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Corrida maluca


Por Marcela Munhoz

21/02/2010 | 07:00


Carrinho de rolimã é passado para a galera que disputa uma corrida com muito mais barulho e adrenalina, cujos veículos também são feitos por eles. São os participantes da competição de Baja, que estão se preparando para a 16ª edição, que começa nesta quinta-feira (25) e vai até domingo (28), em Piracicaba, interior de São Paulo. A disputa é boa opção de passeio para o fim de semana.

Baja é um tipo de carro modificado para rodar em pistas irregulares, o chamado off-road. Tem motor fraquinho (de 10 cavalos, que pode ser até de cortador de grama), movido a gasolina, quatro rodas e cabine para uma pessoa com até 1,90 m de altura e 113,4 kg. O nome foi inspirado nos veículos criados para serem usados no deserto Baja, na Carolina do Sul, Estados Unidos. No início, eram como gaiolinhas, com formato meio oval, como o Fusca; tanto que Baja é um dos apelidos desse carro popular.

O modelo de competição é parecido com o carro dos Flintstones, mas com muita tecnologia, claro, já que é cuidadosamente projetado por estudantes de engenharia. Eles querem levar os melhores e mais completos para a corrida, que neste ano será disputada entre 66 veículos.

"Quem participa da prova consegue aprender a contornar os problemas que vai enfrentar no mercado de trabalho, além de fazer contatos e ganhar muita experiência", afirma Renato Otto, vice-diretor do Comitê Baja. No Brasil, este tipo de competição começou em 1995, e a cada ano os carros estão ficando cada vez melhores, segundo Otto. "A tecnologia não para de crescer."

GARANTE VAGA - A competição é dividida em quatro dias e várias provas. Na quinta e sexta, os juízes avaliam a dinâmica do veículo, verificam o motor, testam o freio e a direção. A partir da aprovação inicial, os estudantes podem pilotar os modelos. No sábado, são realizados os testes de velocidade, tração, suspensão e em quanto tempo o carro dá uma volta na pista cheia de obstáculos.

No domingo, é a vez da corrida. São quatro horas de prova, com direito a parada no box para reabastecer. As três melhores equipes ganham o direito de representar o Brasil na competição mundial, marcada entre 8 e 11 de abril, na Carolina do Sul.

Trabalho em equipe

Dos 66 carros inscritos, quatro são do Grande ABC: dois do Centro Universitário FEI, de São Bernardo, e dois da Faculdade de Engenharia Mauá, de São Caetano. Os grupos estão empolgados e preparados para vencer. "Foram necessários 25 alunos para construir dois carros. Para este ano, nos concentramos no sistema de transmissão", explica o capitão da equipe da FEI, Cássio Mangueira de Assis, 22 anos. O estudante participa da competição desde 2006 e conta que, para vencer, eles precisam sempre inovar. "O carro tem GPS e placa solar para carregar a bateria."

Já a equipe da Mauá, liderada por Edgard Chances Moreno, 22, investiu na tecnologia para aumentar a velocidade do veículo, que pode alcançar 51 km/h. Alguns são feitos com peças emprestadas de outros veículos, como quadriciclos e motos. Assim como na Fórmula 1, a equipe campeã de Baja também deve trabalhar em união e sincronia. "Escolhemos o mais leve e menor para ser o piloto. Enquanto isso, os outros monitoram a prova, torcendo para que dê tudo certo." Segundo Edgard, um carro campeão chega a custar até R$ 30 mil.



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