Muito provavelmente, a forte desaceleraçao econômica que se espera para o País, servirá de freio a uma expansao descontrolada dos preços, a menos que o governo tenha um fraco desempenho no campo monetário e fiscal, 'permitindo' a reindexaçao da economia".

De acordo com o Lloyds, " a inflaçao do 1º semestre será alta (média de 2,5% am para IGP-M), mesmo com os juros elevados (inflaçao de custos), mas cederá no 2o. semestre, junto com a queda do nível de atividade e do poder aquisitivo da populaçao. A inflaçao poderá, no entanto, retroceder a patamares inferiores a 1% am, desde que, repetimos, os mecanismos de indexaçao nao sejam restabelecidos no país".

Após o entusiasmo inicial gerado pela nova política cambial, o mercado começa a assumir que, no curto prazo, será mantida uma postura conservadora em relaçao às taxas de juros.

E concluiu que " o comunicado conjunto governo/FMI, mostrou isso, indicando que a economia deve apresentar expressiva desaceleraçao este ano, impactando o resultado das empresas negociadas em bolsa. É certo que os baixos preços dos papéis, anteriormente à desvalorizaçao, mais as expectativas de bom desempenho do setor exportador, sao positivos. Mas, o resultado final para o mercado tem que ser analisado com muito cuidado. Em janeiro, o Ibovespa subiu 20,25% e, na primeira semana de fevereiro, 3,23%".



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