Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 28 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Sem receber de Mauá, FUABC cancela cirurgias e cogita restringir PS

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fundação alega que falta de pagamento por parte do Paço pode gerar colapso no Hospital Nardini


Raphael Rocha

21/06/2018 | 07:00


A FUABC (Fundação do ABC) determinou o cancelamento de todas as cirurgias eletivas (sem urgência) e admite restringir acesso ao PS (Pronto-Socorro) do Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini alegando falta de pagamento por parte da Prefeitura de Mauá – apenas atendimentos de referência seriam acolhidos no local. A gestora de diversos equipamentos de Saúde na cidade, além de cobrar dívida de R$ 120 milhões em parcelas não quitadas integralmente pela administração mauaense desde 2015, relatou que insumos do hospital estão com estoque próximo do fim porque fornecedores reclamam de calote do Paço.

Na segunda-feira, a prefeita em exercício, Alaíde Damo (MDB), e assessores foram à Fundação para tratar o assunto. A entidade solicitou que ao menos R$ 2,9 milhões fossem repassados à entidade para garantir a continuidade de serviços. A prefeita sinalizou que, na terça-feira, pagaria R$ 1 milhão do montante requisitado. A transferência não foi efetivada. Depois, a promessa foi que seriam pagos cerca de R$ 500 mil até o fim do dia de ontem, o que também não se efetivou.

A Fundação listou três problemas iminentes no Hospital Nardini. A empresa que presta serviço de mão de obra médica cogita paralisar o atendimento porque a parcela de R$ 1,15 milhão não foi paga pela Prefeitura. O fornecedor responsável pela área de exames de imagem (raio X, ultrassom e tomografia) cobra R$ 224 mil e informou que vai interromper os serviços por ausência de insumos. E a companhia que atende a área de análises clínicas declarou que o estoque de material vai até este fim de semana.

“A FUABC informa que está adotando medidas emergenciais para o contrato de gestão do Cosam (Complexo de Saúde de Mauá), com objetivo de evitar o colapso do sistema de Saúde”, alegou a entidade, dizendo que, apesar de a parcela mensal ser de R$ 15 milhões pelos serviços prestados, a Prefeitura repassa, no máximo, R$ 12 milhões.

A organização regional citou também problemas que se acentuaram com a reabertura do PS do Hospital Nardini, no fim do ano passado, pelo prefeito afastado Atila Jacomussi (PSB). Inicialmente, o local serviria para atendimento referenciado, ou seja, apenas de casos encaminhados pelas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) 24 horas e UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Entretanto, a estrutura virou de porta aberta, o que fez a demanda crescer 40% e a compra de insumos subir 30%, além de dobrar o número de plantões. Tudo isso sem acréscimo no repasse.<EM>

OUTRO LADO - A Prefeitura de Mauá informou que a Secretaria de Finanças “não tem medido esforços” para pagar o recurso solicitado pela Fundação, sem cravar prazo. Sobre o cancelamento das cirurgias eletivas e restrição do PS, o governo comentou que haverá estudo sobre os impactos dessas ações “tomadas por conta própria pela Fundação”.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Sem receber de Mauá, FUABC cancela cirurgias e cogita restringir PS

Fundação alega que falta de pagamento por parte do Paço pode gerar colapso no Hospital Nardini

Raphael Rocha

21/06/2018 | 07:00


A FUABC (Fundação do ABC) determinou o cancelamento de todas as cirurgias eletivas (sem urgência) e admite restringir acesso ao PS (Pronto-Socorro) do Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini alegando falta de pagamento por parte da Prefeitura de Mauá – apenas atendimentos de referência seriam acolhidos no local. A gestora de diversos equipamentos de Saúde na cidade, além de cobrar dívida de R$ 120 milhões em parcelas não quitadas integralmente pela administração mauaense desde 2015, relatou que insumos do hospital estão com estoque próximo do fim porque fornecedores reclamam de calote do Paço.

Na segunda-feira, a prefeita em exercício, Alaíde Damo (MDB), e assessores foram à Fundação para tratar o assunto. A entidade solicitou que ao menos R$ 2,9 milhões fossem repassados à entidade para garantir a continuidade de serviços. A prefeita sinalizou que, na terça-feira, pagaria R$ 1 milhão do montante requisitado. A transferência não foi efetivada. Depois, a promessa foi que seriam pagos cerca de R$ 500 mil até o fim do dia de ontem, o que também não se efetivou.

A Fundação listou três problemas iminentes no Hospital Nardini. A empresa que presta serviço de mão de obra médica cogita paralisar o atendimento porque a parcela de R$ 1,15 milhão não foi paga pela Prefeitura. O fornecedor responsável pela área de exames de imagem (raio X, ultrassom e tomografia) cobra R$ 224 mil e informou que vai interromper os serviços por ausência de insumos. E a companhia que atende a área de análises clínicas declarou que o estoque de material vai até este fim de semana.

“A FUABC informa que está adotando medidas emergenciais para o contrato de gestão do Cosam (Complexo de Saúde de Mauá), com objetivo de evitar o colapso do sistema de Saúde”, alegou a entidade, dizendo que, apesar de a parcela mensal ser de R$ 15 milhões pelos serviços prestados, a Prefeitura repassa, no máximo, R$ 12 milhões.

A organização regional citou também problemas que se acentuaram com a reabertura do PS do Hospital Nardini, no fim do ano passado, pelo prefeito afastado Atila Jacomussi (PSB). Inicialmente, o local serviria para atendimento referenciado, ou seja, apenas de casos encaminhados pelas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) 24 horas e UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Entretanto, a estrutura virou de porta aberta, o que fez a demanda crescer 40% e a compra de insumos subir 30%, além de dobrar o número de plantões. Tudo isso sem acréscimo no repasse.<EM>

OUTRO LADO - A Prefeitura de Mauá informou que a Secretaria de Finanças “não tem medido esforços” para pagar o recurso solicitado pela Fundação, sem cravar prazo. Sobre o cancelamento das cirurgias eletivas e restrição do PS, o governo comentou que haverá estudo sobre os impactos dessas ações “tomadas por conta própria pela Fundação”.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;