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Mauá regulariza camelô em terminal


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

11/08/2005 | 08:09


Mauá regularizou os camelôs que trabalham no Terminal Metropolitano Rodoviário, no Centro da cidade. Desde o último dia 1º, os ambulantes carregam tabuleiros com alimentos vestidos com aventais. Não é mais permitido vender a mercadoria em bancadas armadas em meio das plataformas. A mudança foi acertada em parceria entre a Prefeitura e os camelôs e passa por um período de experiência que vai durar três meses. Se a iniciativa der certo, a partir de novembro o projeto vai migrar para os outros terminais do município.

A regularização, no entanto, deixou 54 camelôs sem trabalho. Pelas contas da Prefeitura de Mauá, 114 ambulantes trabalhavam no terminal. Hoje, por questões de logística, apenas 60 foram autorizados a permanecer no local. O corte, de acordo com a administração municipal, foi definido pelos próprios camelôs. Os critérios não foram revelados pelos comerciantes. Quem perdeu a vaga, entrou numa lista de espera e tem duas alternativas para voltar ao trabalho. A curto prazo, pela desistência de algum dos 60 beneficiados.

Outra alternativa é migrarem no fim do ano para os outros terminais da cidade. Nesse caso, as vagas serão ocupadas preferencialmente pelos 54 ambulantes que aguardam na fila de espera. Ao contrário do que ocorreu no terminal rodoviário do Centro, o encaixe será criterioso. Uma assistente social da Prefeitura fará um levantamento de cada candidato. O corte será determinado por três fatores: possibilidade de empregabilidade, renda e deficiência física. Quem já está no programa, aprova a iniciativa que colocou fim à briga entre fiscais e camelôs.

"Agora, a gente não tem que correr do pessoal (da fiscalização). Eu mesmo já perdi algumas vezes minha mercadoria", afirma Luiz Ozuna, 45 anos, oito deles como ambulante no terminal de Mauá. De acordo com Francisco Carlos Martinez, o Pancho, chefe de fiscalização na Prefeitura, todos os dias eram realizadas cerca de cinco apreensões de mercadorias vendidas por camelôs no terminal. "Hoje, esse número se tornou insignificante. Tem dias que não apreendemos nenhuma mercadoria", afirma Pancho.

Dentro da regularização, a diversidade de produtos vendidos pelos ambulantes também foi reduzida. Por higiene, foi restrita a alimentos industrializados. O trabalho dos ambulantes também foi dividido em turnos: três períodos de seis horas durante o funcionamento do terminal, das 6h à 0h. Por turno, trabalham 20 ambulantes e a cada semana, o período é trocado entre as turmas. "O mais lucrativo é o horário da tarde. Tem mais movimento", afirma Edileuza de Souza Coelho, 28 anos, que há quatro trabalha como camelô.

"Acho que esse critério é justo. Dá chance para todo mundo ganhar dinheiro", diz a ambulante, que é portadora de deficiência física. Ela e outros dois camelôs que hoje têm permissão para trabalhar no terminal rodoviário e também são deficientes físicos são os únicos ambulantes que podem trabalhar sentados. Os outros são obrigados a circular pelas plataformas com o tabuleiro nas mãos. "Assim, não temos concentração de pessoas nas plataformas, querendo comprar mercadorias", explica Pancho.

A novidade agradou os usuários do terminal de Mauá, por onde circulam todos os dias cerca de 4 mil pessoas. "Isso aqui era uma confusão. Você não conseguia andar na plataforma que tropeçava em camelô. Ficava tudo no chão. Horrível. Olha só a diferença. E outra: melhorou o trabalho desse pessoal, que também precisa ganhar o dinheirinho deles, né?", afirma a vendedora Sofia Laura dos Santos, 45 anos, usuária diária do terminal no caminho entre sua casa, na Vila Magini, ao trabalho, no Jardim Rosina.



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